quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Relembre gestos e atividades marcantes do Papa Francisco

Daqui a exatamente um mês, o Papa Francisco vai completar um ano de pontificado. Para comemorar a data, o webjornalismo Canção Nova inicia, nesta quinta-feira, 13, uma série de matérias especiais recordando momentos marcantes do Papa ao longo desses quase 365 dias como Sucessor de Pedro.
Até 13 de março, você acompanha, diariamente, uma matéria sobre o pontificado de Francisco, passando pelo dia da eleição, suas quebras de protocolo, que surpreenderam o mundo; a relação com os jovens, as mensagens de paz dentre outras atividades e as palavras do Santo Padre. O conteúdo está disponível na categoria “Um ano de Papa Francisco”, no especial papa.cancaonova.com . Acompanhe!
Fonte: Canção Nova

Papa Francisco: Universidades e escolas católicas devem educar com amor e coerência


”A educação católica é um dos desafios mais importantes para a Igreja”, comprometida na nova evangelização em meio de um contexto histórico e cultural em constante transformação, afirmou o Papa Francisco em seu discurso aos participantes na plenária da Congregação para a Educação Católica na Sala Clementina do Vaticano.

A agenda da plenária está centrada na atualização da Constituição Apostólica Sapientia Christiana, a consolidação da identidade das universidades católicas e a preparação de dois aniversários em 2015: o 50º da declaração conciliar Gravissimum educationis e o 25º da Constituição Apostólica Ex-Corde Ecclesiae, que regula a todas as universidades católicas do mundo.

Francisco propôs aos participantes três aspectos: o valor do diálogo na educação, a preparação qualificada dos formadores e a responsabilidade das instituições educativas:

“Efetivamente –disse referindo-se ao primeiro ponto–, as escolas e universidades católicas são frequentadas por muitos estudantes não cristãos e inclusive não crentes. As instituições católicas oferecem a todos uma proposta educativa que tem como objetivo o desenvolvimento integral da pessoa, que responde ao direito de todo ser humano a ter acesso ao saber e ao conhecimento”.

“Mas, estão igualmente chamadas a oferecer a todos, com pleno respeito à liberdade de cada indivíduo e dos métodos próprios do entorno escolar, a proposta cristã, quer dizer Jesus Cristo como sentido da vida, do universo e da história. Jesus começou a pregar a boa nova na ‘Galileia dos gentios’, uma encruzilhada de pessoas de diferentes raças, culturas e religiões”.

Esse contexto, explicou o Papa, “se assemelha em alguns aspectos ao mundo de hoje. As mudanças profundas que levaram à difusão de sociedades multiculturais requerem dos que atuam no setor escolar e universitário que empreendam itinerários educativos de confronto e de diálogo, com uma fidelidade corajosa e inovadora que saibam promover o encontro entre a identidade católica com as várias ‘almas’ da sociedade multicultural”.

Falando do segundo aspecto, a preparação qualificada dos formadores, o Papa assinalou que “não se pode improvisar” e que “se deve fazer seriamente”. Deste modo recordou que durante o seu encontro com os Superiores Gerais, destacou que a educação nos nossos dias “está dirigida a uma geração que muda, e que, portanto, todo educador –e toda a Igreja que é mãe educadora– estão chamados a ‘mudar' no sentido de ser capazes de comunicar-se com os jovens que têm em frente”.

“A educação é um ato de amor, é dar a vida. E o amor é exigente, pede empregar melhor os recursos, apaziguar as paixões e iniciar um caminho de paciência junto aos jovens. O educador nas escolas católicas deve ser antes de tudo muito competente, qualificado e, ao mesmo tempo, rico em humanidade, capaz de estar entre os jovens com estilo pedagógico para promover seu crescimento humano e espiritual. Os jovens necessitam de qualidade de ensino e os valores não devem ser somente enunciados, mas testemunhados. A coerência é um fator indispensável na educação dos jovens. Coerência! Não se pode fazer crescer, não se pode educar sem coerência: coerência, testemunho”.

O Santo Padre ressaltou que “por isso o educador necessita ele mesmo uma formação permanente. É necessário investir para que os docentes e os dirigentes possam manter a sua profissionalidade em alta e também a sua fé e a força das suas motivações espirituais. E também nesta formação permanente me permito sugerir a necessidade de retiros e exercícios espirituais para os educadores”.

“É belo fazer cursos sobre este aspecto, mas também é necessário fazer os exercícios espirituais, retiros, para rezar! Porque a coerência é um esforço, mas é, sobretudo, um dom e uma graça. E devemos pedi-la!”.

