segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mensagem do papa para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais

O papa Bento XVI divulgou hoje, 24, no site oficial do Vaticano, a Mensagem para 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, intitulada “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O papa pede que as novas formas de comunicação sejam utilizadas apenas pensando no bem coletivo, destacando a verdade na atuação dos participantes das Redes Sociais e principalmente o papel dos jovens na Era Digital.
“As novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano”, destaca o papa.
Bento XVI diz que as novas tecnologias estão mudando “não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma. As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades”.
O papa faz um alerta, dizendo que “é importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida”.
O papa finaliza sua mensagem afirmando que a web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual. ”Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10)”.
Leia abaixo a íntegra da mensagem do papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais:
Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão mudando não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está nascendo uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital das chamadas Redes Sociais, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de “amizades”, confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fieis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio “perfil” público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu “próximo” neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo “diferente” daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias das Redes Sociais mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua “popularidade” ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez “mitigando-a”. Deve tornar-se alimento quotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nas várias Redes Sociais. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.
Convido, sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, Festa de São Francisco de Sales
24 de Janeiro de 2011
Fonte:CNBB

Bispos do Rio explicam situação e pedem ajuda em Aparecida

“Nós estamos aqui aos pés de Nossa Senhora Aparecida, nossa mãe, entregando nas mãos dela nossas dioceses. E é como se ela dissesse: “sou tua mãe, vou te ajudar e edificar as belas cidades da serra fluminense”, disse o Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Filippo Santoro. Essas palavras foram proferidas durante sua homilia na Missa ao Santuário Nacional de Aparecida, na manhã neste domingo, 23 .

Dom Filippo destacou que essa foi uma Missa de comunhão com todas as igrejas no Brasil, que neste momento rezam junto com as dioceses da serra fluminense diante das dificuldades que enfrentam depois das chuvas.

Num momento de dificuldade diante desta grande tragédia, o Bispo de Petrópolis lembrou das palavras ditas ao telefone por uma irmã de clausura: “Não tenha medo, no momento da morte, Jesus mostra sua face. Rosto bonito de Cristo é aquele que oferece esperança aos mortos e aos vivos. Ele é o centro da nossa vida”, disse a irmã.

Em momentos como esse, Dom Filippo enfatiza que em momentos como esse a fragilidade da vida humana se revela, e depois da tragédia os valores são revistos, deixando de lado as banalidades, voltando à vida com maior entusiasmo, coragem e solidariedade.

Durante a homilia, o Bispo de Petrópolis contou a história de jovem ministro de eucaristia que foi até o sacrário, para retirar as hóstias, antes que o local fosse tomado pelas águas. “A água estava chegando até o sacrário. Um ministro da eucaristia foi até o sacrário, pegou o Santíssimo Sacramento, envolveu num pano, e nadando com o outro braço salvava das águas o Santíssimo Sacramento e o levou até a matriz. Assim Jesus ficou salvo das águas, mas é Ele quem nos salva”, lembra.

O bispo destaca que esse jovem dá o exemplo do que deve ser feito: confiar na graça de Cristo e ao mesmo tempo nadar, trabalhar, tomar iniciativa, pois essas cidades devem ressuscitar. “Assim, cada um de nós deixamos nosso mal, o pecado, e seguimos o Senhor. Sejamos cristãos verdadeiros, solidários com os outros, seguindo os passos de Cristo”, enfatiza.

E é quando os holofotes se apagam é que aparece a verdadeira fé. “Viemos ao coração da fé do povo brasileiro, que é Santuário de Nossa Senhora Aparecida, para além de pedir que  Deus continue abençoando o nosso povo, agradecer a generosidade da população e dizer que graças a essa ajuda, estamos conseguindo levantar o animo e a moral do nosso povo tão abatido”, explica Dom Edney Govêya Mattoso.
As ofertas que chegam nas contas das dioceses servem agora para sanar as necessidades imediatas, já a doação da  Conferencia Episcopal Italiana será destinada a projetos de reconstrução dos edifícios diocesanos.

