segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bispos refletem “A origem da Igreja” e a “Razão de ser do Sacerdócio" em encontro no RJ






Dom Gebhard Ludwing Müller, bispo da diocese de Regensburg, Alemanha, ministrou a primeira palestra desta quinta-feira, 3, no 20º Encontro para Bispos, que acontece no Centro de Estudos Sumaré, no Rio de Janeiro. “A origem da Igreja no ministério do Deus trino” foi o tema de suas colocações. No primeiro dia do encontro, o bispo teve outra participação com a palestra “Sacralidade e constituição carismática da Igreja”.
Nas suas colocações, o bispo alemão explicou a origem da Igreja na autocomunicação de Deus, pois não é uma sociedade religiosa fundada pelos homens, a sua missão pode ser compreendida na criação, redenção e na consumação. Ele acrescentou que, o povo de Deus se torna “Corpo de Cristo”, porque ele, Cristo, é o mediador da salvação.
“Povo de Deus e Corpo de Cristo não são, portanto, conceitos simplesmente alternativos. Pelo contrário, eles precisam ser vistos em sua relação recíproca e à luz da autocomunicação histórico-salvífica do Deus trino. Somente através da encarnação do Filho e no Espírito Santo está aberto o caminho que nos leva ao Pai”, explicou.
Dom Müller aproveitou o contexto para fazer uma relação com o Concílio Vatino II, tema central do curso.Ele afirmou que o Concílio pode oferecer mais uma perspectiva para a tensão entre a vontade salvífica universal e a necessidade, para a salvação, de pertencer à Igreja concreta.
Para concluir a sexta palestra do curso, o bispo disse que a Igreja é o Sacramento através do qual Deus mostra, na história, sua divina vontade salvífica manifestada em Cristo, direcionando-a até a consumação escatológica.
“Tendo em vista tudo isso, a Igreja também se encontra em uma particular tensão. Como construção social, através de sua confissão de fé e sua estrutura, ela se limita e se distingue de outras. Porém ela é, ao mesmo tempo, internamente dinamizada, através de sua missão de servir à realização da vontade salvífica de Deus, que se tornou concreta em Cristo”.
A razão de ser do sacerdócio
Em um outro momento, após o intervalo, Dom Gebhard Müller ministrou a 7ª palestra do Curso sobre o tema “A missão sacerdotal da Igreja e da Eucaristia”. Desta vez, o bispo de Regensburg fez uma correlação interna e constitutiva entre Igreja e Eucaristia encontrada nos documentos do Concílio Vaticano II.

Ele refletiu sobre a Eucaristia e o sacerdócio serem relacionados um ao outro pelo próprio Jesus Cristo. E acrescentou que, na celebração da última ceia, Ele instituiu o sacramento da Eucaristia e do sacerdócio. De posse do conhecimento dessa relação, o sacerdote – também face à sua vocação – precisa compreender-se como homem eucarístico no fundo de sua existência.

“O saber profundo de ser Eucaristia o centro de nossa fé, centro que nos edifica, e onde Cristo nos reúne como sua Igreja, torna-se o estímulo necessário para manter aceso o anseio e a fome espiritual pelo mistério central da entrega de Jesus Cristo”, sublinhou.
O palestrante concluiu citando uma frase dita por Jesus aos Apóstolos: “Fazei isso para celebrar a minha memória!” (ICor 11,25). “Ele desejou que os bispos saibam acolher esse mandato como ensejo que estimula a penetrar no mistério da Eucaristia e possuí-la como centro da fé, pois o próprio Cristo se faz presente sob as espécies de pão e vinho”, concluiu.
Cardeal dom Cláudio Hummes
O cardeal dom Cláudio Hummes foi o responsável pela abertura das atividades desta quinta-feira, 3, no Encontro para Bispos. Ele presidiu a celebração eucarística com laudes. A participação de dom Cláudio no evento prevê ainda o encerramento, nesta sexta-feira, 4, com a palestra, “O clero: 50 anos após o Concílio. Desafio para os bispos”.
CNBB com Arquidiocese do Rio


3° Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais da Juventude Missionária






