domingo, 30 de outubro de 2016

Papa Francisco incentiva a olhar além dos erros dos outros

Durante o comentário sobre o Evangelho do dia, antes da oração do Ângelus dominical na Praça de São Pedro, o Papa Francisco convidou os fiéis fazer como Jesus com o publicano Zaqueu: olhar o bem que todas as pessoas têm em seu interior para lançá-lo para fora, não ficando apenas nos pecados.
“Às vezes nós buscamos corrigir ou converter um pecador repreendendo-o, reforçando seus erros e o seu comportamento injusto. A atitude de Jesus com Zaqueu nos indica outro caminho: de mostrar a quem erra o seu valor, aquele valor que Deus continua vendo não obstante tudo”, explicou.
O Pontífice assegurou que este comportamento “pode ??provocar uma surpresa positiva”, já que “comove o coração e leva a pessoa a tirar o bem que tem em seu interior”.
Dessa maneira, outorga-se às pessoas “a confiança que as faz crescer e mudar. Assim se comporta Deus conosco: não fica preso no nosso pecado, mas o supera com o amor e nos faz sentir a saudade do bem”.
“Todos sentimos esta saudade do bem depois de um erro”, afirmou o Santo Padre. “Assim faz nosso Pai Deus, assim faz Jesus. Não existe uma pessoa que não tenha algo de bom. E isso é o que Deus olha para tirá-lo do mal”.
Em seu ensinamento, Francisco recordou como Zaqueu, marginalizado por sua comunidade por ser colaborador dos invasores romanos e por ter enriquecido com os impostos do povo, subiu em uma árvore para ver Jesus passar.
“Quando chega perto da árvore, Jesus olha para cima e lhe diz: ‘ Zaqueu, desce depressa, hoje devo ficar na tua casa’. Podemos imaginar o estupor de Zaqueu!”. O Papa se perguntou: “Mas por que Jesus diz devo ficar na tua casa?’. De que dever se trata?”.
“Sabemos que o seu dever supremo é aplicar o plano do Pai para a humanidade, que se realiza em Jerusalém, na sua condenação e morte, com a crucificação e, no terceiro dia, a ressurreição. É o desenho de salvação da misericórdia do Pai. E neste desenho há também a salvação de Zaqueu, um homem desonesto e desprezado por todos e, por isso, necessitado de conversão”.
O Papa recordou como, depois deste gesto de Jesus, o Evangelho diz que todos murmuraram: “Ele foi se hospedar na casa de um pecador!’. Se Jesus tivesse dito: ‘Desce tu, explorador, explorador do povo! Venha falar comigo, vamos acertar as contas!’. Certamente, o povo teria aplaudido. Mas aqui, começaram a murmurar: ‘Jesus vai na casa dele, do pecador, do explorador’”.
“Jesus, guiados pela misericórdia, buscava justamente ele. Quando entra na casa de Zaqueu diz: ‘Hoje, a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido’. O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos. Isto é importante! Devemos aprender isso”, ressaltou.
“O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos, vê a pessoa com os olhos de Deus, que não se detém no mal passado, mas entrevê o bem o futuro. Jesus não se resigna aos fechamentos, mas sempre abre novos espaços de vida. Não se detém nas aparências, mas olha para o coração. E, aqui olhou para um coração ferido, deste homem ferido pelo pecado, pela cobiça, de tantas coisas feias que Zaqueu tinha feito. E olha aquele coração ferido e vai além”.
Fonte: ACIDIGITAL

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

6 curiosidades sobre São Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro

São Frei Galvão, celebrado em 25 de outubro, é o primeiro santo canonizado pela Igreja que nasceu em solo brasileiro. Ele é especialmente conhecido pelas “pílulas de Frei Galvão“, produzidas pelas Irmãs Concepcionistas. Elas surgiram quando o frade escreveu num papel o seguinte texto: “Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós”. Ele então enrolou o papel como se fosse uma pílula e a deu a uma mulher que passava por graves complicações no parto. A mamãe a engoliu e, logo depois, deu à luz o seu bebê normalmente.
Mas esta não é a única história peculiar da vida deste santo:

1 – Bilocação
Por volta do ano de 1810, o capataz Manuel Portes, de temperamento instável, vinha de uma expedição em Cuiabá e castigou o caboclo Apolinário por indisciplina, às margens do rio Tietê, no distrito de Potunduva. Quando viu que o capataz estava distraído, o caboclo o atacou pelas costas com um facão e fugiu. Sentindo que estava para morrer, Manuel Portes gritou: “Meu Deus, eu morro sem confissão! Senhor Santo Antônio, pedi por mim! Dai-me confessor! Vinde, Frei Galvão, assistir-me!”. Foi quando um frade se aproximou à distância e todos identificaram o Frei Galvão, que, colocando a cabeça do moribundo em seu colo e lhe falando em voz baixa, ouviu sua confissão, o abençoou, levantou-se e foi-se embora. Acontece que, no mesmo instante, outros relatos afirmam que o Frei Galvão estava pregando em São Paulo, onde teria interrompido o sermão e pedido uma ave-maria por um moribundo. Feita a oração, prosseguiu com sua pregação.
Caso semelhante conta que uma gestante gravemente enferma, numa distante fazenda do interior de São Paulo, clamava por Frei Galvão. Seu marido foi ao Mosteiro da Luz, mas o frade havia viajado ao Rio de Janeiro. Ao retornar para casa, encontrou a esposa fora de perigo e profundamente grata a Frei Galvão por ter ouvido sua confissão durante a noite e abençoado um copo d’água, que ela bebeu e logo após ficou bem. O homem foi então ao Rio de Janeiro para agradecer ao frade, mas o guardião do convento lhe garantiu: “Frei Galvão não arredou pé daqui”. Interrogado a respeito, Frei Galvão respondeu: “Como aconteceu, não sei; mas a verdade é que naquela noite lá estive”.

2 – Telepatia
Certa vez, Frei Galvão era conduzido numa cadeira coberta por uma cidade. Uma senhora viu a cadeirinha de sua janela de rótulas e, sucumbida pelas amarguras da vida, pensou: “Ah, se Frei Galvão se lembrasse de mim, se ao menos me desse sua bênção!”. No mesmo instante, o frade levantou as cortinas da cadeirinha, debruçou-se em direção àquela janela e abençoou a senhora. Os que presenciaram o fato afirmaram que não havia como o franciscano ter visto aquela mulher, pois estava sendo conduzido pelo lado oposto da rua.

3 – Premonição
Era comum que o Frei Galvão reunisse grandes multidões em suas pregações ao ar livre, já que os templos não comportavam a todos. Foi assim, certa vez, em Guaratinguetá. Quando ele começou o sermão, porém, começou a se formar uma grande tempestade. A chuva desabou e, quando os fiéis viram que chegaria ao largo onde estavam, quiseram sair. O frade, porém, pediu que ficassem, pois nada sofreriam. E a chuva não caiu sobre aquele local.

4 – Clarividência
Testemunhos dão conta de que, certa vez, levaram uma menina à presença de Frei Galvão. Ao conversarem, ele perguntou à pequena o que desejava ser e ela respondeu que religiosa. O franciscano a abençoou e, profeticamente, confirmou-lhe a vocação. Mais tarde, aos19 anos, a jovem ingressou no convento.

5 – Levitação
Um dos relatos que apontam o dom da levitação é o de uma senhora que, ao caminhar pela rua, observou que o frade se aproximava todo recolhido. Ao se cruzarem, ela exclamou: “Senhor Padre, vossemecê anda sem pisar no chão?”. Frei Galvão sorriu, saudou-a e seguiu adiante.

6 – Telepercepção
Era tradição, antigamente, que, quando os sinos badalavam fora dos horários de reza, queria dizer que algo sério tinha acontecido. A comunidade então se reunia. E foi o que ocorreu certo dia em que os sinos do mosteiro começaram a tocar. Já idoso, Frei Galvão anunciou à multidão reunida: “Rebentou em Portugal uma revolução” (talvez a de 1820). Em seguida, relatou detalhes, como se estivesse vendo tudo ao vivo. Semanas mais tarde, chegaram notícias confirmando as minuciosas visões do franciscano.

Fonte: ATELEIA

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Hoje é celebrado Santo Antônio Maria Claret, fundador dos Missionários Claretianos

