quarta-feira, 3 de julho de 2019

Composição da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB para o quadriênio 2019-2023

Com a apreciação das sugestões de nomes dos assessores na 99ª reunião do Conselho Permanente e a nomeação dos mesmos pela presidência da CNBB, fica completa a composição das Comissões Episcopais Pastorais da entidade para o próximo quadriênio (2019-2023), com presidente, bispos e assessores.

Na última Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio, foram eleitos os presidentes das comissões episcopais. Na última reunião do Conselho Permanente foram definidos os nomes dos bispos que integrarão as comissões sugeridos pelos presidentes e aprovados pelo conjunto do conselho.

O portal da CNBB passa, a partir desta edição, a apresentar a composição completa das comissões com um breve currículo dos bispos que a integram. Veja como fica a composição da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato:
Presidente:
Dom Giovane Pereira de Melo
O bispo de Tocantinópolis (TO), dom Giovane Pereira de Melo, foi eleito novo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para os próximos quatro anos durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em maio, em Aparecida (SP). Ele é natural de Salinas (MG). Foi ordenado presbítero em 24 de março de 1990, na diocese de Rondonópolis (MT). Foi ordenado para o episcopado pela imposição das mãos de dom Juventino Kestering, no dia 8 de maio de 2009, com o lema: “Cuidarei do rebanho de Deus a mim confiado” (Ez 34,11). Dom Giovane foi bispo referencial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), no estado do Tocantins regional Norte 3, e membro da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, sendo o responsável pelo acompanhamento do Setor CEBs em âmbito nacional.
Bispos referenciais:
Dom José Mário Scalon Angonese, bispo de Uruguaiana (RS)
Dom José é bispo de Uruguaiana desde maio de 2017, quando foi transferido da sede titular de “Giufi” e do ofício de auxiliar na arquidiocese de Curitiba. Nascido em 1º de junho de 1960 no município de Unistalda (RS), dom José  foi ordenado sacerdote em dezembro de 1989. Em fevereiro de 2013, dom José Mário foi nomeado bispo auxiliar de Curitiba, pelo papa Bento XVI. Seu lema episcopal é “Eis-me aqui, envia-me”, inspirado no profeta Isaías.

Dom Gabriele Marchesi, bispo de Floresta (PE)
Dom Gabriele é nascido em Incisa in Val d’Arno, em 1953, ele cursou filosofia no seminário diocesano de Fiesole, e teologia em Florença. Foi ordenado padre em 6 de julho de 1978, em Fiesole[1][2]. Foi pároco em vários lugares da diocese de Fiesole, na Itália, até o ano de 2003, quando muda-se para o Brasil e passa a trabalhar na diocese de Viana[4]. Foi nomeado Bispo de Floresta, pelo Papa Bento XVI, em 21 de fevereiro de 2013 e foi consagrado em 18 de maio de 2013, por Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana, tendo como co-sagrantes Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, bispo-emérito de Viana e Dom Gastone Simoni, bispo-emérito de Prato.
Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, bispo de Campos (RJ) Bispo de Campos (RJ), desde junho de 2011, dom Roberto, nasceu em Montevidéu (Uruguai), em 05 de junho de 1953. Há muitos anos é cidadão brasileiro. Sua Ordenação Sacerdotal aconteceu a 16 de dezembro de 1989, e incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre – RS. Nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Niterói com a sede titular de Accia, em 19 de dezembro de 2007, foi ordenado bispo na catedral metropolitana de Porto Alegre, no dia 22 de fevereiro de 2008, por dom Alano Maria Pena O.P. e apresentado na Arquidiocese de Niterói no dia 03 de março de 2008.
Como bispo, ele exerceu as seguintes atividades: Bispo Auxiliar de Niterói-RJ (2008); Vigário Geral da Arquidiocese de Niterói-RJ (2008); Assessor da CAMPEP (Comissão Arquidiocesana de Niterói da Pastoral de Educação Política) (2008); Assessor de Pastoral da Educação; Responsável pelo Setor Cultura da CNBB, na Comissão Episcopal Comunicação, Cultura, Universidades e Ensino Religioso (2008); Professor de Direito Canônico Eclesiástico no Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José de Niterói (2008); Bispo Assessor das Novas Comunidades da Arquidiocese de Niterói (2008); Responsável pela Comissão Bilateral Nacional Diálogo Católico-Presbiteriano (IPU-Igreja Presbiteriana Unida) (2010). Seu lema episcopal é  “Fostes chamados para a liberdade”.
Assessores:
Professor Laudelino Augusto dos Santos Azevedo – Itajubá (MG)
Celso Carias – CEB’s – Duque de Caxias ( RJ)
Padre Paulo Adolfo Simões – CEFEP – Pouso Alegre (MG)
Fonte:CNBB
 
