sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Papa exorta a não se banalizar mundo dos jovens: Igreja tem grande confiança neles



Cidade do Vaticano (RV) - Não existe uma "cultura juvenil" unívoca, mas uma realidade muito articulada que a Igreja quer conhecer melhor, porque tem "confiança nos jovens" e "precisa de sua vitalidade".

Em síntese, esse foi o pensamento que Bento XVI expressou na manhã desta quinta-feira aos participantes da plenária do Pontifício Conselho para a Cultura, recebidos em audiência na Sala Clementina, no Vaticano. O Papa convidou-os a não olharem para o mundo juvenil com os habituais lugares comuns.

Não vivem em um "universo", que embora vasto, é decifrável. Os jovens de hoje habitam um "multiverso", ou seja, um espaço, mas também um tempo, nos quais coexiste uma "pluralidade de visões, de perspectivas e de estratégias".

Parte daí a análise do Santo Padre sobre "culturas juvenis emergentes", às quais o Cardeal Gianfranco Ravasi quis dedicar a plenária do Pontifício Conselho para a Cultura. A Igreja quer entender os aspectos positivos e negativos da dimensão "complexa e articulada" do cosmo juvenil e de suas linguagens – velocíssimas graças, sobretudo, à influência e ao rápido desenvolvimento dos meios de comunicação social, observou o Papa.

Os aspectos negativos dizem respeito às fragilidades psicoafetivas dos jovens, as suas dificuldades de inserção social, que acabam em marginalização, que acabam, aliás, quase numa "invisibilidade" em nível histórico e cultural, e, infelizmente, nos refúgios da droga, em desvios e violências.

"A esfera afetiva e emotiva, o âmbito dos sentimentos, bem como o da corporeidade, são fortemente influenciados por esse clima e pela tempérie cultural que deles deriva, expressa, por exemplo, por fenômenos aparentemente contraditórios, como a espetacularização da vida íntima e pessoal e o fechamento individualista e narcisista sobre as próprias necessidades e interesses. Também a dimensão religiosa, a experiência de fé e a pertença à Igreja são muitas vezes vividas numa perspectiva privada e emotiva."

Por outro lado, é consolador para o Pontífice constatar os "ímpetos generosos e corajosos de tantos jovens voluntários" e as "experiências de fé profunda e sincera de muitos rapazes e moças". E não se pode deixar de lado os desdobramentos vividos pelos jovens do chamado "Terceiro mundo", observou:

"Nós nos damos conta de que eles representam, com as suas culturas e com as suas necessidades, um desafio para a sociedade do consumismo globalizado, para a cultura dos privilégios consolidados, dos quais se beneficia um pequeno grupo do mundo ocidental. As culturas juvenis, consequentemente, se tornam 'emergentes' inclusive no sentido que manifestam uma necessidade profunda, um pedido de ajuda ou até mesmo uma 'provocação', que não pode ser ignorada ou subestimada, quer por parte da sociedade civil, quer por parte da Comunidade eclesial."

Consciente "das muitas situações problemáticas que dizem respeito também ao âmbito da fé e da pertença à Igreja", Bento XVI concluiu o seu discurso abraçando idealmente, com afeto e estima, os jovens do mundo inteiro:

"A Igreja confia nos jovens, espera neles e em suas energias, precisa deles e de sua vitalidade para continuar vivendo com renovado impulso a missão que Cristo lhe confiou. Portanto, faço votos prementes de que o Ano da Fé seja também para as jovens gerações uma ocasião preciosa para reencontrar e reforçar a amizade com Cristo, da qual possa brotar a alegria e o entusiasmo para transformar profundamente as culturas e as sociedades." (RL)

Rádio Vaticano

Comissão Vida e Família: Como fazer para constituir uma associação de Família?

