quarta-feira, 19 de junho de 2019

20/06 – Dia Mundial do Refugiado: “acolher, proteger, promover, integrar e celebrar”

Dia 20 de junho celebra-se, em todo mundo, o Dia Mundial do Refugiado, de acordo com uma resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a data é uma oportunidade para homenagear a coragem, a resiliência e a força de todas as mulheres, homens e crianças forçadas a deixar suas casas por causa de guerras, conflitos armados e perseguições.
Por ocasião da data, o bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sócio Transformadora, dom José Valdeci Santos Mendes, escreveu artigo sobre o processo migratório no Brasil e o papel da Igreja. No Brasil, existem aproximadamente 1.2 milhão de migrantes; os refugiados, em dado cumulativo, são mais de 10 mil; e há mais de 30 mil solicitantes de refúgio. Veja a íntegra do texto de dom Valdeci.

 A Igreja no Brasil e a Migração
“Eu era forasteiro, e me recebeste em casa”, Mt 25,34
De 16 a 23 de junho/2019, celebramos em todo o Brasil a 34ª Semana do Migrante. A Semana do Migrante deste ano tem como tema Migração e políticas públicas, procurando dar continuidade, no vasto campo da mobilidade humana, à reflexão e ação da Campanha da Fraternidade/2019.O lema – Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia – reúne os já famosos quatro verbos do Papa Francisco, associados à necessidade de celebrar os avanços obtidos, bem como de empenhar-se por novas formas de luta.
Desnecessário ressaltar a importância da temática para os nossos tempos. Como vem denunciando com insistência o Papa Francisco desde sua eleição, em março de 2013, os deslocamentos humanos de massa fazem parte de um cenário internacional onde predominam, de um lado, leis cada vez mais restritivas ao direito de ir e vir e, de outro, a globalização da indiferença. Daí a palavra de ordem do pontífice: na contramão da “economia que mata” e que gera milhões de “trabalhadores descartáveis”, promover uma globalização da acolhida, do encontro, do diálogo e da solidariedade.
Ao longo da história do Brasil, vários movimentos migratórios foram importantes e eles continuam ocorrendo constantemente, seja em âmbito internacional ou interno. Importante destacar que os movimentos migratórios dinamizam as sociedades, pois com a saída ou a chegada de pessoas, há uma mudança na configuração social. Porém, junto com os movimentos migratórios relacionam-se preconceitos étnicos, religiosos e culturais.
A existência da migração no Brasil é antiga, mas as razões disso mudam com o passar dos anos. No século XVIII, por exemplo, a América Latina como um todo recebeu intensos fluxos migratórios, principalmente de europeus colonizadores e africanos escravizados. Já no século XIX, Argentina, Brasil, Uruguai e Chile atraíram um novo fluxo migratório originado a partir das crises político-sociais que assolavam a Europa. Durante o século XX, uma nova leva de imigrantes chegou à América Latina após a Segunda Guerra Mundial.
Mais atualmente, a globalização teve um forte peso na decisão das pessoas de escolherem um país de destino. Graças a ela, o “horizonte” dos indivíduos foi ampliado. Antes, a maioria dos migrantes objetivava mudar-se para uma cidade maior em seu próprio país ou para algum Estado vizinho. A partir da globalização, a distância entre as nações foi “diminuída”.
Porém, deixar tudo para trás e iniciar uma vida nova e uma nação distinta, com cultura e leis diferentes, representa um desafio para qualquer pessoa. Por outro lado, o choque de cultura maximiza o estigma carregado pelos migrantes, muitas vezes vistos como “invasores “ ou “forasteiros”. Não são poucos os refugiados e migrantes que encontram resistência por parte das comunidades locais, sendo vítimas de discriminação e xenofobia. A marginalização dessas pessoas dificulta a integração na sociedade, potencializando tensões sociais e políticas nos países de acolhida. Elas carregam consigo marcas da guerra e da violência, chegando, com muita frequência, sozinhos e desacompanhados.
No mundo, são mais de 260 milhões de migrantes; ali estão 65,5 milhões de pessoas deslocadas forçosamente; são aproximadamente 22,5 milhões de refugiados e refugiadas; 2,5 milhões de solicitantes de refúgio; e 40,3 milhões de pessoas deslocadas forçosamente no interior dos próprios países. No Brasil, aproximadamente 1.2 milhão de migrantes; os refugiados, em dado cumulativo, são mais de 10 mil; e há mais de 30 mil solicitantes de refúgio.
Estes dados, seguramente nos impressionam. Mas isto não é suficiente. Somos chamados a pôr em prática os quatro verbos, as quatro ações – acolher, proteger, promover, integrar. Há quem possa e deva incidir em decisões e ações de abrangência mundial, outros em âmbito regional, nacional, local… Em um mundo em que, a cada dia, aproximadamente 34 mil pessoas são forçadas a deslocar em razão de conflitos ou perseguição, não há solução viável sem uma abordagem humana que se lastreie na cooperação internacional.
