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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Astrônomo vaticano destaca que teoria do Big Bang não contradiz fé
Ao apresentar na manhã desta sexta-feira, 3, no Vaticano, a mostra "História do outro mundo. O universo dentro e fora de nós", o diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, explicou que, do ponto de vista eclesiástico, a teoria do "Big Bang não está em contradição com a fé"
"Sabemos que Deus é criador, é um pai bom que tem um plano providencial para nós, que nós somos seus filhos, e que tudo o que possamos aprender racionalmente sobre a origem do universo não está em contradição com a mensagem religiosa da Bíblia", indicou.
A Teoria do Big Bang, também conhecida como a grande explosão, é a "melhor teoria que temos neste momento da criação do universo", disse.
De forma muito resumida, esta teoria, explica que provavelmente, a criação começou faz 14 milhões de anos com uma explosão colossal na que foram criados o espaço, o tempo, a energia e a matéria, assim, é como nasceram as galáxias, as estrelas e os planetas, os quais se encontram em contínua expansão.
O padre Funes afirmou, que como astrônomo e católico compartilha esta justificação da criação do universo, apesar de que "há algumas perguntas sem resposta".
Além disso, o astrônomo explicou que os católicos "devem ver o cosmos como um dom de Deus", e "admirar a beleza que há no universo".
"Essa beleza que vemos leva de algum modo à beleza do criador. E também graças a que Deus nos dotou que inteligência, de razão, podemos encontrar o logos, essa explicação racional que há no universo que nos permite fazer ciência também. Fala-nos também do logos criador de Deus", destacou.
Vida em outros planetas
O sacerdote indicou, que embora não há prova alguma de vida inteligente no universo à parte da nossa, "não a podemos descartar", porque estudos de astronomia mostram que existem cerca de 700 planetas que giram ao redor de outras estrelas.
"Se no futuro, que me parece uma coisa bastante difícil, pudesse estabelecer-se que existe vida, e vida inteligente, não acredito que isto contradiga a mensagem religiosa da criação porque seriam também criaturas de Deus", acrescentou.
Interesse da Igreja
O interesse oficial da Igreja pela astronomia se remonta ao século XVI e em 1891, o Papa León XIII decidiu criar oficialmente um Observatório Vaticano para mostrar que a Igreja não está contra o desenvolvimento científico, mas sim promove o desenvolvimento da ciência de qualidade.
Ademais, existe o Observatório Vaticano, com sede em Castel Gandolfo, enquanto que o telescópio que se usa para a investigação, situa-se em Tucson, Estados Unidos.
Exposição
O padre Funes explicou que exporá a mostra de 10 de março a 1 de julho em Pisa, por ser a cidade em que nasceu Galileu Galilei – pai da astronomia moderna –, e onde o astrônomo propulsor do Observatório Vaticano, Cardeal Pietro Maffi, desenvolveu seu ministério.
A exposição consiste em um percurso no tempo através de imagens, instrumentos de investigação, assim como minerais reais de Lua e Marte que conduzem o espectador a uma fascinante viagem desde a criação do universo e da matéria, até nosso mundo interior e os átomos que nos conformam.
O Papa Bento XVI visitou no ano 2009 o Observatório Vaticano, situado na localidade de Castel Gandolfo. Naquela ocasião, sustentou em suas mãos um dos tesouros do observatório, um meteorito vindo de Marte.
"Sabemos que Deus é criador, é um pai bom que tem um plano providencial para nós, que nós somos seus filhos, e que tudo o que possamos aprender racionalmente sobre a origem do universo não está em contradição com a mensagem religiosa da Bíblia", indicou.
A Teoria do Big Bang, também conhecida como a grande explosão, é a "melhor teoria que temos neste momento da criação do universo", disse.
De forma muito resumida, esta teoria, explica que provavelmente, a criação começou faz 14 milhões de anos com uma explosão colossal na que foram criados o espaço, o tempo, a energia e a matéria, assim, é como nasceram as galáxias, as estrelas e os planetas, os quais se encontram em contínua expansão.
O padre Funes afirmou, que como astrônomo e católico compartilha esta justificação da criação do universo, apesar de que "há algumas perguntas sem resposta".
Além disso, o astrônomo explicou que os católicos "devem ver o cosmos como um dom de Deus", e "admirar a beleza que há no universo".