SEX, 08 DE FEVEREIRO DE 2013 

POR: CNBB

Imagem SNF terçaA Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família (CEPVF), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vem motivar as comunidades, para que se associem em prol da defesa da família, e por crer que a família é a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem, a célula social, a mais pequena e primordial comunidade humana de amor e de vida.
Neste sentido, a CEPVF produziu um texto que sugere a forma como comunidades devem proceder para implantar as Associações de Família. O material também aborda como os grupos deverão se estruturar, e como deverão se direcionar na consolidação das associações.
O principal objetivo da Associação de Famílias está em congregar pessoas convictas dos verdadeiros valores familiares para que se empenhem para fortalecer a família proporcionando a ela um clima cultural positivo e todas as condições para que seja capaz de cumprir suas tarefas, e continuar sendo o maior recurso disponível para cada pessoa e para a sociedade brasileira.
Para o assessor da CEPVF, padre Wladimir Porreca, as Associações de Famílias são uma oportunidade de proporcionar aos membros, olhar para o futuro com esperança. “É a certeza de que a família é decisiva para construir ambientes de solidariedade e cooperação, para favorecer o crescimento humano/cidadão, relacional e espiritual das pessoas, especialmente dos jovens favorecendo a promoção da paz na sociedade”, descreve o assessor.
Leia o texto da CEPVF:
Como fazer para constituir uma Associação de Famílias?
O grupo da Pastoral Familiar, Movimentos e Serviço podem ser promotores da Associação.
1) O primeiro passo – congregar e organizar o grupo - é conversar com amigos da Igreja, com colegas do trabalho e com vizinhos a respeito da família, das ameaças que enfrenta e da possibilidade de formar uma Associação para tentar proteger esse grande bem. Esse primeiro passo é fundamental e exige o cuidado de convidar pessoas que concordem que o bem maior é a família constituída por um homem e uma mulher, que prometem amor e fidelidade ao longo da vida inteira, fundada no matrimônio e aberta a gerar filhos e a educá-los. A marca da Associação de Família está em congregar pessoas que amem e a promovam a vida em abundância.
2) O segundo passo – organização estrutural -  é reunir um grupo de 5 a 10 pessoas para entrar nos detalhes da Associação, dos objetivos, ler o modelo de Estatutos, conversar a respeito dos sócios, da sede e outros. É necessário identificar uma sede como endereço da Associação, no qual os membros da sua diretoria podem encontrar-se. Pode ser uma sala da paróquia, mas pode ser também outra sala que alguém possa oferecer para essa finalidade.
3) O terceiro passo – organização direcional e funcional - a) é escolher a diretoria (é preferível que seja de poucas pessoas, o número necessário para cobrir os cargos que inevitavelmente devem ser preenchidos). É aconselhável que os diretores da Associação não coincidam com os coordenadores pela Pastoral Familiar, para evitar que a pessoa fique sobrecarregada, ou se dedique a uma coisa abandonando a outra. b) Além dos sócios fundadores, pode-se abrir a categoria de “membros participantes” que participam das atividades, constituem um amplo conselho, mas não votam, para evitar que se crie uma maioria contrária aos interesses que deram origem à Associação e a desvirtuem. c) Para os sócios fundadores e os membros participantes exista uma taxa de adesão (mensal ou anual, sugerimos algo em torno de R$100,00, pagos de uma vez, uma vez por ano, ou em dez vezes, durante o ano). Pode-se criar um carnê para recolher contribuições ou outras formas de pagamento. d) Definida a diretoria, escreve-se a ata da fundação com a eleição dos diversos membros da diretoria e se levam os estatutos e a ata ao cartório para o registro. Uma vez registrada a ata, se requer o CNPJ. e) Em seguida, abre-se uma conta bancária que será movimentada com a assinatura do tesoureiro e do presidente (nunca por uma só pessoa). f) Com um panfleto que a CNPF deverá fornecer, procede-se à campanha de membros participantes e se começa a fazer a programação do ano.