Quanto à responsabilidade das instituições educativas de “expressar uma presença viva do Evangelho no campo da educação, da ciência e da cultura”, o Papa Francisco reiterou a necessidade de que as instituições acadêmicas católicas “não se isolem do mundo, mas saibam entrar com coragem no areópago das culturas atuais e colocar-se em diálogo, conscientes do dom a oferecer a todos”.

“A educação –concluiu– é um grande pátio aberto, onde a Igreja sempre esteve presente com suas próprias instituições e projetos. Hoje temos que fomentar este compromisso em todos os níveis para renovar a tarefa de todos aqueles que estão comprometidos na perspectiva da nova evangelização”.

Fonte: Acidigital

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Papa exorta fiéis a escolherem caminho da confiança em Deus

Na homilia de ontem, Francisco falou do exemplo de Davi, que se manteve fiel a Deus mesmo nos momentos difíceis

Não usar Deus nem o povo para se defender nos momentos de dificuldade. Foi o que destacou o Papa Francisco, em Missa, nesta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta. O Santo Padre exortou os fiéis a escolherem sempre o caminho da entrega a Deus.
Partindo da Primeira Leitura do dia, Francisco recordou o comportamento do rei Davi, que fugiu devido à traição de seu filho Absalão. Sendo um homem de governo, o rei sabia que a batalha seria dura e mataria muita gente; então, escolheu fugir para não fazer morrer o seu povo. O Papa explicou que Davi poderia lutar contra as forças de seu filho, mas preferiu que Jerusalém não fosse destruída.
“Este é o primeiro comportamento. Davi, para defender-se, não usa nem Deus nem o seu povo, isso significa o amor de um rei pelo seu Deus e por seu povo. Nos momentos difíceis da vida, talvez aconteça, no desespero, de alguém se defender como pode, e também de usar Deus e as pessoas. Ele [Davi] não”.
A atitude penitencial de Davi foi o segundo aspecto destacado pelo Pontífice. Ele explicou que o rei, talvez, tenha pensado em tantos pecados que havia cometido e, mesmo que talvez pensasse não merecer a traição do filho, reconhece que foi um pecador e, então, escolhe a penitência.
“Quando acontece algo desse tipo na nossa vida, sempre procuramos – é um instinto que temos – nos justificar. Davi não se justifica, mas é realista. Ele procura salvar a arca de Deus, o seu povo, e faz penitência pelo caminho. É um grande pecador e um grande santo. Como andam juntas essas duas coisas!”
Ao longo do caminho, apareceu para Davi um inimigo. Em vez de pensar em uma vingança contra todos os insultos recebidos, o rei opta pela confiança em Deus. “Talvez –pensa ainda Davi – o Senhor olhe a minha aflição e me dê o bem em troca do mal de hoje”.
Essa confiança em Deus é a terceira atitude de Davi destacada pelo Papa. Trata-se de um comportamento que, segundo Francisco, pode ajudar o homem de hoje, porque também este enfrenta momentos de escuridão e de provação.
“É belo ouvir isso e ver esses três comportamentos: um homem que ama Deus, ama o seu povo e não o negocia; um homem que se reconhece pecador e faz penitência; um homem que é seguro do seu Deus e confia n’Ele. Davi é santo e nós o veneramos como santo. Peçamos a ele que nos ensine essas atitudes nos momentos difíceis da vida.”

Fonte: Canção Nova

Papa celebra no Dia da Vida Consagrada: “Jesus no centro”

Papa na Missa desta manhã / Foto: Reprodução CTV
No último domingo, 2, Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Basílica Vaticana por ocasião da Festa da Apresentação do Senhor. Desde 1997, a data também é dedicada ao Dia Mundial da Vida Consagrada.
Francisco destacou que a festa da Apresentação de Jesus no Templo é também chamada de festa do encontro, pois marca o encontro de Jesus e o seu povo. Um encontro entre jovens – Maria e José – e idosos – Simeão e Ana, entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. E no centro desse encontro está Jesus.
“É um encontro entre os jovens cheios de alegria no observar a Lei do Senhor e os idosos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observadores e os idosos os proféticos!”.
À luz desse encontro, disse o Papa, olha-se para a vida consagrada como um encontro com Cristo através do carisma. Também na vida consagrada, segundo ele, vive-se esse encontro entre jovens e idosos, entre observância e profecia. “A alegria de ser guiado pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, mas sempre abertos à voz de Deus, que fala, que abre, que conduz, que nos convida a seguir o verdadeiro horizonte”.
O Santo Padre destacou que faz bem aos idosos comunicar a sabedoria aos jovens, da mesma forma que faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e sabedoria. Isso para levar essa sabedoria adiante, para o bem das famílias religiosas e de toda a Igreja.
“A graça deste mistério, o mistério do encontro, ilumine-nos e nos conforte no nosso caminho”, concluiu.
Fonte: Canção Nova