Começa hoje, 3, na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília, o 3° Encontro Nacional de coordenadores Estaduais da Juventude Missionária.
Serão cerca de 30 participantes, representando a Juventude Missionária de cada estado. O tema do encontro será “Formação Permanente do Jovem Missionário – Jovens Discípulos Missionários de Jesus Cristo”.
“Este encontro tem o objetivo de fortalecer os grupos da Juventude Missionária pelo Brasil” disse o secretário Nacional da Pontifícia Obra da propagação da fé Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto.
A programação inclui momentos de espiritualidade e formação missionária, apresentação dos caminhos e trabalhos realizados pela Juventude Missionária em cada estado, avaliação dos encontros e materiais utilizados pelos jovens missionários e planejamento da caminhada do secretariado nacional.
Além disso, no sábado, 5, será apresentado o primeiro CD nacional da Juventude Missionária, cujas canções foram elaboradas e enviadas pelos jovens de todo o País.
O encontro vai até o início da tarde do domingo, 6.
Fonte:CNBB

"Oração não é tempo perdido", defende Bento XVI


O Papa dedicou a Catequese desta quarta-feira, 2, a uma meditação sobre a vida e testemunho de Santa Teresa d'Ávila - também conhecida como Santa Teresa de Jesus -, um dos vértices da espiritualidade cristã de todos os tempos e responsável pela reforma da Ordem Carmelitana.

A santa sublinha a importância essencial da oração - "'significa conversar em amizade, porque frequentamos o cara a cara com Aquele que sabemos que nos ama' (Vita 8, 5)", diz Teresa em um trecho citado por Bento XVI .

"O tempo da oração não é tempo perdido, é tempo no qual se abre a estrada da vida, abre-se a estrada para aprender de Deus um amor ardente a Ele, à sua Igreja, e uma caridade concreta para os nossos irmãos. [...] A oração é vida e se desenvolve gradualmente de mãos dadas com o crescimento da vida cristã: começa com a oração vocal, passa pela interiorização através da meditação e o recolhimento, até alcançar a união de amor com Cristo e com a Santíssima Trindade. Obviamente, não se trata de um desenvolvimento em que subir aos degraus mais altos signifique deixar o precedente tipo de oração, mas é, mais que tudo, um aprofundamento gradual no relacionamento com Deus que envolve toda a vida", ensina o Santo Padre.

Acesse
.: Catequese de Bento XVI sobre Santa Teresa de Jesus

Teresa resume a verdade em dois princípios fundamentais: "de um lado, 'o fato de que tudo aquilo que pertence ao mundo daqui passa'; de outro, que somente Deus é 'para sempre, sempre, sempre', tema que retorna na famosíssima poesia 'Nada te perturbe / nada te espante; / tudo passa. Deus não muda; / a paciência tudo alcança; / quem tem a Deus, / nada lhe falta. / Só Deus basta!'", ressalta o Bispo de Roma.

O Pontífice  salienta que não é fácil resumir em poucas palavras a profunda e articulada espiritualidade teresiana, mas menciona alguns pontos essenciais do ensinamento da santa.

Em primeiro lugar, as virtudes evangélicas como base de toda a vida cristã e humana - como o desapego dos bens, o amor uns pelos outros, a humildade, a determinação e a esperança teologal -, sem esquecer as virtudes humanas - afabilidade, veracidade, modéstia, cortesia, alegria, cultura.

Em segundo lugar, uma profunda sintonia com os grandes personagens bíblicos e a escuta viva da Palavra de Deus.

Outro tema importante é a centralidade da humanidade de Cristo. "Para Teresa, de fato, a vida cristã é relação pessoal com Jesus, que culmina na união com Ele por graça, por amor e por imitação. Daí a importância que ela atribui à meditação da Paixão e à Eucaristia, como presença de Cristo, na Igreja, para a vida de todo o crente e como coração da liturgia".

Por fim, a perfeição é outro aspecto essencial da doutrina teresiana, entendida como aspiração de toda a vida cristã e meta final da mesma. Para Teresa, perfeição é habitar na Trindade, é união a Cristo através do mistério da sua humanidade.