Assim, a Igreja no Brasil também é chamada a colaborar, no sentido de ajudar a população migrante e os refugiados, de modo especial os irmãos e irmãs venezuelanos. Como o Papa Francisco sempre nos recorda, eles não são números, mas pessoas: homens, mulheres e crianças que têm um rosto, que muito sofrem e que são descartados. Um rosto humano no qual vemos o rosto de Cristo, que queremos servir especialmente naqueles que são os menores e com mais necessidades.
É no apoio às famílias migrantes que, muitas vezes, migram em busca de segurança e de uma vida digna, especialmente para as crianças, na ajuda à integração a fim de evitar situações de descarte e no trabalho de sensibilização das comunidades de destino para evitar atitudes de rejeição provocadas pelo medo ou pela ignorância que a Igreja pode e deve agir com eficiência. Ou, de acordo com a orientação do Papa Francisco, as respostas efetivas da Igreja devem estar pautadas nas articulações em torno de quatro verbos que encontram seus fundamentos na Doutrina Social da Igreja: acolher, proteger, promover e integrar.
Embora muitas nações devam seu desenvolvimento aos migrantes e apesar de suas experiências terríveis serem divulgadas, a migração é vista somente como emergência ou perigo, mesmo sendo um elemento comum em nossas sociedades. Um compromisso urgente e necessário é trabalhar por uma mudança de atitude, abandonando a cultura dominante do descarte e da rejeição. A Igreja deve colaborar para dissipar muitos preconceitos e medos infundados em relação à acolhida dos estrangeiros e a difundir uma percepção equilibrada e positiva da migração. A migração é uma dimensão normal de nossa sociedade, que se tornou interdependente por causa das conexões rápidas, das comunicações e a necessidade de relações em nível mundial. São dimensões nas quais realmente podemos ver os ‘sinais dos tempos’ que impulsionam a solidariedade globalmente.
Sempre há espaço onde todos e onde cada um/a pode atuar… Na dimensão pessoal, comunitária, institucional, no contexto da empresa onde trabalhamos, no mercado e na rua por onde transitamos, no clube, na praça ou no parque que frequentamos… é infinita oportunidade que temos de combater a xenofobia, de evitar a rejeição e a discriminação, de abrir espaço ao outro, de acolher de alma e coração sinceros, da fazer um gesto concreto de partilha, de elevar uma oração que difunda o espírito de fraternidade universal de família humana. Estaremos, pois, inspirados por sentimentos de compaixão, e com verdadeira paixão, fazendo avançar a construção da paz que todos e todas nós desejamos para o mundo e para cada ser humano, seja migrante, seja refugiado, seja apátrida, seja brasileiro ou brasileira. Acima da nacionalidade, está a cidadania da dignidade inalienável de todos os membros da família humana.
Por fim, recordo o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado a ser celebrado no dia 29 de setembro de 2019. O tema desta 105ª edição será “Não se trata apenas de migrantes”. Com este tema, o Papa Francisco quer sublinhar que os seus repetidos apelos em favor dos migrantes, refugiados, deslocados e vítimas do tráfico de seres humanos devem ser entendidos no contexto da sua profunda preocupação por todos os habitantes das periferias existenciais. “A presença dos migrantes e refugiados – como a das pessoas vulneráveis em geral – constitui, hoje, um convite a recuperar algumas dimensões essenciais da nossa existência cristã e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui está a razão por que «não se trata apenas de migrantes», ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos também por nós, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz também àquela parte de nós mesmos que talvez mantenhamos escondida por não ser bem vista hoje” (Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado – 29 de setembro de 2019).
Dom José Valdeci Santos Mendes Bispo de Brejo (MA)
Presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para Ação Sócio Transformadora
Fonte:CNBB

terça-feira, 18 de junho de 2019

Papa: “a promoção dos pobres não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho


“A esperança dos pobres jamais se frustrará” é o tema escolhido pelo papa Francisco para o III Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado em 17 de novembro. O Dia Mundial dos Pobres é fruto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e se realiza no domingo anterior ao da festa de Cristo Rei.

