domingo, 16 de março de 2014

Em celebração na Quaresma, Pe Márcio diz que, assim como Jesus, temos que “enfrentar a cruz antes da glória”



O Padre Márcio Henrique Mendes Fernandes, Vigário Geral da Diocese e pároco da Catedral de Nossa Senhora da Conceição afirmou, na noite deste sábado (15) que os cristãos devem, assim como Jesus, “enfrentar a cruz antes da glória”. Ele se referia ao Evangelho deste domingo (16), que fala da Transfiguração do Senhor, quando Jesus subiu ao Monte Tabor para rezar e se preparar para a sua crucificação e glória.

Pe Márcio iniciou sua homilia lembrando que a Quaresma é um momento especial para os católicos, de introspecção, jejum, oração e caridade. “Domingo passado refletimos obre as tentações de Jesus. Jesus foi tentado no deserto, mas não cedeu, lutou contra o diabo. Esse é um tempo que nos convida a um combate espiritual”.

Segundo Pe Márcio, a Quaresma é um convite “para que mergulhemos com Jesus no deserto, numa luta contra as tentações, contra o diabo. É um tempo de retiro. Não no deserto ‘lugar geográfico’, mas no deserto do coração. Eu diria que esse convite quaresmal é um convite para combater dentro do nosso coração aquilo que não corresponde com a Palavra de Deus, com a nossa vida Cristã”.

Ele afirmou que a batalha travada pelo cristão na Quaresma é contra “os demônios interiores que preenchem nosso coração” e lembrou que a Quaresma “é um convite para que, através da oração, penitencia, caridade, escuta da Palavra de Deus e confissão, nos ajude a combater as tentações, a destruir dentro de nós o pecado”.

Porém, Pe Márcio disse que alguns só percebem que vamos passando pela Quaresma quando estão na igreja. “A Quaresma deve ser vivida no nosso dia a dia. É na família que você vai fazer o seu jejum quaresmal e doar o seu jejum a quem precisa, a quem faz jejum o ano inteiro. Mas eu repito o que disse na semana passada: se o jejum não lhe fizer mudar o interior, o exercício é vazio”.

Na homilia sobre a Transfiguração do Senhor, Padre Márcio disse que Jesus se transfigura diante dos seus discípulos e mostra como vai ser seu final. “Ele está mostrando para nós que nós também vamos passar por aquela mesma gloria. É uma antecipação da ressurreição”.

Na verdade Jesus estava mostrando aos discípulos que, antes da ressurreição, existia a cruz, mas eles não entenderam. “Foi uma forma de motivá-los a não fugir da cruz. Os discípulos quiseram construir três tendas e ficar por ali mesmo, contemplando aquela imagem maravilhosa. Quantas vezes nós também queremos fugir da cruz?”, questionou.

Comparando com os dias atuais, Pe Márcio disse que nós poderíamos dizer a Jesus ‘está bom, Senhor, vamos ficar aqui mesmo’. “Mas não, tem que descer da montanha. Para Jesus, não pode fugir da cruz. A glória encanta, mas a cruz assusta, mas é a nossa missão. Jesus manda descer do monte Tabor e manda que cada um de nós cumpra a sua missão de batizado no dia a dia, para que possamos transfigurar esse mundo tão cheio de violência. Ser transfigurado para transfigurar o ambiente. Ou, em outras palavras, transforme-se para transformar o exterior”.

Ele finalizou a homilia afirmando que todos precisamos “sair de nós mesmos para um nós renovado, transfigurado na imagem do Cristo. É para isso que somos chamados, para sair do homem velho, da carcaça do pecado, para que apareça em nós o Cristo”.

Ele pediu para que os fiéis aproveitem o tempo da Quaresma, que chega ao segundo de cinco finais semana, quando atingiremos a Semana Santa. “É um tempo para que possamos refletir profundamente: porque você não está coerente com a palavra de Deus e o que precisa mudar”, disse.

Segundo Pe Márcio, embora este seja um momento propício para abandonar aquilo que nos faz mal, como os vícios, por exemplo, tem gente que chega na Quaresma e diz: ‘eu não consigo parar de fumar’. “Não consegue? Claro que consegue. É só ter fé. Vai parar só quando não tiver mais jeito? A Quaresma é um chamado para valorizar a vida. Assim é a nossa intenção e é assim que nós desejamos para cada um”.

