segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Papa Francisco perdoa Padre Cícero, que agora poderá ser santo de fato e de direito

O bispo da diocese de Crato, no Ceará, dom Fernando Panico, divulgou neste domingo, que o Padre Cícero Romão Batista foi perdoado pelo Vaticano das punições impostas pela igreja Católica entre 1892 a 1916. A reconciliação é um passo definitivo para a reabilitação de padre Cícero na Igreja Católica.

“Hoje, por ocasião da abertura solene da Porta Santa da Misericórdia nesta Catedral de Nossa Senhora da Penha, quero anunciar com alegria, à querida Diocese de Crato e aos romeiros e romeiras do Juazeiro do Norte, um gesto concreto de misericórdia, de atenção e de carinho por parte do Papa Francisco para nós: a igreja Católica se reconcilia historicamente com o padre Cícero Romão Batista”, anunciou o bispo.


Segundo a carta, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, “a presente mensagem foi redigida por expressa vontade de Sua Santidade o Papa Francisco, na esperança de que Vossa Excelência Reverendíssima não deixará de apresentar à sua Diocese e aos romeiros do Padre Cícero a autentica interpretação da mesma, procurando por todos os meios apoiar e promover a unidade de todos na mais autentica comunhão eclesial e na dinâmica de uma evangelização que dê sempre e de maneira explicita o lugar central a Cristo, principio e meta da História”.

“É mais que uma reconciliação. É um pedido de perdão da igreja pelo o que aconteceu o sacerdote brasileiro”, afirmou Armando Rafael, assessor de comunicação de dom Fernando Panico.

Na mensagem enviada à diocese do Crato, o papa Francisco exalta várias virtudes de evangelizador de padre Cícero, fundador de Juazeiro do Norte e primeiro prefeito do município.

Na correspondência constam vários tópicos, dos quais alguns são reproduzidos, a seguir, textualmente:

“Mas é sempre possível, com a distância do tempo e o evoluir das diversas circunstâncias, reavaliar e apreciar as várias dimensões que marcaram a ação do Padre Cícero como sacerdote e, deixando à margem os pontos mais controversos, por em evidência aspectos positivos de sua vida e figura, tal como é atualmente percebida pelos fiéis”.

“É inegável que o Padre Cícero Romão Batista, no arco de sua existência, viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo e, por isso mesmo, desde o início, foi compreendido e amado por este mesmo povo”.

“Deixou marcas profundas no povo nordestino a intensa devoção do Padre Cícero à Virgem Maria” no seu título de “Mãe das Dores e das Candeias” (…) Como não reconhecer, Dom Fernando, na devoção simples e arraigada destes romeiros, o sentido consciente de pertença à Igreja Católica, que tem na Mãe de Jesus Cristo um dos seus elementos mais característicos?

“A grande romaria do dia de Finados, iniciada pelo Padre Cícero, transmite a dimensão escatológica da existência humana. Pois, como afirma o documento de Aparecida, Nossos povos (…) têm sede de vida e felicidade em Cristo. (…)

“Não deixa de chamar a atenção o fato de que estes romeiros, desde então, sentindo-se acolhidos e tendo experimentado, através da pessoa do sacerdote, a própria misericórdia de Deus, com ele estabeleceram – e continuam estabelecendo no presente – uma relação de intimidade, chamando-o na carinhosa linguagem popular nordestina de “padim”, ou seja, considerando-o como um verdadeiro padrinho de batismo, investido da missão de acompanhá-los e de ajuda-los na vivência da sua fé”.

“No momento em que a Igreja inteira é convidada pelo Papa Francisco a uma atitude de saída, ao encontro das periferias existenciais, a atitude do Padre Cícero em acolher a todos, especialmente aos pobres e sofredores, aconselhando-os e abençoando-os, constitui sem dúvida, um sinal importante e atual”.

“O afeto popular que cerca a figura do Padre Cícero pode constituir um alicerce forte para a solidificação da fé católica no ânimo do povo nordestino (…). Portanto, é necessário, neste contexto, dirigir nossa atenção ao Senhor e agradecê-lo por todo o bem que ele suscitou por meio do Padre Cícero”.

“Assim fazendo, abrem-se inúmeras perspectivas para a evangelização, na linha desta recomendação do Documento de Aparecida; “Deve-se dar catequese apropriada que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular”. (Documento de Aparecida, 300).