Em mensagem para a ocasião, o papa Francisco recorda que a promoção dos pobres, mesmo social, não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho. Neste ano, Francisco faz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual e constata que pouco mudou:

“Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus. ”

O pontífice cita as “muitas formas de novas escravidões”, como famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca duma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga; sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.

Lixeira humana

O papa fala também das periferias de nossas cidades, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento. “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo.”

Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, há uma definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. “Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o papa. “É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar.”

Compromisso intrínseco ao Evangelho

Jesus, por sua vez, não teve medo de se identificar com cada um deles. Francisco então adverte: esquivar-se desta identificação equivale a ludibriar o Evangelho e diluir a revelação. Sobretudo num período como o nosso, prossegue o papa, é preciso reanimar a esperança e restabelecer a confiança. “É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos.”

Francisco recorda que a promoção dos pobres, mesmo social, não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho; pelo contrário, manifesta o realismo da fé cristã e a sua validade histórica. Como exemplo, o Santo Padre cita Jean Vanier, que faleceu recentemente, e o define como um “grande apóstolo dos pobres”.

Mudança de mentalidade

Por ocasião deste Dia Mundial, Francisco não pede somente iniciativas de assistência, mas faz votos de que aumente em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.

“Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus.”

Em sua mensagem, o Pontífice não deixa de enaltecer o trabalho de inúmeros voluntários pelo mundo, mas recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de um sanduíche”.

“Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…”

Ao final da mensagem, o papa exorta a todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres: “peço que se empenhem para que este Dia Mundial possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade”.

Confira a mensagem do papa na íntegra (clique aqui)!

(Com informações do Vatican News/Bianca Fraccalvieri)

Fonte:CNBB

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Missa na Catedral às 17h: Festa da Santissima Trindade

Na tarde desse domingo, às 17h, Pe. Luciano Guedes presidiu a Missa da Trindade. Durante a missa ele conferiu o Sacramento da Confirmação a um adulto.
Fotos: PascomCatedralCG









sábado, 15 de junho de 2019

Festas Juninas: Cultura popular e religião se misturam no festejo em todo país


“Anarriê, pula a fogueira, oia a cobra, é mentira, oia a chuva, é mentira também”. Essas são algumas das frases típicas muito usadas durante as festas juninas, que além da tradição de alegrar o povo no mês de junho, celebram a memória de três santos católicos: Santo Antônio, no dia 13 de junho, São João Batista, dia 24, e São Pedro, no dia 29. Herança religiosa portuguesa que o Brasil cultiva até hoje.

Esse foi um dos temas destacados na revista Bote Fé, da Edições CNBB, publicada no trimestre abril/junho, e traz um pouco da cultura popular e da celebração dos santos que deram origem aos festejos juninos.



É neste período que as fogueiras, comidas típicas, brincadeiras, balões, bandeirinhas e as quadrilhas tomam conta dos salões, praças e igrejas para celebrar a festa dos santos católicos. O festejo que une o religioso e a cultura popular é comemorado nos quatro cantos do país. Em cada região, a festa assume uma particularidade seja no passo da música ou na preparação das comidas. Mas, o que garante unidade do festejo é a alegria do povo.

Luiz Gonzaga ilustra muito bem esses momentos em sua música “Noites Brasileiras”: “Ai que saudades que eu sinto/ Das noites de São João/ Das noites tão brasileiras na fogueira/ Sob o luar do sertão./ Meninos brincando de roda/ Velhos soltando balão/ Moços em volta à fogueira/ Brincando com o coração/ Eita, São João dos meus sonhos/ Eita, saudoso sertão”.

