sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Peregrinação reunirá milhares de fiéis nos dias 12 e 13 em Fátima


Da Redação, com Santuário de Fátima

 
Recinto do Santuário de Fátima lotado de fiéis
 
 
A peregrinação internacional aniversária de outubro, que recorda a última aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, acontece nos dias 12 e 13 no Santuário de Fátima, em Portugal.

As atividades da peregrinação, que tem por tema “Recebestes de graça, dai de graça”, serão presididas por Dom José da Cruz Policarpo, Cardeal patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Todos os anos, milhões de fiéis de todo o mundo lotam o Recinto do Santuário de Fátima para prestar sua devoção à Nossa Senhora. Até o momento, 128 grupos de peregrinos, de 29 países, anunciaram junto do Serviço de Peregrinos do Santuário a intenção de participar na Celebração Eucarística principal da peregrinação, na manhã de 13 de outubro.


Canção Nova Notícias

Bento XVI pede proteção e bênçãos para as aberturas do Sínodo e do Ano da Fé

  
Loretopapa 
















 
O papa Bento XVI deixou o Vaticano na manhã de hoje, 4 de outubro, transferindo-se para a cidade de Loreto, região italiana das Marcas, em peregrinação ao Santuário da Santa Casa. Após uma viagem de helicóptero, o Santo Padre visitou o Santuário e celebrou uma missa. O retorno ao Vaticano está previsto para o fim da tarde. A visita de Bento XVI é a oitava de um Pontífice nos últimos 50 anos.
Na sua homilia na celebração da missa diante do Santuário e na presente de mais de 10 mil pessoas, o papa Bento XVI iniciou recordando que no dia 4 de outubro de 1962, o Beato João XXIII foi em peregrinação ao Santuário de Loreto para confiar à Virgem Maria o Concílio Ecumênico Vaticano II, que seria inaugurado uma semana depois.
À distância de 50 anos, também Bento XVI quis ir em peregrinação a Loreto para “confiar à Mãe de Deus duas importantes iniciativas eclesiais: o Ano da Fé, que terá início daqui a uma semana, no dia 11 de outubro, no quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para o mês de outubro, com o tema “A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã”.
Depois de saudar as autoridades civis e eclesiásticas presentes o Santo Padre recordou a Carta Apostólica de convocação, do Ano da Fé, um tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. E justamente em Loreto, disse o Papa, temos a oportunidade de nos colocarmos na escola de Maria, que foi proclamada “Bem-aventurada” porque “acreditou”.
Bento XVI citou o Santuário: “Este Santuário, construído ao redor de sua casa terrena, guarda a memória do momento no qual o Anjo do Senhor veio a Maria com o grande anúncio da Encarnação, e ela lhe deu sua resposta. Esta humilde habitação é um testemunho concreto e tangível do maior acontecimento da nossa história: a Encarnação; o Verbo se fez carne, e Maria, a serva do Senhor, é o canal privilegiado através do qual Deus habitou entre nós. Maria ofereceu a sua carne, colocou-se inteiramente à disposição da vontade de Deus, tornando-se “lugar” de sua presença, “lugar” no qual habita o Filho de Deus”.
O Beato João XXIII há 50 anos, em Loreto, convidava a contemplar este mistério, a “refletir sobre esta união do céu com a terra, que é a finalidade da Encarnação e da Redenção”, e continuava afirmando que o próprio Concílio tinha como objetivo estender sempre mais o alcance benéfico da Encarnação e Redenção de Cristo em todas as formas da vida social.
O Santo Padre encerrou a sua homilia lembrando que sua peregrinação se dá, providencialmente, no dia em que se celebra a memória de São Francisco de Assis, verdadeiro “Evangelho Vivo” e com uma prece a Maria.
“Quero confiar à Santíssima Mãe de Deus todas as dificuldades que vive o nosso mundo na busca de serenidade e de paz; os problemas de tantas famílias que olham para o futuro com preocupação, os desejos dos jovens que se abrem à vida, os sofrimentos dos que esperam gestos e escolhas de solidariedade e de amor. Quero confiar à Mãe de Deus também este especial tempo de graça para a Igreja, que se abre diante de nós. Vós, Mãe do ‘sim’, que escutastes Jesus, falai-nos d’Ele, contai-nos sobre vossa estrada para segui-Lo no caminho da fé, ajudai-nos a anunciá-lo para que cada homem possa acolhê-lo e se tornar morada de Deus. Amém!”.

terça-feira, 2 de outubro de 2012


Mês de outubro rico de eventos missionários
Cidade do Vaticano (RV) - A festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, proclamada em 1927 Padroeira das Missões com S. Francisco Xavier, marca em 1º de outubro o início do mês missionário.

Este mês tem como ápice a celebração do Dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo, este ano em 21 de outubro. Em algumas nações, o Dia é celebrado em outro domingo por motivos pastorais. Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra outubro como Mês das Missões, utilizando os inúmeros subsídios que as Direções nacionais das Pontifícias Obras Missionárias preparam para recordar o dever de todo batizado de colaborar para a missão universal da Igreja com a oração e com a ajuda econômica.

Outubro foi escolhido como mês missionário para recordar a chegada ao continente americano dos europeus, que abriu uma nova página na história da evangelização.

Este ano, o mês de outubro se enriquece de alguns eventos eclesiais especialmente ligados ao tema missionário. Domingo, 7, o Santo Padre Bento XVI abrirá em S. Pedro a XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada à "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã".

Na mesma circunstância, proclamará “Doutores da Igreja” São João de Ávila e Santa Hildegard de Bingen.