"Essa beleza que vemos leva de algum modo à beleza do criador. E também graças a que Deus nos dotou que inteligência, de razão, podemos encontrar o logos, essa explicação racional que há no universo que nos permite fazer ciência também. Fala-nos também do logos criador de Deus", destacou.
Vida em outros planetas
O sacerdote indicou, que embora não há prova alguma de vida inteligente no universo à parte da nossa, "não a podemos descartar", porque estudos de astronomia mostram que existem cerca de 700 planetas que giram ao redor de outras estrelas.
"Se no futuro, que me parece uma coisa bastante difícil, pudesse estabelecer-se que existe vida, e vida inteligente, não acredito que isto contradiga a mensagem religiosa da criação porque seriam também criaturas de Deus", acrescentou.
Interesse da Igreja
O interesse oficial da Igreja pela astronomia se remonta ao século XVI e em 1891, o Papa León XIII decidiu criar oficialmente um Observatório Vaticano para mostrar que a Igreja não está contra o desenvolvimento científico, mas sim promove o desenvolvimento da ciência de qualidade.
Ademais, existe o Observatório Vaticano, com sede em Castel Gandolfo, enquanto que o telescópio que se usa para a investigação, situa-se em Tucson, Estados Unidos.
Exposição
O padre Funes explicou que exporá a mostra de 10 de março a 1 de julho em Pisa, por ser a cidade em que nasceu Galileu Galilei – pai da astronomia moderna –, e onde o astrônomo propulsor do Observatório Vaticano, Cardeal Pietro Maffi, desenvolveu seu ministério.
A exposição consiste em um percurso no tempo através de imagens, instrumentos de investigação, assim como minerais reais de Lua e Marte que conduzem o espectador a uma fascinante viagem desde a criação do universo e da matéria, até nosso mundo interior e os átomos que nos conformam.
O Papa Bento XVI visitou no ano 2009 o Observatório Vaticano, situado na localidade de Castel Gandolfo. Naquela ocasião, sustentou em suas mãos um dos tesouros do observatório, um meteorito vindo de Marte.
Fonte: Canção Nova
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Bento XVI na festa da Apresentação do Senhor: conselhos evangélicos reforçam fé, esperança e caridade
Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu na tarde desta quinta-feira, na Basílica de São Pedro, às Segundas Vésperas na festa da Apresentação do Senhor, ocasião em que a Igreja celebra também o Dia da Vida Consagrada – instituído em 1997 pelo Beato João Paulo II.
A festa da Apresentação do Senhor é uma preciosa ocasião, para as pessoas consagradas, "de renovar os propósitos e reavivar os sentimentos" que inspiraram a sua doação ao Senhor, disse o Papa na homilia da celebração.
A oração da Comunidade inteira é dedicada hoje a toda pessoa consagrada, Comunidade que rende graças a Deus Pai, doador de todo bem, pelo dom dessa vocação, e com fé novamente o invoca.
"Ademais – ressaltou o Pontífice –, em tal ocasião se quer valorizar sempre mais o testemunho daqueles que escolheram seguir Cristo mediante a prática dos conselhos evangélicos com a promoção do conhecimento e da estima da vida consagrada dentro do Povo de Deus."
No dia em que a Igreja recorda a apresentação de Jesus no templo – frisou Bento XVI – se celebra o Dia da Vida Consagrada:
"De fato, o episódio evangélico ao qual nos referimos constitui um significativo ícone da doação da própria vida por parte daqueles que são chamados a representar na Igreja e no mundo, mediante os conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus, virgem, pobre e obediente, o Consagrado do Pai."
Na festa da Apresentação do Senhor – acrescentou o Santo Padre – celebramos, portanto, o mistério da consagração:
"Consagração de Cristo, consagração de Maria, consagração de todos aqueles que se colocam no seguimento de Jesus por amor ao Reino de Deus."
Recordando que na ocasião do 50º aniversário de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II se abrirá em outubro o Ano da fé, o Papa exortou a se aprofundar os valores essenciais e as exigências da consagração:
"No Ano da fé vocês – que acolheram o chamado a seguir Cristo mais de perto mediante a profissão dos conselhos evangélicos – são convidados a aprofundar ainda mais a relação com Deus. Os conselhos evangélicos, aceitos como autêntica regra de vida, reforçam a fé, a esperança e a caridade, que unem a Deus."