Os bispos da região serrana fluminense explicam que para o momento, não são necessárias as doações de roupas, mas são necessários materiais de limpeza, de higiene e principalmente água.

Panorama da Diocese de Petrópolis

Segundo Dom Filippo, a situação das Dioceses de Petrópolis, na qual fazem parte também as cidade de Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto, e de Nova Friburgo é desafiadora.

Nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, os centros das cidades não foram atingidos, por isso as atividades comerciais continuam, o desastre ficou localizado nos bairros. “Em Petrópolis ficou localizado no bairro Cuiabá, em Teresópolis foram atingidos os bairros: Caleme, Campo Grande, Cruzeiro, Pessegueiro, Santa Rita, Vieira e Bom Sucesso. Já em São José do Vale do Rio Preto, o desastre tocou o centro da cidade”, explicou o bispo.

A paróquia de São José, que fica numa parte alta não foi atingida, possuía um gerador de corrente elétrica e por isso serviu como abrigo para a Prefeitura e foi um ponto de refer~encia para todas as operações.

“Em todos os lugares as nossa igrejas ficaram gravemente afetadas, mas depois das limpezas elas se tornaram centros de acolhida aos voluntários e de distribuição dos alimentos doados”, conta Dom Filippo.

As cidades atingidas chegam agora numa fase delicada de reconstrução. Segundo o bispo, a Igreja permanece junto aos voluntários oferecendo a motivação e fé, mantendo viva a esperança.

Dom Filippo chama a atenção para que as pessoas não sejam apenas envolvidas nessa onda de comoção, mas que haja um planejamento urbano futuro para evitar situações como essa.
Diocese de Nova Friburgo
Diferente de Teresópolis, o centro de Nova Friburgo foi atingido o que agravou a situação, pois nos primeiros dias foram interrompidas as comunicações, os acessos, e a distribuição de água e energia. “Foi realmente um caos muito grande. Não tínhamos se quer conhecimento da magnitude do que tinha ocorrido”, conta o Bispo da Diocese, Dom Edney Govêya Mattoso.

Aos poucos as situações foram se clarificando, mas ainda o acesso é difícil em algumas localidades, como no Córrego Dantas e Campo do Coelho. “Ainda, com certeza, existem vítimas, corpos que ainda não foram descobertos, e possivelmente nem serão. Já se fala em sepultamentos naturais, porque é uma dificuldade enorme mobilizar em tantos pontos diferentes esse mecanismos de resgate”, explica o bispo.

Mas ao mesmo tempo, Dom Edney salienta a beleza da mobilização popular, especialmente entre os jovens. No Colégio Nossa Senhora das Dores a distribuição de alimento e de outras doações segue ativamente. “O montante de gêneros de primeira necessidades que recebemos até ontem já passava das 150 toneladas junto com roupas e medicamentos”, contabiliza.

Também nesse colégio foram alojados os funcionários do Ministério da Saúde, da Defesa Civil e do SAMU, o que facilitou o acesso as informações. “Enquanto eles saiam para essas áreas de risco, iam junto grupos de seminaristas e sacerdotes. E ali enquanto uns faziam o trabalho de socorro da parte física, outros iam ao encontro daqueles que estavam desolados”, conta o bispo.

Dom Filippo salienta que muitas vezes não foi preciso dizer nada, apenas a presença deles serviam de consolo e apoio a população.