O frei Mário Sérgio dos Santos Souza pároco da paróquia Santo Antônio, na arquidiocese de Feira de Santana (BA), ressalta que o tempo passa e essa expressão cultural se preserva sobretudo no Nordeste do Brasil.

“Por isso, o sertão é tão cantado, o grande flagelo da seca, os namoros ingênuos e apaixonados, os santos também, as letras com certas denúncias da fome e da miséria em que vivia esse povo, mas nunca perdeu a fé a capacidade de se divertir. São João é esperado com toda a expectativa pelos nordestinos. É a festa que marca a identidade desse povo”.

O Nordeste é a região que ainda concentra as grandes festas juninas como a de Caruaru (PE) e a de Campina Grande (PB), que é considerada o maior São João do Mundo. Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, arcebispo da Paraíba, destacou em artigo publicado no site da diocese Campina Grande, quando ainda era bispo de lá, que a natividade de São João Batista é comemorada pelo povo com reza, forró, quadrilhas, confraternização, comida, bebida e fogos.

“As cidades se enfeitam e se transformam em grandes arraiás. Esta alegria contagiante tem razão de ser: João Batista nasce para anunciar Jesus Cristo e apresentá-lo ao mundo. Ele está associado a esta grande alegria, que invadiu o mundo a mais de dois mil anos atrás”, ressalta o arcebispo no texto.

A fé popular se transforma em festa pela alegria e esperança do povo que celebra os festejos juninos, que agora também são julinos e até agostinos. Frei Mário Sérgio descreve sua relação vivencial com os festejos juninos: “sou nordestino, sergipano e religioso. Então, o tempo de São João é muito forte para nossa região, para as nossas famílias e para as nossas comunidades religiosas”.

Das memórias das festas juninas de sua infância, o religioso recorda-se de um fato com seu avô “Seu. Maroto”. Ele fazia busca-pé e espadas para fazer guerra com fogueteiros de outras cidades e povoados. Essa é uma tradição que era muito esperada pelo povo. “Me lembro desde o momento em que todos iam aos tabocais para escolher as tabocas para confeccionar o busca-pé. Esse processo demorava meses”, lembra.

Brasília (DF) por ser uma cidade que congrega pessoas de todas as regiões do país também tem tradição junina com a realização do “Maior São João do Cerrado” que acontece na capital do país sempre em agosto. “O São João é festa de dentro para fora, que se aconchega na lida do povo, celebra um Brasil profundo, abarrotado de histórias, fulejo, audácia e fé”, destaca Edilane Oliveira, produtora do Maior São João do Cerrado.

Edilane ressalta ainda que os festejos juninos além da difusão de costumes e da cultura regional, representam fonte significativa para o desenvolvimento econômico e sociocultural das regiões em que ocorrem com maior intensidade, movimentando a economia e o turismo nacional.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 14 de junho de 2019

CNBB publica as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023


  • A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) acaba de publicar, por meio da Edições CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2019 – 2023.  A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. Trata-se do principal documento que o episcopado brasileiro aprovou durante a sua 57ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio.

  • Para o quadriênio 2019-2023, as diretrizes foram estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, apresentada com a imagem da “casa”, “construção de Deus” (1Cor 3,9). Em tudo isso, as Diretrizes – aprovadas pelos bispos do Brasil– convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade.

  • Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.

  • O Documento nº 109, de 93 páginas, é organizado em quatro capítulos. No primeiro, cujo título é o “Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo”, o texto aprofunda os desafios do contexto urbano e o papel das comunidades eclesiais missionárias neste contexto. O capítulo 2,  fala do “O olhar dos discípulos missionários” sobre os desafios presentes na cidade.

  • O terceiro capítulo, “A Igreja nas Casas”, apresenta a ideia de casa, entendida como “lar” para os seus habitantes, acentua as perspectivas pessoal, comunitária e social da evangelização, inserindo no espírito da Laudato Si’, a perspectiva ambiental. Essa casa é a comunidade eclesial missionária que, por sua vez, é sustentada por quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. O quarto capítulo, cujo título é “A Igreja em Missão” apresenta encaminhamentos práticos de ação para cada um dos pilares.

  • A publicação pode ser adquirida no blog da Edições CNBB no link: www.edicoescnbb.com.br

  • Fonte: CNBB