A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica – recordou, por fim, o Pontífice –, atuará, com os meios que considerar mais adequados, para favorecer que este Ano da fé constitua para todos vocês um ano de renovação e de fidelidade, "a fim de que todos os consagrados e as consagradas se empenhem com entusiasmo na nova evangelização".
Antes de fazer votos de "todo bem para o caminho das Famílias religiosas, bem como para a sua formação e apostolado, e de confiá-las à intercessão da Virgem Maria, Bento XVI quis fazer um agradecimento especial:
"Ao tempo em que dirijo a minha cordial saudação ao Prefeito do Dicastério, Dom João Braz de Aviz – a quem quis incluir dentre aqueles aos quais criarei Cardeais no próximo Consistório –, acolho com satisfação essa alegre circunstância para agradecer a ele e aos Colaboradores pelo precioso serviço que prestam à Santa Sé e a toda a Igreja." (RL)
Fonte: Rádio Vaticana
A festa da Apresentação do Senhor é uma preciosa ocasião, para as pessoas consagradas, "de renovar os propósitos e reavivar os sentimentos" que inspiraram a sua doação ao Senhor, disse o Papa na homilia da celebração.
A oração da Comunidade inteira é dedicada hoje a toda pessoa consagrada, Comunidade que rende graças a Deus Pai, doador de todo bem, pelo dom dessa vocação, e com fé novamente o invoca.
"Ademais – ressaltou o Pontífice –, em tal ocasião se quer valorizar sempre mais o testemunho daqueles que escolheram seguir Cristo mediante a prática dos conselhos evangélicos com a promoção do conhecimento e da estima da vida consagrada dentro do Povo de Deus."
No dia em que a Igreja recorda a apresentação de Jesus no templo – frisou Bento XVI – se celebra o Dia da Vida Consagrada:
"De fato, o episódio evangélico ao qual nos referimos constitui um significativo ícone da doação da própria vida por parte daqueles que são chamados a representar na Igreja e no mundo, mediante os conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus, virgem, pobre e obediente, o Consagrado do Pai."
Na festa da Apresentação do Senhor – acrescentou o Santo Padre – celebramos, portanto, o mistério da consagração:
"Consagração de Cristo, consagração de Maria, consagração de todos aqueles que se colocam no seguimento de Jesus por amor ao Reino de Deus."
Recordando que na ocasião do 50º aniversário de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II se abrirá em outubro o Ano da fé, o Papa exortou a se aprofundar os valores essenciais e as exigências da consagração:
"No Ano da fé vocês – que acolheram o chamado a seguir Cristo mais de perto mediante a profissão dos conselhos evangélicos – são convidados a aprofundar ainda mais a relação com Deus. Os conselhos evangélicos, aceitos como autêntica regra de vida, reforçam a fé, a esperança e a caridade, que unem a Deus."
A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica – recordou, por fim, o Pontífice –, atuará, com os meios que considerar mais adequados, para favorecer que este Ano da fé constitua para todos vocês um ano de renovação e de fidelidade, "a fim de que todos os consagrados e as consagradas se empenhem com entusiasmo na nova evangelização".
Antes de fazer votos de "todo bem para o caminho das Famílias religiosas, bem como para a sua formação e apostolado, e de confiá-las à intercessão da Virgem Maria, Bento XVI quis fazer um agradecimento especial:
"Ao tempo em que dirijo a minha cordial saudação ao Prefeito do Dicastério, Dom João Braz de Aviz – a quem quis incluir dentre aqueles aos quais criarei Cardeais no próximo Consistório –, acolho com satisfação essa alegre circunstância para agradecer a ele e aos Colaboradores pelo precioso serviço que prestam à Santa Sé e a toda a Igreja." (RL)
Fonte: Rádio Vaticana
Encontros nacionais e internacionais evidenciam valor da família
Nesta segunda-feira, 6, a Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, se reunirá para abordar os principais eventos deste ano como a Peregrinação Nacional das Famílias, o Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI e a Semana Nacional da Família.
A Peregrinação Nacional acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, em Aparecida (SP). Já o Encontro Mundial será na cidade de Milão, na Itália, entre os dias 30 de maio e 3 de junho. E a Semana Nacional será celebrada no mês de agosto.
O assessor desta comissão, padre Wladimir Porreca, conta que durante a reunião se discutirá a elaboração de um estatuto para as Associações Familiares, bem como os desafios da família diante da sociedade atual.