“Ao mesmo tempo que me desempenho da honra de transmitir uma fraterna saudação do Santo Padre a todo o povo fiel do sertão do Ceará, com os seus Pastores, bendizendo a Deus pelos luminosos frutos de santidade que a semente do Evangelho faz brotar nestas terras abençoadas, valho-me do ensejo para lhe testemunhar minha fraterna estima e me confirmar de Vossa Excelência Reverendíssima devotíssimo no Senhor” – 247.

FONTE: PORTAL CARLOS MAGNO

Hoje se celebra São João da Cruz, doutor da Igreja

“À tarde te examinarão no amor. Aprende a amar a Deus como Deus quer ser amado e deixa a tua própria condição”, costumava dizer João da Cruz, doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 4 de dezembro.
São João da Cruz nasceu em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha, em 1542. Sua família era pobre. Na escola, começou a aprender o ofício de tecelão e mais tarde trabalhou como criado do diretor de um hospital. Enquanto estudava no Colégio dos Jesuítas, praticava a mortificação corporal. 
Aos 21 anos, tomou o hábito no convento das Carmelitas de Medina del Campo e viveu muito observante da regra original do Carmelo. Foi ordenado em 1567 e pediu a Deus a graça especial de que o conservasse sempre em graça, sem pecado, e poderia sofrer com coragem e paciência todos os tipos de dores, penas e enfermidades.

Conheceu Santa Teresa de Jesus, que depois de fundar a Comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças, também queria fundar uma comunidade de Padres Carmelitas que fossem observantes das regras com a maior exatidão possível. João da Cruz aceitou a proposta e com isso, tiveram início os Carmelitas Descalços.
Deus lhe concedeu a qualidade de saber ensinar o método para alcançar a santidade. Seus ensinamentos foram escritos e resultaram em livros muito importantes, o que o levou a ser declarado Doutor da Igreja. Entre seus livros famosos está “Subida do Monte Carmelo” e “Noite Escura da Alma”.
Foi também um grande poeta. Ele é admirado pela musicalidade de sua poesia e a beleza de seus versos. Seu “Cântico Espiritual” é bem conhecido.
São João da Cruz foi para a casa do Pai em 14 dezembro de 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

Fonte: ACIDIGITAL

Papa desafia, no domingo Gaudete, a anunciar a alegria a um mundo cheio de temores

O Papa Francisco fez ontem um chamado a conversão e a viver alegres na espera do Senhor. “O cristão é uma pessoa alegre e sua alegria não é nada superficial e efêmera, mas profunda e estável, porque é um dom do Senhor que enche a vida”.
Depois de abrir a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão e celebrar a Missa, o Santo Padre retornou ao Vaticano para rezar o Ângelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
Hoje, “é necessário converter-se, mudar de direção e tomar o caminho da justiça, da solidariedade, da sobriedade: estes são os valores essenciais de uma vida plenamente humana e autenticamente cristã”.O Santo Padre comentou o Evangelho do dia no domingo chamado “gaudete” (da alegria). Nele se narra como João Batista batizava no Rio Jordão e como pregava o amor ao próximo.
Este dia convida “a alegria”, explicou o Papa. “Hoje, requer-se coragem para falar de alegria, requer sobretudo fé. O mundo está assediado de muitos problemas, o futuro carregado de incógnitas e temores”.
“Que devemos fazer?”, perguntam a João Batista. O Papa afirmou que esta é uma pergunta que se refere a três categorias de pessoas: primeiro, a multidão em geral; segundo, os publicanos ou cobradores de impostos; em terceiro lugar, alguns soldados. “Cada um desses grupos questiona o profeta sobre o que deve ser feito para colocar em prática a conversão que ele está pregando”. O Batista, precisou o Pontífice, dá três respostas para “um caminho idêntico de conversão, que se manifesta nos compromissos concretos de justiça e de solidariedade. É o caminho que Jesus indica em toda a sua pregação: o caminho do amor concreto ao próximo”.
Neste sentido, Francisco sublinhou: “Deus não fecha a ninguém a possibilidade de salvar-se. Ele está – por assim dizer – ansioso para usar de misericórdia, usá-la para com todos e acolher a cada um no seu terno abraço de reconciliação e de perdão”.
Depois da Oração do Ângelus, o Papa recordou que em todas as catedrais do mundo foram abertas ontem as Portas Santas “para que o Jubileu da Misericórdia possa ser vivido plenamente nas Igrejas particulares”.
“Espero que este momento forte estimule a se tornar instrumento da ternura de Deus. Como expressão das obras de misericórdia são abertas também as ‘Portas da Misericórdia’ em lugares de dificuldade e marginalização”, continuou.
“A este respeito, saúdo os detentos das prisões do mundo inteiro, especialmente os da prisão de Pádua, que hoje estão unidos a nós espiritualmente para este momento de oração”.
Em seguida, o Papa dirigiu uma saudação especial à Fundação Dispensário Santa Marta, no Vaticano: aos pais com seus filhos, aos voluntários e às Irmãs Filhas da Caridade; obrigado por seu testemunho de solidariedade e acolhimento!”.
Ao finalizar, o Pontífice saudou também os membros do Movimento dos Focolares juntamente com amigos de algumas comunidades islâmicas. “Ide em frente! Ide em frente com coragem no percurso de diálogo e de fraternidade, porque somos todos filhos de Deus!”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL
Foto: L O'sservatore Romano 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Diocese de Campina Grande terá 10 Portas da Misericórdia