“Ao lado de toda essa tragédia que estamos acompanhando nos meios de comunicação, surge uma onda de solidariedade que move não apenas as cidades atingidas, mas o Brasil inteiro. Um grande mutirão de amor ao próximo”, enfatiza Dom Edney .
Fonte: Canção Nova

ANGELUS: "CADA DIVISÃO NA IGREJA É UMA OFENSA A CRISTO"

O Papa Bento XVI dedicou a alocução que precedeu a oração mariana do Angelus deste domingo em grande parte ao tema do ecumenismo e do diálogo entre as diversas igrejas cristãs. Nestes dias, de 18 a de 25 janeiro, - disse o Pontífice - está se realizando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Recordamos que esta semana de Oração no Brasil se realiza entre o domingo da Ascensão e o domingo de Pentecostes. Este ano a semana tem como tema uma passagem do livro dos Atos dos Apóstolos, que resume em poucas palavras a vida da primeira comunidade cristã de Jerusalém: “Unidos no ensinamento dos Apóstolos, em comunhão, na fração do pão e na oração” (Atos 2:42).

“É muito significativo que este tema tenha sido proposto pelas Igrejas e Comunidades cristãs de Jerusalém, reunidas num espírito ecumênico. Sabemos quantas provas devem enfrentar os irmãos e irmãs da Terra Santa e do Oriente Médio. O seu serviço é por isso ainda mais precioso, confirmado por um testemunho que, em alguns casos, chegou até mesmo ao sacrifício da vida".

Por isso, - continuou o Santo Padre - enquanto acolhemos com alegria as reflexões oferecidas pelas comunidades que vivem em Jerusalém, nos unimos a elas, e isso se torna para todos um ulterior fator de comunhão.

Em seguida o Papa recordou que também hoje, “para ser no mundo sinal e instrumento de íntima união com Deus e de unidade entre os homens, nós cristãos devemos basear a nossa vida nestes quatro ‘pilares’: a escuta da Palavra de Deus transmitida na viva Tradição da Igreja, a comunhão fraterna, a Eucaristia e a oração”.

Somente desta maneira- sulbinhou o Santo Padre - mantendo-se firmemente unidos a Cristo, a Igreja pode efetivamente cumprir a sua missão, apesar das limitações e falhas dos seus membros, apesar das divisões, que já o apóstolo Paulo teve de enfrentar na comunidade de Corinto, como recorda a Segunda Leitura deste domingo: “Eu lhes peço, irmãos, - escreve São Paulo – que se mantenham de acordo uns com os outros, para que não haja divisões. Sejam estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar". (1:10).

O Papa afirma ainda que cada divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo, e ao mesmo tempo, que é sempre n’Ele, único Cabeça e Senhor, que podemos nos encontrar unidos, pelo poder inesgotável de sua graça.
“Eis então o chamado sempre atual do Evangelho de hoje: «Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo.» (Mt 4:17). O sério compromisso de conversão a Cristo é o caminho que conduz a Igreja, com os tempos que Deus dispõe, à plena unidade visível”.
E são um sinal - disse o Pontífice -, os encontros ecumênicos que nestes dias estão se multiplicando em todo o mundo. Aqui em Roma, além da presença de várias delegações ecumênicas, terá início amanhã uma sessão de encontros da Comissão para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Antigas Igrejas Orientais. E depois de amanhã – disse ainda Bento XVI – “vamos concluir a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos com a solene celebração das Vésperas na Festa da Conversão de São Paulo. Acompanhe-nos sempre, neste caminho, a Virgem Maria, Mãe da Igreja”.

Em seguida o Santo Padre concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)

Fonte:Rádio Vaticano

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Escola Diocesana de Fé e Política “Dom Manuel Pereira”

Curso sobre Fé e Política 2011

Inscrições abertas

Apresentação


A Escola Diocesana de Fé e política “Dom Manuel Pereira” nasceu com o objetivo de Contribuir para a formação sócio-política de lideranças, à luz do evangelho, da doutrina social da Igreja, com o auxílio das ciências sociais e da filosofia.

O curso sobre Fé e Política 2011 terá duração de um ano, dividido em seis módulos. Cada módulo corresponde a dois meses, as aulas sempre acontecerão no terceiro sábado de cada mês no horário de 08h00min até as 16h30min.

O investimento é de 25reais matrícula e 15reais mensalidade estes valores garantirão material do curso, apostilas, refeições (lanches e almoço no local do curso), assessorias.