“Mais que denunciar o que há de errado queremos incentivar os agentes de pastorais a fim de evidenciar o que é bom, redescobrindo os valores da família”, salienta padre Wladimir.
O sacerdote destaca que vale recordar o que o Papa João Paulo II disse ‘Família, torna-te aquilo que és’, para que a família cristã redescubra sua vocação aos olhos de Deus.
A Peregrinação Nacional acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, em Aparecida (SP). Já o Encontro Mundial será na cidade de Milão, na Itália, entre os dias 30 de maio e 3 de junho. E a Semana Nacional será celebrada no mês de agosto.
O assessor desta comissão, padre Wladimir Porreca, conta que durante a reunião se discutirá a elaboração de um estatuto para as Associações Familiares, bem como os desafios da família diante da sociedade atual.
“Mais que denunciar o que há de errado queremos incentivar os agentes de pastorais a fim de evidenciar o que é bom, redescobrindo os valores da família”, salienta padre Wladimir.
O sacerdote destaca que vale recordar o que o Papa João Paulo II disse ‘Família, torna-te aquilo que és’, para que a família cristã redescubra sua vocação aos olhos de Deus.
Fonte: Canção Nova
Encontro dos Presbíteros promove reflexão sobre identidade e espiritualidade
Em seu discurso, dom Pedro enfatizou que o ENP é uma particularidade da Igreja no Brasil. “É uma mobilização do clero brasileiro que é uma benção, uma dádiva de Deus”. Para o bispo, o encontro é um momento privilegiado de convivência, formação e troca de experiências. Ele destacou a força da assembleia, por sua representatividade. “Estão reunidos representantes das 275 dioceses do Brasil, sendo de grande importância e valor para auto-estima do clero e para o seu crescimento espiritual”, avaliou.
Reflexão
Para o presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros, padre Francisco dos Santos, o evento é uma oportunidade de renovação da vocação presbiteral. “Nossa missão é evangelizar, com a Palavra, a vida e o testemunho”. Ele convidou os participantes a ficarem atentos ao tema da reflexão do encontro. “Neste clima pós-moderno, em que a identidade e a espiritualidade perderam consistência, coloca-se o tema da reflexão do nosso encontro. Deparamo-nos com a necessidade de dizer quem somos, e porque aqui estamos. O desafio é a busca de novos caminhos”.
Também a respeito da temática em discussão, dom Pedro lembrou da atualidade da questão que já foi abordada em encontros anteriores. “O diferencial é este tempo de mudança de época que estamos vivendo. É um desafio para a Igreja hoje dar uma resposta para a pergunta sobre o futuro do cristianismo no mundo de hoje”. Na solenidade de abertura, foi justificada a ausência do padre João Batista Libâneo, que colaborou de forma fundamental no texto-base do encontro, mas que está doente. Padre Jésus Benedito dos Santos, que é o outro assessor do encontro, conta agora com a colaboração do padre Manoel José Godoy.
Acolhida
O Santuário Nacional de Aparecida se preparou de uma forma especial para acolher este encontro. “Os padres aqui se reúnem a exemplo dos bispos, que também fazem em Aparecida a sua assembleia anual, e são muito bem vindos”, afirmou o reitor do Santuário, padre Darci José Niciolli. Ele trouxe a saudação do cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, e enfatizou a importância do povo acompanhar o encontro do clero. “O contato com os romeiros favorece a reflexão e mostra a cara dos presbíteros do Brasil. Espero que o povo sinta que o pastor de sua paróquia, de sua comunidade, está reunido, estudando, está formando também comunidade, aqui na casa da Mãe Aparecida que abençoa os seus filhos queridos, os sacerdotes”.
Na manhã desta quinta-feira, os participantes concelebram a eucaristia, no altar central do Santuário Nacional. Na missa, no espírito da liturgia de hoje, festa da Apresentação do Senhor, dom Pedro refletiu sobre a dimensão da oferta do Cristo. “A vida de Jesus é como uma vela que se consome, se entrega, se doa. Todos nós também poder ser luz onde vivemos”. Com a benção das velas, bispos, padres e demais fiéis participaram da procissão e benção do Santíssimo Sacramento. O encontro segue, no subsolo do Santuário, com o colóquio do padre Manoel e a discussão em grupo.
Fonte: CNBB
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