Quinta-feira, 11 de outubro, se abrirá o Ano da Fé, nos 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Por ocasião do Ano da Fé, a Congregação para a Evangelização dos Povos e as Pontifícias Obras Missionárias lançam uma campanha mundial de oração para, através da reza do Terço, apoiar a obra de evangelização do mundo e o redescobrimento e o aprofundamento da fé por parte dos batizados.

Domingo, 21 de outubro, se celebrará o Dia Mundial das Missões. Em seu mensagem para a ocasião, o Papa recorda que "também hoje a missão ad gentes deve ser o horizonte constante e o paradigma de toda a atividade eclesial, porque a própria identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revelou em Cristo para nos dar a salvação, e pela missão de O testemunhar e anunciar ao mundo até ao seu regresso".

No Dia Missionário, o Papa canonizará seis Beatos, mártires e confessores da fé, entre os quais alguns missionários: Jacques Barthieu, sacerdote jesuíta, mártir missionário em Madagascar (1896); Pietro Calungsod, leigo, catequista, mártir nas Filipinas (1672); Madre Marianne (Barbara Cope) testemunha da fé no leprosário de Molokai (1918).
(BF-Fides)


Rádio Vaticano
Nova Evangelização e Dia das Missões nas intenções de oração do Papa para outubro



Cidade do Vaticano (RV) – Este mês de outubro, o tema proposto pelo Santo Padre ao Apostolado da oração tem como intenção geral “Para o desenvolvimento e progresso da Nova Evangelização nos países de antiga tradição cristã”.

Em 28 de junho de 2010, o Papa anunciou o seu desejo de criar um novo Dicastério para a promoção da Nova Evangelização.

A proclamação do Evangelho foi, desde sempre, a missão principal da Igreja, mas a evangelização tem que encontrar continuamente novos caminhos de anúncio. Foi precisamente este o tema do Sínodo dos Bispos de 1974 e, a partir daí, os Papas João Paulo II e Bento XVI pediram uma “nova evangelização”. Esta pretende levar o Evangelho usando novos métodos de apresentar a Boa Nova (sobretudo usando as novas tecnologias da comunicação), aos países de antiga evangelização, onde o Evangelho está bastante “moribundo”.

Já a intenção missionária proposta por Bento XVI para este mês é “para que a celebração do Dia Mundial das Missões seja ocasião de um renovado empenho na evangelização.

No dia 21 de Outubro, penúltimo domingo do mês, celebra-se, como já vem sendo tradição, o Dia Mundial das Missões, que este ano tem por tema: “Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade”.

Com efeito, todos somos chamados a anunciar a Palavra de Deus. O Evangelho não é dom só para aquele que o recebeu; é um dom que deve ser partilhado, uma Boa Notícia que é preciso comunicar.

A cooperação na obra evangelizadora não pode se limitar a alguns momentos ou ocasiões particulares, mas estão incluídas nela todas as atividades do cristão; e tão pouco pode ser considerada uma das muitas atividades pastorais: a dimensão missionária da Igreja é essencial e, portanto, deve ter-se sempre presente.

E o Dia Mundial das Missões não pode constituir um momento isolado no decurso do ano, mas deve oferecer uma ocasião importante de meditarmos na nossa vocação missionária e como estamos a realizá-la.

(BF-Apostolado da Oração)


Rádio Vaticano

Pastoral Carcerária lembra 20 anos do massacre do Carandiru

POR: CNBB

crandiruPara relembrar o Massacre do Carandiru, que completa 20 anos nesta terça-feira, 2 de outubro, a Pastoral Carcerária e movimentos sociais vão fazer um ato na Praça da Sé, a partir das 15h, no centro da capital paulista. Leia a denúncia das lideranças e a recordação de um dos mais graves crimes contra a população brasileira.
O primeiro ato, ecumênico, terá início na Catedral da Sé. Cerca de uma hora depois, na Praça da Sé, acontece um ato político-cultural.

No dia 2 de outubro de 1992, policiais invadiram o presídio do Carandiru durante uma rebelião e mataram, com uso de metralhadoras, fuzis e pistolas, ao menos 111 presidiários. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelos crimes.
 “O ato não é apenas um resgate da memória dos 20 anos do Carandiru, uma situação clara de que não esquecemos e não esqueceremos jamais do que aconteceu, mas é também uma denúncia pública sobre todas essas políticas de massacre das populações periféricas, pretas e pobres, que ainda acontece nos dias de hoje”, disse Rodolfo Valente, advogado da Pastoral Carcerária em São Paulo e integrante da Rede 2 de Outubro.
 A denúncia, segundo Valente, não é só do Massacre do Carandiru. “É também uma denúncia ao massacre dos Crimes de Maio, ao Massacre de Eldorado do Carajás”, disse.
 Nos ataques comandados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de 2006, que ficaram conhecidos como Crimes de Maio e que ocorreram entre os dias 12 e 20 de maio daquele ano, 493 pessoas foram mortas, entre elas, 43 agentes públicos. Um estudo feito pela organização não governamental (ONG) Justiça Global, divulgado no ano passado, apontou que, em 71 desses casos, houve fortes indícios do envolvimento de policiais que integram grupos de extermínio.
 Já em Eldorado dos Carajás, no Pará, a ação da Polícia Militar causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dezenove sem-terra morreram no local e dois a caminho do hospital. As mortes ocorreram durante o confronto com a polícia no quilômetro 96 da Rodovia PA-150, na chamada Curva do S.
 No sábado (6), os movimentos sociais também pretendem fazer uma caminhada cultural, marcada para ocorrer no Parque da Juventude, onde antes estava instalado o Complexo Penitenciário do Carandiru.
Fonte: Agencia Brasil (matéria de Elaine Patricia Cruz)