“Ó Virgem e Mãe de Deus, bem sabeis que somos filhos e ministros vossos, formados por Vós mesma na frágua da vossa misericórdia e amor”, costumava dizer Santo Antônio Maria Claret, cuja festa é celebrada neste dia 24 de outubro.
Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, Barcelona (Espanha), em 1807. Em sua juventude, foi trabalhador têxtil e é considerado o padroeiro dos tecelões. Desde a infância, destacou-se por seu amor à Eucaristia e à Virgem.
Um dia, estando na praia com alguns amigos, começou a refrescar os pés. Então, veio uma onda gigantesca e o arrastou para o mar. Por não saber nada, quando começou a se afogar, gritou: “Virgem Santa, salva-me”. Imediatamente, estava na margem e com a roupa totalmente seca.
Mais tarde, ingressou no seminário e foi ordenado sacerdote. Seu desejo de ser missionário o levou às Ilhas Canárias e depois à Cuba, onde foi Arcebispo de Santiago. Ali, trabalhou buscando semear o amor e a justiça contra a discriminação racial e a injustiça social. Isto lhe rendeu alguns inimigos.
Foi ferido por um malfeitor contratado que queria cortar sua garganta com uma faca, mas só atingiu parte do rosto e o braço direito. Posteriormente, voltou para a Espanha, após ter ganhado o carinho dos cubanos.
Era muito devoto da Virgem e rezava constantemente o Santo Rosário: “Reza o Santo Rosário todos os dias com devoção e fervor e vereis como Maria Santíssimo será vossa Mãe, vossa advogada, vossa medianeira, vossa mestra, vosso tudo depois de Jesus”, dizia.
Em sua vida, fundou a Comunidade de Missionários do Coração de Maria, hoje chamados Missionários Claretianos, e as Missionárias Claretianas.
Fonte: ACIDIGITAL

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Hoje é celebrado São Lucas Evangelista, o padroeiro dos médicos

Neste dia 18 de outubro, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Lucas Evangelista. Ele é o autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos e é o que mais fala sobre a Virgem Maria. Médico, tornou-se também padroeiro desses profissionais.
São Lucas, cujo nome significa “portador de luz”, foi introduzido na fé por volta do ano 40. Ele nunca conheceu Jesus, mas conheceu São Paulo, de quem foi discípulo. Ele foi educado na literatura e na medicina. É o único escritor do Novo Testamento que não é israelense e dirigiu sua mensagem aos cristãos gentios.
No prólogo de seu Evangelho, diz que o escreveu para que os cristãos conhecessem melhor as verdades nas quais tinham sido instruídos. Era, acima de tudo, um historiador e escrevia principalmente para os gregos.
São Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus. Ele traz os segredos da Anunciação, da Visitação e do Natal, fazendo entender que tenha conhecido pessoalmente Maria.
Em seu Evangelho, destaca o cuidado especial para com os pobres, os pecadores arrependidos e a oração.
A tradição diz que ele morreu como um mártir pendurado em uma árvore na Acaia. Ele é representado com um livro ou como um touro alado, pois inicia o Evangelho falando do templo, onde eram imolados os bois, e começa com o sacrifício do sacerdote Zacarias.
Além dos médicos, São Lucas é padroeiro dos cirurgiões, solteiros, açougueiros, encadernadores, escultores, artistas notários e diz-se que ele também era um pintor da Virgem.
Fonte: ACIDIGITAL

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Hoje é a festa de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil

 “Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!”. Esses versos são cantados em todo o Brasil em honra à padroeira do país, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cuja solenidade a Igreja celebra neste 12 de outubro.
A devoção dos brasileiros à Nossa Senhora Aparecida terá uma data especial no próximo ano, quando serão comemorados os 300 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul.
A imagem de Aparecida foi encontrada em 1717. Na época, com a notícia da passagem do Conde de Assumar pela Vila de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram para pescar no Rio Paraíba. Após muitas tentativas sem êxito, foram até o porto de Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançando novamente as redes, pegou a cabeça que faltava da imagem. E o que se segui foi uma pesca abundante para os três humildes pescadores.
A imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para sua casa. Em um oratório construído no local, as pessoas da vizinhança vinham rezar à Virgem. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem. Assim, a devoção se espalhou por todo o Brasil.
Com o tempo, a casa já se fazia pequena para o grande volume de fiéis que vinham rezar e, por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas, o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma Igreja maior, a atual Basílica Velha.
Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada solenemente pelo então Bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros. No dia 29 de abril de 1908, a Igreja recebeu o título de Basílica Menor. E, em 1929, o Papa Pio XI proclamou nossa Senhora Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial.
Com o aumento da devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a primeira Basílica já não dava conta do fluxo de romeiro. Foi necessário, então, construir uma maior, que começou a ser erguida em 11 de novembro de 1955. Em 1980, ainda em construção, a Basílica Nova foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional, o “maior Santuário Mariano do mundo”.
A festa da Padroeira do Brasil já foi celebrada em diversas datas: dia da Imaculada Conceição (08 de dezembro), 5º domingo após a Páscoa, 1º domingo de maio (mês de Maria) e 7 de setembro (Dia da Pátria). Até que, em sua Assembleia Geral de 1953, a CNBB determinou que a festa fosse celebrada definitivamente no dia 12 de outubro, por associação com a data de descobrimento da América, pela comemoração do Dia da Criança e por ser outubro o mês do encontro da Imagem, no rio Paraíba do Sul, em 1717.
Fonte: ACIDIGITAL