As inscrições já estão sendo feitas no secretariado diocesano de pastoral, na sala da pastoral da criança. (prédio fica por traz da praça da catedral,) na Rua Afonso Campos, centro – Campina Grande- PB.

Informações através do e-mail feepolitica.cg@gmail.com com Risonete pelo telefone 83 33214715 (pela manhã) ou com Roberto Jefferson- 83 99571283.

Curso sobre Fé e Política – 2011/Conteúdo

  1. Módulo: Conceitos de Fé e Política, Educação Popular 
19 de Fevereiro e 19 de Março

  1. Módulo: O que é política? Conceitos e aplicações; Que Brasil temos e que Brasil queremos. (Projetos de Nação em disputa, políticas públicas, conselhos, partidos políticos, movimentos sociais, ONGs, sindicatos, associações, Assembléia Popular).
16 de Abril e 14 de Maio


  1. Módulo: Como fazer análise de conjuntura, capitalismo, modelos de desenvolvimento, qual o rosto sócio-político e eclesial da Diocese (Campina Grande e região)
18 de Junho e 16 de Julho

  1. Módulo: América Latina; Contexto Histórico, Processos de Integração, MERCOSUL, UNASUL, ALBA. Conferências Episcopais – Rio, Medelín, Puebla, Santo Domingo, Aparecida
20 de Agosto e 17 de Setembro

  1. Módulo: Doutrina Social da Igreja, Opção Preferencial Pelos Pobres, Agricultura Familiar e Agro ecológica, Clima, Mundo do trabalho, Economia Solidária
15 de Outubro e 19 de Novembro

  1. Módulo: Ecumenismo, o Reino e a Política, avaliação e confraternização-
  2. 17 de Dezembro.


DIOCESE DE CAMPINA GRANDE
Escola Diocesana de Fé e Política “Dom Manuel Pereira”
Curso sobre Fé e Política- 2011

Ficha de Inscrição

Nome:________________________________________________________________
Endereço:_____________________________________________________________
Bairro: ___________________________Cidade:________________________      CEP:
E-mail:_________________________________________________________________
Telefone:______________________________________________________________
Paróquia/Pastoral/Movimento/Instituição/ONG/Partido:________________________
Qual a sua expectativa para o curso?  ________________________________________
_______________________________________________________________________
Assinatura do Participante:_________________________________________________



Enviado por Roberto Jefferson Normando



Unidade dos cristãos é dom de Deus e fruto da oração, diz Papa

O Papa Bento XVI falou sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (Souc) na Catequese desta quarta-feira, 19.

"Todos os crentes em Cristo são convidados a unir-se em oração para testemunhar o profundo vínculo que existe entre si e invocar o dom da plena comunhão. É providencial o fato de que, no caminho para construir a unidade, seja colocada no centro a oração: isso recorda-nos, mais uma vez, que a unidade não pode ser simples produto do operar humano; essa é, antes de tudo, dom de Deus, que comporta um crescimento na comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo", afirma.

Acesse
.: Catequese de Bento XVI sobre Souc

O Pontífice também recordou um ensinamento do Concílio Vaticano II, segundo o qual as orações em comum são um meio eficaz para implorar a graça da unidade e, também, manifestação autêntica dos vínculos através dos quais os católicos permanecem unidos com os irmãos separados.

"O caminho rumo à unidade visível entre todos os cristãos reside na oração, porque, fundamentalmente, a unidade não a 'construímos' nós, mas a 'constrói' Deus, vem d'Ele, do Mistério trinitário, da unidade do Pai com o Filho no diálogo de amor que é o Espírito Santo e o nosso compromisso ecumênico deve abrir-se à ação divina, deve fazer-se invocação cotidiana do auxílio de Deus. A Igreja é sua e não nossa", salienta.