 
 

terça-feira, 2 de julho de 2019

Após 14 anos cego, voltou a enxergar: O milagre da canonização de Ir. Dulce

O maestro José Maurício Bragança Moreira ficou cego durante 14 anos e, em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de Ir. Dulce dos Pobres; o reconhecimento deste milagre levará à canonização da primeira santa brasileira no próximo dia 13 de outubro, no Vaticano.

A apresentação do miraculado aconteceu na segunda-feira, 1º de julho, em Salvador (BA), durante coletiva de imprensa no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
“Eu sou paciente de glaucoma muito grave e ele me cegou durante 14 anos”, relatou José Maurício, segundo site da Arquidiocese de Salvador.
O maestro recordou que, em 2014, passou por “uma situação muito complicada”. “No dia do milagre, 10 de dezembro daquele ano, o meu coral ia cantar, mas a minha esposa nem me deixou sair de casa por causa do derrame que eu tive nos olhos devido a uma conjuntivite viral”.
“Eu passei a noite sem conseguir dormir e por volta das 4h eu peguei a imagem de Irmã Dulce, que fica na cabeceira da minha cama, e coloquei nos meus olhos e pedi a ela que aliviasse a minha dor, porque estava muito difícil, já que eu estava a quatro dias sem conseguir dormir”, contou.
 
De acordo com José Maurício, naquele mesmo momento, já bocejou. “Então, ela já me fez dormir e acredito que ela tenha operado durante o meu sono. Quando eu acordei de manhã, a minha esposa me deu umas compressas de gelo e foi quando eu comecei a enxergar o gelo e a ver a minha mão, e aos poucos a visão foi voltando”.
“O momento que começou o retorno da visão foi pouco tempo depois da oração. É um milagre", assegurou.
Entretanto, mesmo após voltar a enxergar, os exames clínicos de José Maurício continuam sendo como de um paciente cego.
“Eu ouvi de médicos que eu nunca ia voltar a enxergar porque a visão perdida do nervo ótico não se recupera. Eu nunca pedi para voltar a enxergar, pois eu tinha consciência de que era impossível. O que Irmã Dulce me deu foi muito mais do que a cura da conjuntivite ou o alívio da dor. Ela atendeu a minha oração. É uma gratidão infinita, pois eu nunca imaginei que isso ia acontecer em minha vida”, acrescentou o miraculado.
 
É possível ser santo nos dias de hoje
O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, participou da coletiva de imprensa e falou sobre o exemplo de Ir. Dulce para todos, mostrando que é possível ser santo nos dias de hoje.
“Irmã Dulce foi em nossa frente para dizer: a santidade em nossa época é possível; a santidade em nossa época não é algo irrealizável, não é para um grupinho de pessoas privilegiadas: é para todos”, disse o Prelado.
 