"Na nossa sociedade, com frequência carente de valores espirituais, Santa Teresa ensina-nos a ser testemunhas incansáveis de Deus, da sua presença e da sua ação, ensina-nos a sentir realmente esta sede de Deus que existe na profundidade do nosso coração, este desejo de ver Deus, de buscar Deus, de estar em colóquio com Ele e de ser seus amigos. Essa é a amizade que é necessária para nós todos e que devemos buscar, dia após dia, de novo", expressou o Santo Padre.


Santa Teresa

A santa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515, em uma família numerosa, com nove irmãos e três irmãs. Aos nove anos, após ler sobre a vida de alguns mártires, improvisou uma breve fuga de casa para morrer como um deles, com o "desejo de ver Deus", como disse a seus pais. Fica órfã aos 12 anos.

Entra no mosteiro carmelitano da Encarnação, também em Ávila, aos 20 anos. Três anos depois fica gravemente doente, a ponto de permanecer quatro dias em coma, aparentemente morta. Em 1543, seu pai morre e todos os seus irmãos emigram, um após o outro, para a América. Em 1554, aos 39 anos, alcança o cume da luta contra as próprias debilidades e um profundo sentido da presença de Deus.

Em 1562, funda, em Ávila, o primeiro Camelo reformado. Nos anos seguintes, prossegue as fundações, que chegam ao número de dezessete. Em 1568, encontra-se com São João da Cruz e ambos instituem o primeiro convento dos Carmelitanos Descalços. Obtém de Roma a aprovação como província autônoma para os Carmelos reformados, ponto de partida da Ordem Religiosa dos Carmelitanos Descalços, em 1580.

Morre em 15 de outubro de 1582, em meio à sua atividade de fundação, no retorno a Ávila. Repete humildemente duas expressões: "No final, morro como filha da Igreja" e "Chegou a hora, meu esposo, em que nos veremos".

É beatificada por Paulo V em 1614 e canonizada, em 1622, por Gregório XV. É proclamada Doutora da Igreja pelo Servo de Deus Paulo VI, em 1970.

Uma de suas obras principais é o Livro da Vida, chamado por ela de Livro das Misericórdias do Senhor, composto no Carmelo de Ávila em 1565. A obra abrange o percurso biográfico e espiritual da vida de Teresa, com o objetivo de evidenciar a presença e a ação de Deus misericordioso na sua vida.

Em 1566, escreve Caminho de Perfeição. A obra mística mais famosa de Teresa é o Castelo interior, escrito em 1577 - é uma releitura do seu caminho de vida espiritual e, ao mesmo tempo, uma codificação da possível evolução da vida cristã rumo à sua plenitude, a santidade, sob a ação do Espírito Santo. Já á atividade de fundadora dos Carmelos reformados, Teresa dedica o Livro das fundações, escrito entre 1573 e 1582.

"Mais do que uma pedagogia da oração, a de Teresa é uma 'mistagogia': ao leitor das suas obras, ensina a rezar rezando ela mesma com ele; frequentemente, de fato, interrompe a história ou a exposição para irromper em uma oração", explica o Sucessor de Pedro.










A audiência

O encontro do Bispo de Roma com os fiéis reunidos na Sala Paulo VI aconteceu às 7h30 (horário de Brasília - 10h30 em Roma). A intenção do Papa é iniciar uma breve série de encontros para completar a apresentação dos Doutores da Igreja, no contexto de Catequeses dedicadas aos padres da Igreja e grandes figuras de teólogos e mulheres da Idade média.

De surpresa, uma criança dirigiu-se à presença do Papa e ficou alguns segundos diante de Bento XVI e de seu secretário pessoal, monsenhor Georg Gänswein.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"Dou as boas vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta Audiência! Que o exemplo e a intercessão de Santa Teresa de Jesus vos ajudem a ser, através da oração e da caridade aos irmãos, testemunhas incansáveis de Deus em uma sociedade carente de valores espirituais. Com estes votos, de bom grado, a todos abençoo".