O Papa salientou que todos os cristãos têm uma responsabilidade comum diante do mundo: dar um forte testemunho, fundamentado espiritualmente e sustentado pela razão, do único Deus que se revelou e nos fala em Cristo, "para sermos portadores de uma mensagem que oriente e ilumine o caminho do nosso tempo, frequentemente privado de claros e válidos pontos de referência".

Para concretizar essa missão, o amor recíproco, o sentir que existe uma verdadeira unidade interior entre o que seguem o Senhor, calaborar o máximo possível para resolver as questões ainda pendentes e ser consciente de que o Senhor deve sempre auxiliar ao longo do caminho são pontos de auxílio indicados por Bento XVI.


4 características da unidade e do amor

O tema da Souc 2011 é "Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações" (At 2, 42) – referente à experiência da primeira comunidade cristã de Jerusalém.

"O Pentecostes como início da Igreja assinala o alargamento da Aliança de Deus com todas as criaturas, com todos os povos e em todos os tempos, para que toda a criação caminhe rumo ao seu verdadeiro objetivo: ser lugar de unidade e de amor", acrescentou o Papa.

A partir do trecho bíblico tema da Souc, o Santo Padre elencou quatro características que definem a comunidade cristã de Jerusalém como lugar de unidade e amor. "Estes quatro elementos representam ainda hoje as pilastras da vida de toda a comunidade cristã e constituem também o único fundamento sólido sobre o qual progredir na busca da unidade visível da Igreja", diz.

1 – Fidelidade – os primeiros cristãos recebem o Evangelho da boca dos Apóstolos, unem-se pela escuta e proclamação da Palavra. "Todo o esforço para a construção da unidade entre todos os cristãos passa através do aprofundamento da fidelidade ao depositum fidei transmitido pelos apóstolos", explica o Papa;

2 – Comunhão fraterna – tanto no tempo da primeira comunidade cristã quanto hoje, essa é a expressão mais tangível da unidade entre os discípulos do Senhor, segundo o Santo Padre. Ele salientou que a partilha dos bens sempre encontrou diversas formas de expressão na história da Igreja. "Uma dessas, peculiar, é a dos relacionamentos de fraternidade e amizade construídos entre cristãos de diversas confissões. A história do movimento ecumênico é assinalada por dificuldades e incertezas, mas é também uma história de fraternidade, cooperação e partilha humana e espiritual, que transformou de modo significativo as relações entre os crentes no Senhor Jesus: todos estamos comprometidos a continuar sobre essa estrada";

3 – Comunhão no sacrifício de Cristo – o momento da fração do pão, em que se torna presente o único sacrifício da Cruz, era essencial na vida da comunidade de Jerusalém e, também hoje, é o cume da união com Deus e, portanto, representa também a plenitude da unidade dos discípulos de Cristo, a plena comunhão. "Durante esta semana de oração, é particularmente viva a amargura pela impossibilidade de partilhar da mesma mesa eucarística, sinal de que estamos ainda distantes da realização daquela unidade pela qual Cristo rezou", explica o Bispo de Roma. Nesse sentido, a Souc ganha também uma dimensão penitencial, o que deve tornar-se motivo para um empenho ainda mais generoso para que sejam removidos os obstáculos à plena comunhão;

4 – Oração – é a atitude constante dos discípulos de Cristo, isto é, acompanha a vida cotidiana em obediência à vontade de Deus. "A oração cristã, participação na oração de Jesus, é, por excelência, experiência filial, como nos atestam as palavras do Pai Nosso. [...] Colocar-se em atitude de oração significa, portanto, também abrir-se à fraternidade que deriva do ser filhos do único Pai celeste, e estar dispostos ao perdão e reconciliação", sublinhou Bento XVI.


A audiência

O encontro do Bispo de Roma com os fiéis reunidos na Sala Paulo VI aconteceu às 7h30 (horário de Brasília - 10h30 em Roma).

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, pedindo a Deus o dom da unidade, a fim de que se cumpra no mundo inteiro o seu desígnio de salvação! Ide em paz!"
Fonte:Canção Nova