sábado, 8 de outubro de 2016

Outubro, mês de Nossa Senhora e do Rosário

Neste mês de outubro, meditemos sobre a dignidade de Nossa Senhora e as excelências do Santo Rosário.
Nossa Senhora do Rosário, cuja festa celebramos no mês de Outubro, nos recorda que a devoção mariana é muito querida em toda a Igreja, não somente pelos leigos, mas por todo o novo povo de Deus. Muitos santos e santas foram grandes devotos de Maria e do Rosário, como São Domingos de Gusmão, Santa Teresa d’Ávila, São Luís Maria Grignion de Montfort, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, São Pio de Pietrelcina e tantos outros homens e mulheres de Deus. Muitos Papas também ficaram conhecidos por sua especial devoção a Virgem Maria e ao Santo Rosário. Entre os vários Sumo Pontífices rosarienses, destacamos alguns dos mais importantes: “Sixto V, de feliz memória, aprovou o antigo costume de recitar o Rosário; Gregório XIII instituiu a festa do Rosário; Clemente VIII introduziu-a no Martirológio; Clemente XI estendeu-a a toda a Igreja; e Benedito XIII inseriu-a depois no Breviário Romano”.
Entre os Papas rosarienses mais recentes, três foram excepcionalmente grandes: Leão XIII escreveu 44 documentos sobre o Rosário, decretou que a sua festa e o seu Oficio fossem celebrados em toda a Igreja. Além disso, o Papa do Rosário, como ficou conhecido, quis que o mês de Outubro inteiro fosse consagrado à devoção do Rosário e prescreveu que nas Ladainhas Lauretanas se acrescentasse a invocação: “Rainha do sacratíssimo Rosário”; Paulo VI escreveu nada menos que 26 documentos sobre o Rosário, além da magnífica Exortação Apostólica Marialis Cultus, na qual dedica um longo capítulo sobre o Rosário e o incentiva vivamente; São João Paulo II escreveu a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, na qual revelou: “O Rosário é a minha oração predileta”. Através desse documento, o Santo Padre proclamou o “Ano do Rosário”, de Outubro de 2002 até Outubro de 2003, e inseriu no Rosário os mistérios da Luz ou Luminosos.
A devoção a Virgem Maria e o Santo Rosário
Consideremos o grau sublime de dignidade e de glória a que Deus elevou a augustíssima Virgem Maria e facilmente compreenderemos que grande vantagem traz às nossas vidas e a toda a sociedade o contínuo desenvolvimento e a sempre mais ardente propagação do culto mariano. Deus escolhe Nossa Senhora desde a eternidade para ser Mãe do Verbo, que se fez carne. Por isso, entre todas as criaturas mais belas na ordem da natureza, da graça e da glória, o Senhor distinguiu a Santíssima Virgem com privilégios tais, que a Igreja com razão aplica a ela as palavras do livro do Eclesiástico: “Saí da boca do Altíssimo; nasci antes de toda criatura” (Eclo 24, 5).
Quando Adão e Eva pecaram e todo gênero humano foi contaminado pela mancha do pecado original, a Virgem Maria nos foi dada como penhor da futura reconciliação e salvação. Na plenitude dos tempos, o Filho de Deus honrou sua Mãe durante a sua vida oculta e também a escolheu como cooperadora nos seus dois primeiros milagres. O primeiro foi um milagre da ordem da graça, que se deu quando a Virgem de Nazaré saudou Isabel e a criança que trazia em seu seio estremeceu de alegria (cf. Lc 1, 39-45). O segundo foi um milagre na ordem da natureza, que aconteceu nas bodas de Caná, quando Jesus transformou a água em vinho por intercessão de Maria (cf. Jo 2, 1-12). Por fim, no momento em que reconciliava a humanidade com o Pai, Cristo confiou Maria ao Discípulo Amado, com aquelas suavíssimas palavras: “Eis aí tua mãe!” (Jo. 19, 27), como que num testamento espiritual.
Neste mês de Outubro, tomemos posse desse testamento para nós mesmos e para Igreja, tão sofrida, coloquemo-nos sob a proteção de Nossa Senhora, através da recitação do Santo Rosário. O Papa Leão XIII dedicou a Virgem Maria o mês de Maio, que é o mês flores no hemisfério norte, e consagrou também a ela, com afeto de singular piedade, o mês de Outubro, que é mês dos frutos. Pois, pareceu justo ao Pontífice dedicar estes dois meses do ano a Mãe de Deus, que disse de si: “As minhas flores tornaram-se frutos de glória e de riqueza” (Eclo 24, 23).
A união e a perseverança na recitação do Rosário
A união e a perseverança estão perfeitamente unidas na oração do Rosário. Nele, pela nossa repetição insistente das mesmas orações nós demonstramos que queremos obter do Pai Celeste o seu Reino de graça e de glória (cf. Lc 11, 13). Pelo Rosário, com as nossas reiteradas súplicas a Santíssima Virgem, imploramos para nós pecadores o seu auxílio e a sua intercessão durante toda a nossa vida, especialmente na hora morte, que é a porta da eternidade. Ademais, o Rosário da Virgem Maria é excelente para a oração em comum.
Hoje somos chamados a resgatar esta devoção que floresceu entre os nossos antepassados. As famílias cristãs, nas cidades e nos campos, consideravam como um sagrado dever reunir-se, à noite, depois dos trabalhos do dia, diante de uma imagem de Nossa Senhora, para recitar o Rosário. “Ela [Nossa Senhora] se comprazia tanto nesta fiel e concorde homenagem, que, como uma mãe entre a coroa de seus filhos, assistia propícia aqueles seus devotos, e concedia-lhes o dom da paz doméstica, penhor da paz do Céu”. Ao refletir sobre a eficácia do Rosário rezado em comum, o Papa Leão XIII declarou explicitamente ser seu “vivo desejo que ele fosse recitado todo os dias nas catedrais das simples Dioceses, e todos os dias de festa nas igrejas paroquiais”.
Assim, neste mês de Outubro, somos chamados a ouvir a voz de Deus que, particularmente através dos pontífices, nos recomendou insistentemente devoção a Virgem Maria e a oração do Santo Rosário. Em nossa oração pessoal, nas famílias, nos locais de trabalho, nas igrejas e capelas, somos chamados a rezar o Rosário. Além disso, incentivemos vivamente a devoção a Virgem Maria, que nos conduz com segurança pelos caminhos do seu Filho Jesus Cristo.
Oração do Beato Bartolo Longo a Nossa Senhora do Rosário
Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último beijo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há-de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no céu.
Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Nunca é tarde: aos 101, brasileira recebe a Primeira Comunhão