Pascom – Catedral

Maiores informações: Áurea Ramos Araújo, Coordenadora da Pastoral da Comunicação – Pascom da Catedral (8857-5600)

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Papa Francisco não apoia as uniões homossexuais, esclarece o Vaticano



VATICANO, 11 Mar. 14 / 11:27 am (ACI).- O Padre Thomas Rosica da Sala de Imprensa da Santa Sé explicou que o Papa Francisco não apoia as uniões homossexuais como informaram certos meios que distorceram suas declarações em alusão às uniões civis na entrevista que concedeu aos jornais La Nación (Argentina) e Corriere della Sera (Itália).
O sacerdote assinalou que “alguns jornalistas interpretaram as palavras do Papa para refletir uma abertura de parte da Igreja às uniões civis. Outros interpretaram suas palavras como se estivesse falando do assunto das uniões do mesmo sexo”.
No diálogo reproduzido por estes jornais, o entrevistador fez ao Papa esta pergunta: “Muitos países regularam a união civil. É um caminho que a Igreja pode compreender, mas até que ponto?”.
A resposta do Papa foi: “O matrimônio é entre um homem e uma mulher. Os Estados laicos querem justificar as uniões civis para regular diversas situações de convivência, impulsionados pela exigência de regular aspectos econômicos entre as pessoas, como por exemplo assegurar a assistência de saúde. É preciso ver os diversos casos e avaliá-los na sua variedade”.
Conforme explicou o Pe. Rosica, “em sua resposta ao entrevistador, (o Papa Francisco) enfatizou a característica natural do matrimônio entre um homem e uma mulher, e por outro lado, também falou sobre a obrigação do Estado para cumprir suas responsabilidades para com os cidadãos”.
A pergunta original não menciona o caso das uniões homossexuais. O Pe. Rosica precisou que a “’união civil’ na Itália se refere às pessoas que estão casadas pela lei, fora de um contexto religioso”. Na Itália e em vários países do mundo, o matrimônio religioso constitui um casamento diferente ao que se tramita no registro civil.
Quanto às perguntas sobre se estas palavras se referiam às uniões homossexuais, o sacerdote disse que “o Papa optou por não entrar em debates sobre o delicado assunto das uniões gay civis”.
Com esta resposta, adicionou, o Santo Padre “falou em termos muito gerais e não se referiu especificamente ao ‘matrimônio’ de pessoas do mesmo sexo como uma união civil”.
“O Papa Francisco simplesmente se referiu ao tema e não opinou contra as posições das conferências episcopais em vários países onde se deve enfrentar o assunto das uniões civis e do matrimônio de pessoas do mesmo sexo”.
Para concluir, disse o Pe. Rosica, “não devemos tratar de ler mais nas palavras do Papa que o que disse em termos muito gerais”.


Divulgada a data oficial da JMJ2016, em Cracóvia



De 26 a 31 de julho de 2016: é esta a data oficial da Jornada Mundial da Juventude que se realizará em Cracóvia. De 20 a 25 de julho, por sua vez, acontecem “As jornadas nas Dioceses”. É o que foi publicado no site oficial da JMJ polonesa (www.krakow2016.com) que traz também um programa em suas linhas gerais.
Na terça-feira, 26 de julho, será realizada a cerimônia de abertura, o Festival da juventude. De quarta-feira, 27, a sexta-feira, 29 de julho, as catequeses. Na quinta-feira, dia 28, está prevista a acolhida do Papa, e na sexta-feira à noite (29), haverá a Via Sacra.  Sábado, dia 30, é o dia da vigília, e domingo, 31 de julho, a missa de encerramento com o envio e o anúncio da próxima edição internacional da JMJ.
O site informa ainda que, nos últimos dois dias, a comissão está trabalhando com a presença de 2 milhões de jovens. 300 mil estão sendo esperados nos “Dias das Dioceses”, ou seja os momentos de estreitar os laços dos jovens do mundo com as 43 Dioceses polonesas.


segunda-feira, 10 de março de 2014

"Não dialoguemos com Satanás, mas defendamo-nos com a Palavra de Deus": papa Francisco durante o Angelus




Hoje, primeiro domingo da Quaresma, o Papa recordou no Angelus, que o Evangelho deste dia apresenta a tentação de Jesus, quando, depois do baptismo no Rio Jordão, o Espírito Santo desceu sobre Ele, levando-O a enfrentar Satanás no deserto ao longo de quarenta dias, antes de iniciar a sua missão pública… 


“O tentador procura distrair Jesus do projecto do Pai, ou seja a via do sacrifício, do amor que se oferece em expiação , para o levar a empreender um caminho fácil, de sucesso, de potencia.” 