Entenda o significado da oração do Pai Nosso

Canção Nova Notícias


Canção Nova
O Pai Nosso é a mais perfeita oração (Santo Tomás de Aquino) e a síntese de todo o Evangelho (Tertulano) - YouCat 514
No Evangelho de Mateus, Jesus ensina: “... o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome...” (Mt 6,8-9). Dessa forma, Cristo ensina a principal oração dos cristãos, que os acompanha desde os primórdios da fé.
O Catecismo da Igreja Católica classifica a oração do Pai Nosso como a oração que está no centro das Escrituras, “a Oração do Senhor” e a oração da Igreja. E, Santo Agostinho explica que todas as orações da Bíblia, inclusive os Salmos, se convergem nos pedidos do Pai-Nosso. “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor (Pai Nosso)”.
A importância dessa oração está vinculada, antes de tudo, ao fato de ter sido ensinada pelo próprio Cristo aos apóstolos e transmitida aos cristãos de hoje por meio da Sagrada Escritura e da Tradição. O Catecismo diz que ela deve ser tida como principal modelo de oração cristã, com a qual se inicia todas as demais orações. Todavia, não deve ser recitada como uma fórmula repetida “maquinalmente”.
De acordo com padre Alessandro Henrique das Chagas, pároco da Paróquia de Santa Cecília, em Cruzeiro (SP), a oração do Pai Nosso é fundamental porque contém tudo aquilo que é essencial para a vida humana.
“O Pai Nosso tem sete pedidos incluídos em si. Esse número na Sagrada Escritura significa a plenitude, plenitude de tudo aquilo que o homem precisa. Então, ela é fundamental porque o que está contido no Pai Nosso é aquilo que nós precisamos para nossa vida de cristãos, para a experiência da nossa fé em Deus”, explicou.
O sacerdote também ressalta que esta oração traduz a centralidade da pregação de Jesus: revelar o rosto paternal de Deus. "Jesus Cristo traz a identidade de Deus, Ele mostra que Deus é Pai, tanto que, a primeira palavra que Ele usa ao ensinar os discípulos a rezar é 'Pai'; Cristo os ensina a chamarem Deus de Pai."
Segundo padre Alessandro, aqueles que rezam esta oração recordam a sua filiação a Deus Pai, concedida aos homens por meio de Jesus Cristo. Na explicação do sacerdote, em Jesus todos são filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser chamado de Pai. "Deus se alegra em ter-nos como filhos", afirmou.
No Ano da Fé, a Igreja convida os católicos a aprofundarem o seu conhecimento sobre a fé. Veja abaixo, na tabela, os significados de cada expressão rezada na oração do Pai Nosso e conheça um pouco sobre as explicações que o Catecismo Jovem (YouCat) traz sobre esta oração.


Pai Nosso, que estais nos Céus,

O Céu está onde Deus está. O Céu não corresponde a um lugar, mas designa a presença de Deus, que não está preso ao espaço ou ao tempo.
santificado seja o Vosso Nome,Santificar o nome de Deus significa colocá-LO acima de tudo.
venha a nós o Vosso Reino,Quando rezamos “Venha a nós o vosso Reino” pedimos que Cristo retorne, tal como prometeu, e que o império de Deus, que já irrompeu entre nós, se imponha definitivamente.
seja feita a Vossa Vontade,
assim na Terra como no Céu!
Quando oramos para que a vontade de Deus se imponha universalmente, pedimos que aconteça na Terra e no nosso próprio coração o que já acontece no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,Pedir o pão para o nosso dia a dia torna-nos pessoas que esperam da bondade do seu Pai do Céu tudo o que é necessário, tanto os bens materiais como os espirituais.
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,O perdão misericordioso que damos aos outros é inseparável daquele que nós próprios procuramos.
e não nos deixeis cair em tentação,Porque corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Deus que não nos deixe indefesos na violência da tentação.
mas livrai-nos do Mal.O “mal” no Pai Nosso não se refere a uma força ou uma energia espiritual negativa, mas ao mal em pessoa, que a Sagrada Escritura conhece pelos nomes de Tentador, Maligno, Pai da mentira, Satanás e Diabo.
Amém!Desde os tempos mais remotos, os judeus e os cristãos concluem as suas orações com “Amém”, que significa “Sim, assim seja!”

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Papa receberá famílias de todo o mundo em outubro



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa encontrará no próximo mês de outubro, em Roma, representantes de famílias de todo o mundo, num evento organizado por ocasião do Ano da Fé.

Nos dias 26 e 27, como informa o Pontifício Conselho para a Família, farão uma Peregrinação ao Túmulo de Pedro e serão “dois dias de oração, comunhão e festa” com o Papa.