Segundo ele, o “Anjo Bom da Bahia” veio “nos mostrar isso amando, amando a Jesus, servido a Jesus nos pobres. É possível sermos santos!”, exclamou.
“Nós vamos ter um exemplo muito concreto de como agradar a Deus. Agrada a Deus quem faz a Sua vontade, a vontade de Deus é que a gente O ame sobre todas as coisas, e ame ao próximo de forma muito concreta”.
Por isso, disse, “agora nós vamos seguir com mais carinho, com mais disposição, nos voltar para os necessitados”.
Dom Murilo assinalou ainda que, provavelmente, muitas pessoas, “em números, fizeram mais do que Irmã Dulce, mas poucos fizeram com tanto amor e é isso o que caracteriza o trabalho dela: o amor que ela colocou naquilo que ela fez”.
 
O Arcebispo informou ainda que, após a cerimônia de canonização presidida pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano, no dia seguinte, “portanto 14 de outubro, às 10h, na Igreja Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, nós teremos a Missa da Santíssima Trindade, agradecendo este dom”.
Por outro lado, “no dia 20 de outubro, às 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador, será a primeira Missa oficial no Brasil”.
Fonte: Acidigital

 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.
Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.
Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis 

Irmã Dulce, cujo nome de batismo era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, é recordada por sua obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Após canonização, a beata levará o nome santo de Santa Dulce dos Pobres e seu dia será celebrado sempre no dia 13 de agosto, a partir de 2020.
O Segundo Milagre
O Vaticano anunciou a canonização de Irmã Dulce em maio deste ano, quando um segundo milagre atribuído à intercessão da religiosa, também conhecida como “O Anjo bom da Bahia”, foi reconhecido por meio de decreto. A pessoa agraciada é um homem que morava na Bahia e foi curado após passar 14 anos cego. Ele participou da coletiva nesta segunda-feira.
O milagre teria ocorrido após o homem pedir a Irmã Dulce para interceder por ele, por conta de uma conjuntivite, pouco antes de dormir. Quando acordou, no dia seguinte, o homem havia melhorado da doença e voltado a enxergar, segundo a Arquidiocese de Salvador.

O milagre intriga médicos, pois, mesmo após voltar a enxergar, os exames do homem apontam lesões que deveriam impedir que ele tivesse o sentido.
Além desses dois milagres reconhecidos, mais de 10 mil outros relatos feitos por fiéis do mundo inteiro são armazenados pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador. Há depoimentos de cura de câncer, superação de vício em drogas, conquista de emprego, solução de dívidas e problemas familiares, sobrevivência a acidentes graves.
Com informações Vatican News
Fonte: CNBB
Terço Diocesano dos Homens promove Pedalada da Fé em Campina Grande (PB)

Ontem(30/6), aconteceu a primeira paedalada da fé nas principais ruas da cidade de Campina Grande. A concentração teve inicio às 8h, na praça da Catedral, em seguida as pessoas saíram pelas ruas rezando o terço, concluindo a oração no Parque do Povo onde se desenvolve desde o último dia 7 o MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO. A Pedalada foi transmitida ao vivo pela Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Catedral e também fotografada.  Acesse o facebook.com/CatedralCG e instagram.com/catedralcg e veja como foi o evento.
Informações e fotos: PascomCatedralCG







sábado, 29 de junho de 2019

7 chaves para entender por que São Pedro e São Paulo são celebrados juntos

Hoje, 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, entretanto, há algumas dúvidas sobre as verdadeiras razões do motivo de a festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.

A seguir, 7 chaves que permitem entender isso:

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Cel ebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.
2. Ambos padeceram em Roma
Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano na Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja durante a perseguição e até o seu martírio no ano 64. Foi crucificado de cabeça para baixo, a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo.
São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.
3. São fundadores da Igreja de Roma
Na homilia de 2012 na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.
4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho
Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de “padroeiros principais da Igreja de Roma”.
“Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou.
5. São a versão contrária de Caim e Abel
O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.
“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.
6. Porque Pedro é a “rocha”
Esta celebração recorda que São Pedro foi escolhido por Cristo – “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” – e humildemente aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.
Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.
Como explicou em sua homilia o Sumo Pontífice Bento XVI, “na passagem do Evangelho de São Mateus (...), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a ‘pedra’, a ‘rocha’, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja”.
7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja
São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.
“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.
Fonte: Acidital