A primeira a ser aberta será a da Catedral neste domingo, dia 13
O Ano Santo da Misericórdia foi aberto pelo Papa Francisco no dia 8 de dezembro

O Ano Santo da Misericórdia está sendo convocado pelo Papa Francisco, para ser vivido de 8 de dezembro (Solenidade da Imaculada Conceição) a 20 de novembro de 2016,  encerrando na Festa de Cristo Rei. Neste tempo, a Igreja, em todo o mundo, se dedicará a uma série de atividades (celebrativas e sociais), para que seja “um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito, desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz”, explica o Papa na sua carta de anúncio do Ano Santo.
No domingo, dia 13 às 10h, em comunhão com a Igreja no mundo inteiro, acontece a Abertura da Porta Santa na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Missa Solene presidida por Dom Manoel Delson. É a primeira vez na história que, em um Ano Jubilar, outras Portas Santas serão abertas além da Porta da Basílica de São Pedro, em Roma. Para viver intensamente a Solenidade de Abertura da Porta da Misericórdia na Catedral de Campina Grande, a paróquia promove, neste sábado (12), uma tarde de preparação com reflexão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Das 14h às 18h a Catedral estará aberta a todos que desejem participar do momento, coordenado pela Comunidade São Pio X.
Durante o Ano da Misericórdia a Diocese realizará uma série de atividades para marcar este Ano Jubilar Extraordinário, com destaque para as peregrinações, celebrações penitenciais, atendimento de confissão, visitas e celebrações em casas de assistência social, presídios e hospitais. “É importante frisar que a Igreja já realiza tudo isso, mas no Ano da Misericórdia daremos maior destaque, trabalharemos com mais intensidade no encontro com os mais excluídos e marginalizados. A intensão é fazer com que não só grupos façam isso, mas que esta seja uma prática cotidiana de todo e qualquer cristão”, alertou Dom Delson, que também assegurou que serão intensificadas as catequeses nas Paróquias.
PORTAS DA MISERICÓRDIA
Além da Catedral, outras Igrejas também terão a Porta da Misericórdia e serão abertas nas datas abaixo descritas. A programação a ser desenvolvida pelas Igrejas e Foranias serão divulgadas em breve pela assessoria de comunicação (Pascom) da diocese de Campina Grande.
Campina Grande:
10/02 – Igreja Santuário do Sagrado Coração de Jesus – Catolé
(A definir) Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Bodocongó
13/03 – Santuário da Divina Misericórdia- Genipapo
FORANIA DO BREJO
01/01 – Igreja de N. Sra. do Bom Conselho – Esperança
 FORANIA DO AGRESTE
03/01 – Igreja de N. Sra. da Guia – Queimadas
 FORANIA DO CARIRI 1
27/12 – Santuário de Nossa Senhora dos Milagres – S. João do Cariri
 FORANIA DO CARIRI 2
14/02 – Igreja de N. Sra. das Dores – Monteiro
 FORANIA DO SERICAR
14/02 – Igreja de Santa Ana – Soledade
 FORANIA DO CURIMATAÚ
20/01 – Igreja de São Sebastião – Picuí
Fonte: Pascom Diocesana 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Programação da abertura do Ano Jubilar da Diocese de Campina Grande

Sábado - 12/12 às 14h - Adoração ao Santíssimo em preparação à abertura- Coord. Pio X.
Domingo -13/12 às 10h - Abertura da Porta Santa da Misericórdia - Dom Delson
Local : Catedral de Nossa Senhora da Conceição. (Dias 12 e 13/12).