O programa prevê na tarde de sábado, 26, um momento de acolhimento e de oração na Praça São Pedro, e domingo, 27, a missa presidida pelo Pontífice. 

Em coletiva na manhã de segunda-feira, 04, o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Arcebispo Vincezo Paglia, revelou à imprensa as atividades que seu dicastério está planejando, depois da realização do VII Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, em junho passado. 

De 23 a 25 de outubro, o “ministério” vaticano para a família celebrará sua XXI Assembleia plenária, sobre o 30º aniversário da carta dos Direitos da Família. Logo em seguida, o grande encontro com Bento XVI: “jornadas de oração, unidade e festa para refletir sobre a importância da família como lugar de evangelização e berço da fé”, acrescentou Dom Vincenzo Paglia.

Os Encontros Mundiais da Família têm como principal objetivo reforçar a instituição familiar e seus laços nos cinco continentes. O primeiro foi em 1994, em Roma, em coincidência com a celebração do Ano Internacional da Família, declarado pela ONU.

Em 1997 foi a vez do Rio de Janeiro, e em 2000, Ano do Jubileu, novamente as famílias se reuniram em Roma, sob o lema “Filhos, primavera da família e da sociedade”.

Em 2003, as famílias cristãs de todo o mundo se reuniram em Manila, em 2006 em Valencia (quanto pela primeira vez Bento XVI participou); em 2009 na Cidade do México e em 2012 em Milão. 

Na capital mexicana, Papa Ratzinger não pôde ir por motivos de saúde, devido à altitude da capital mexicana, tendo participado em videoconferência. O próximo encontro será em Filadélfia em 2015.
(CM)

Rádio Vaticano

Vida Consagrada: Religiosos ajudam a compreender «momento grave da história», afirma bispo do Funchal


Testemunho da fé deve ser feito «não só junto dos que a professam e vivem, mas sobretudo dos que dela se afastaram»

Funchal, Madeira, 04 fev 2013 (Ecclesia) – O bispo do Funchal afirmou esta sábado, na sé da cidade, que os religiosos consagrados a Deus “podem oferecer a novidade da compreensão” do “momento grave da história” vivido por um mundo marcado pela “cultura utilitarista”.
Na missa do Dia do Consagrado, que a Igreja Católica assinalou a 2 de fevereiro, D. António Carrilho sublinhou, na homilia publicada pelo site da diocese madeirense, que os religiosos são chamados a “testemunhar com alegria a sua fé, não só junto dos que a professam e vivem, mas sobretudo dos que dela se afastaram”.
“Os novos cenários sociais, culturais, económicos, políticos e até religiosos pedem-nos algo de novo: viver de forma autêntica a nossa experiência comunitária de fé e o anúncio de uma nova Evangelização”, frisou.
Na missa que começou com uma procissão de velas, característica da festa da Apresentação de Jesus no templo de Jerusalém, que se assinala na mesma data, o bispo salientou que os consagrados devem ser “luz” para toda a sociedade.
Os consagrados são chamados a privilegiar os “mais pequenos e esquecidos, vivendo o risco da insegurança e testemunhando a alegria da fé, na simplicidade de uma vida evangélica”, apontou.
O prelado realçou o “precioso contributo da vida consagrada, nas suas diversas formas e na variedade dos seus carismas, na tarefa evangelizadora da Igreja, no encontro de culturas e de comunhão entre os povos, tanto no passado como no presente”.
“Pensando na Igreja Diocesana do Funchal, muitos são os Institutos que a enriquecem, ao longo dos quase 500 anos da sua existência, produzindo belos frutos de fé e boas obras”, acrescentou.
D. António Carrilho pediu aos “jovens, rapazes e raparigas” para não terem “medo” de responder “com um ‘sim’ generoso” “ao chamamento” que Deus lhes faz para a vida religiosa.
“Procurai conhecer Jesus mais de perto e as diversas formas de O seguir, satisfazendo o vosso desejo de felicidade e contribuindo, generosamente, para o serviço e felicidade dos outros”, apelou.
RJM

Agencia Ecclesia