O Papa frisou depois que no duelo entre Jesus e Satanás nota-se o estilo espectacular e miraculístico com que Satanás tenta afastar Jesus da via da Cruz, falando-lhe de falsas promessas messiânicas, indicando-lhe vias breves de poder e domínio, em troca de uma adoração a ele. São os três grupos de tentações que nós também conhecemos disse o Papa acrescentando que Jesus não cede a essas tentações… 

“Jesus recusa decididamente todas essas tentações e volta a sublinhar a sua firme vontade de seguir a via estabelecida pelo Pai, sem nenhum compromisso com o pecado e com a lógica do mundo.” 

O Papa fez ainda notar que contrariamente a Eva, Jesus não entra em diálogo com Satanás...

“Ele não dialoga com Satanás como fizera Eva no paraíso terrestre. Jesus sabe bem que com Satanás não se pode dialogar, porque é muito astuto. Por isso Jesus, em vez de dialogar como tinha feito Eva, prefere refugiar-se na Palavra de Deus e responder com a força dessa Palavra. Recordemo-nos disto no momento das nossas tentações: nada de argumentações com Satanás, mas sempre defendidos pela Palavra de Deus e isto nos salvará”. 

Nas suas respostas – prosseguiu o Papa Francisco perante os milhares de fiéis que o escutavam na Praça de São Pedro – o Senhor recorda-nos antes de mais que não só de pão vive o homem, mas sim da Palavra de Deus que nos dá força e nos apoia na luta contra a mentalidade mundana que abaixa o homem a nível das suas necessidades primárias, desviando-o do que é belo, da fome de Deus, do amor. 

E o Papa concluiu recomendando que façamos da Quaresma um tempo de conversão…. 

“Caros irmãos, o tempo de Quaresma é uma ocasião propícia para todos nós percorrermos o caminho da conversão, confrontando-nos sinceramente com esta página do Evangelho. Renovamos as promessas do nosso Baptismo: renunciamos a Satanás e a todas as suas obras de sedução, para caminharmos nas sendas de Deus e “chegarmos à Páscoa na Alegria do Espírito”. 

*

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa saudou diversos grupos da Itália e Espanha e chamou atenção para a campanha da Caritas sobre a fome no mundo.

“Durante esta Quaresma queremos recordar o convite da Caritas Iternationalis na sua campanha contra a fome no mundo”.

O Papa concluiu pedindo orações para ele e os colaboradores da Cúria Romana que neste domingo à noite iniciam a semana de Exercícios espirituais…

“Desejo a todos que o caminho quaresmal há pouco iniciado seja rico de frutos; e peço orações para mim e para os colaboradores da Cúria Romana pois que esta noite iniciaremos a semana dos Exercícios espirituais. Obrigada. Bom domingo e bom prazo. Até à próxima”


Com efeito, neste domingo 9 de Março, às 18 horas, tem inicio na Casa do Divino Mestre em Arricia, arredores de Roma, os Exercícios espirituais da Cúria Romana, nas quais participam o próprio Papa. As meditações serão propostas por D. Ângelo de Donatis, Pároco na Igreja de São Marcos Evangelista junto ao Capitólio de Roma. Os Exercícios prolongam-se até 14 deste mês. 
O Papa partirá de camioneta às 16 horas juntamente com 83 pessoas – referiu o porta-voz da Santa Sé, P. Federico Lombardi.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Missa de Cinzas - Catedral de Campina Grande 05/03/14



Confira esta e mais fotos da Missa de Cinzas na Catedral de Campina Grande clicando aqui Missa de Cinzas


Homilia de Dom Delson durante a Missa de Cinzas na Catedral de Campina Grande - PB, 05/03/14