Dona Penha, uma senhora de 101 anos, viveu um momento único em sua vida no último dia 27 de setembro, em Santo Antônio de Pádua (RJ). Ela recebeu a Primeira Comunhão em uma missa celebrada na capela do asilo Nossa Senhora do Carmo. Para os que presenciaram o fato, tratou-se de um grande testemunho do amor de Deus.
“Foi um momento muito bonito e nos mostrou que nunca é tarde para receber a Eucaristia, que para quem busca Deus não há tempo ou vergonha que possa impedir”, declarou a auxiliar administrativa da instituição, Josiane Ribeiro, e afirmou que ocasiões como esta ajudam a “reafirmar a fé”.
Josiane contou à ACI Digital que Dona Penha chegou há cerca de um ano ao asilo administrado pelas Irmãs da Associação Nossa Senhora do Rosário de Fátima. No local, há uma capela na qual são celebradas Missas durante a semana.
“A Dona Penha começou a acompanhar as outras senhoras e um dia pediu para se confessar. O Padre Domingos Sávio Silva Ferreira, então, percebeu que ela ainda não tinha recebido a Comunhão e pediu para as irmãs a prepararem para receber o sacramento”, lembrou Josiane.
Segundo a funcionária da instituição, após essa preparação, Dona Penha comungou pela primeira vez e quem a acompanhou pôde ver que “isso era realmente o que ela queria”. “Mesmo aos 101 anos, ela é muito lúcida, preparou-se e recebeu a Primeira Eucaristia de coração”.
Para Josiane, esse episódio foi um testemunho não só para as pessoas que convivem com Dona Penha no asilo, mas também para tantas outras que puderam compartilhar esse momento por meio das redes sociais. “Colocamos as fotos no Facebook do asilo e muitas pessoas viram, comentaram, parabenizaram”, disse.
No Facebook da entidade, o post alcançou centenas de curtidas e compartilhamentos, entre os comentários, um internauta destacou: “Sempre há tempo, o dela foi agora! Deus a abençoe!”.
Texto: Natalia Zimbrão
Foto: Facebook Asilo Pádua
Fonte: ACIDIGITAL

São Francisco de Assis, o santo que desposou a pobreza

Neste dia, fazemos memória a São Francisco de Assis, o mais santo dos italianos, que renunciou toda a riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”
Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”.
Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.
Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho.
Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224.
Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.
São Francisco de Assis, rogai por nós!
Texto: Canção Nova
Foto: Google Imagens

sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje é celebrada Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja

“Quero passar meu céu fazendo o bem na terra”, dizia Santa Teresa de Lisieux, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, cuja festa é celebrada neste dia 1º de outubro. A santa carmelita, mesmo com sua vida contemplativa, tornou-se a padroeira das missões e doutora da Igreja.
Santa Teresa viveu somente 24 anos. Mas, deixou um grande legado de amor para a Igreja, o qual se tornou muito conhecido com o passar do tempo.
Marie Françoise Thérèse Martin nasceu em Alençon (França), em 2 de janeiro de 1873, filha do casal Louis Martin e Zélia Guérin, que foram canonizados no ano passado pelo Papa Francisco.
Uma família modesta e temente a Deus, que teve como frutos oito filhos antes da caçula Teresa. Quatro deles, porém, morreram ainda novos, restando em vida Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Teresinha entrou para o Mosteiro das Carmelitas em Lisieux aos 15 anos de idade, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Entregou-se com inteira decisão e consciência à tarefa de ser santa. Sem perder o ânimo, diante da aparente impossibilidade de alcançar os pontos mais elevados da renúncia de si mesma, costumava repetir: “Deus não inspira desejos impossíveis. Não tenho que me fazer mais do que sou, mas sim me aceitar tal como sou, com todas minhas imperfeições”.
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre como um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.
Teresinha tinha um profundo desejo em seu coração de ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Queria ser tudo, até que descobriu sua vocação: “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor”.
Santa Teresa morreu de tuberculose, em 30 de setembro de 1897, dizendo suas últimas palavras: “Oh!… amo-O. Deus meu,… amo-Vos!”.
Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.
Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925, pelo Papa Pio XI, que a declarou “Patrona Universal das Missões Católicas”, em 1927.
Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II a proclamou doutora da Igreja. Na ocasião, disse: “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”.
“O desejo que Teresa expressou de ‘passar seu céu fazendo o bem na terra’ segue cumprindo-se de modo admirável. Obrigado, Pai, porque hoje nos faz próxima de uma maneira nova, para louvor e glória de seu nome pelos séculos!”, concluiu São João Paulo II.
Fonte: ACIDIGITAL

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Papa: Jubileu é tempo de misericórdia para todos, bons e maus

“O perdão na Cruz” foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 28. A reflexão foi baseada no relato do evangelista Lucas sobre os dois malfeitores crucificados com Jesus, que se dirigiram a ele, cada um de um modo.
Morrendo na cruz, inocente entre dois criminosos, cumpre-se a doação de amor de Jesus e a humanidade é salva para sempre. Fica demonstrado, acrescentou o Papa, que a salvação de Deus pode chegar a todos, em qualquer condição, mesmo a mais dolorosa. “Por isso o Jubileu é tempo de graça e misericórdia para todos, bons e maus, estejam em saúde ou na doença. Nada pode nos separar do amor de Cristo!”.
“A quem está crucificado numa cama do hospital, a quem vive recluso num cárcere, a quem está encurralado pelas guerras, eu digo: Levantai os olhos para o Crucificado. Deus está convosco, permanece convosco na cruz e a todos se oferece como Salvador”, acrescentou.

O bom ladrão que respeita Deus

O primeiro malfeitor insultou Jesus na Cruz: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”. Segundo Francisco, esse foi um grito angustiado, diante do mistério da morte, ele sabia que somente Deus podia dar uma resposta de salvação.
Já o segundo malfeitor era o chamado ‘bom ladrão’ e suas palavras foram um modelo maravilhoso de arrependimento, observou o Papa. Primeiro, ele se dirigiu a seu companheiro: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma pena?”, uma expressão que evidencia o temor de Deus – não o medo de Deus – mas o respeito que lhe é devido.
Francisco explicou que o bom ladrão se dirige diretamente a Jesus, confessa abertamente a própria culpa, invoca sua ajuda, chama-O pelo nome, pede a Jesus que se lembre dele: é a necessidade do homem de não ser abandonado. Assim, o condenado à morte se torna modelo do cristão que se entrega a Jesus.

Perdão em gestos concretos

A promessa feita ao bom ladrão – “Hoje estarás comigo no Paraíso” – revela o pleno cumprimento da missão que o trouxe à terra. Desde o início até ao fim, Jesus se revelou como Misericórdia; Ele é verdadeiramente o rosto da misericórdia do Pai: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem». E não se trata apenas de palavras, mas de gestos concretos como no perdão oferecido ao bom ladrão.
Concluindo, o Papa convidou todos a deixarem que a força do Evangelho penetre no coração e console, dê esperança e a certeza íntima de que ninguém está excluído do seu perdão.
Fonte: Canção Nova