Como hoje celebra-se também o Dia da Vida Consagrada, o Santo Padre dirigiu algumas palavras referentes à data:

"Recomendo às vossas orações aqueles que, fazendo os votos de pobreza, castidade e obediência, buscam a santidade no serviço às crianças, aos jovens, às pessoas doentes, anciãs e sozinhas. Somos gratos às orações e trabalho que desenvolvem nas paróquias, nos hospitais, nas casas de repouso e nas escolas. O vosso serviço é, para a Igreja, um dom particularmente precioso. Abençoo de coração a todos aqueles que vivem seguindo os conselhos evangélicos".


Fonte: Canção Nova



Consagrados são chamados a um testemunho profético, diz Papa



Durante sua homilia na celebração da Apresentação do Senhor e do Dia Mundial da Vida Consagrada, realizada nesta quarta-feira, 2, na Basílica Vaticana, o Papa Bento XVI destacou que os consagrados são chamados a um testemunho profético ligado a uma dupla atitude contemplativa e ativa.
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.: Homilia do Papa na celebração da Apresentação do Senhor e Dia Mundial da Vida Consagrada


“Aos consagrados e às consagradas é pedido, de fato, a manifestação da supremacia de Deus, sua paixão pelo Evangelho praticado como forma de vida e anunciado aos pobres e aos últimos da terra”, salientou o Santo Padre.

Bento XVI recordou que, na Festa comemorada nesta quarta-feira, contempla-se o Senhor  Jesus que Maria e José apresentaram ao templo “para oferecê-lo ao Senhor” (Lc 2,22). E, como explica o Pontífice, é nesta cena evangélica que se revela o mistério do Filho da Virgem, o consagrado do Pai, vindo ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade (cfr Eb 10,5-7).

Por isso, “a Apresentação de Jesus ao templo constitui um eloquente ícone da total doação da própria vida pelos homens e mulheres chamados a desempenhar na Igreja e no mundo, mediante os conselhos evangélicos, 'os aspectos divinos de Jesus virgem, pobre e obediente'”, disse o Papa.

Na certeza da primazia de Deus, Bento XVI salienta que nada pode prevalecer sobre o amor pessoal por Cristo e pelos pobres no qual Ele vive. “A verdadeira profecia nasce de Deus, da amizade com Ele, da escuta atenta de sua Palavra nas diversas circunstancias da história”, enfatiza. 

Assim, a vida consagrada é no mundo e na Igreja sinal visível desta busca pelo vulto de Deus pelos caminhos que levam a Ele. O Papa ressalta que a pessoa consagrada testemunha o compromisso alegre e árduo da busca assídua e sábia da vontade de divina.

Bento XVI exorta aos consagrados que estes sejam ouvintes assíduos da Palavra, porque cada sabedoria de vida nasce da Palavra de Deus. “Sejam contadores da Palavra, por meio da lectio divina, porque a vida consagrada nasce do acolhimento da Palavra de Deus e acolhimento do Evangelho como sua norma de vida. Vivendo sob as pegadas de Jesus casto, pobre e obediente é de tal modo uma 'exigência' vivente da Palavra de Deus”, completou o Santo Padre.

Diante de uma sociedade marcada pela pluralidade, por uma progressiva marginalização da religião da esfera pública, por um relativismo que toca os valores fundamentais, Bento XVI salientou a exigência de um testemunho cristão luminoso e coerente.

“A nossa ação apostólica, em particular, queridos irmãos e irmãs, torna-se empenho de vida que acende, com perseverante paixão, a sabedoria como verdade e como beleza, 'esplendor da verdade'”, destacou.

Acreditando na ação do Espírito Santo que guia cada passo da Igreja, o Papa confiou a Virgem Maria todos os consagrados do mundo “confio a ti toda a vida consagrada, para que tu conceda a plenitude da luz divina, para que a Igreja seja edificada pela santidade de vida desses seus filhos e filhas”, pediu o Santo Padre.
Fonte: Canção Nova

Criança brasileira quebra protocolo e recebe benção do papa Bento XVI


 
Nesta quarta-feira (2), durante a cerimônia papal, um menino de seis anos quebrou o protocolo e correu subitamente em direção à Bento XVI em sua tribuna, durante sua audiência semanal.
A criança de origem brasileira, segundo testemunhas, se apresentou diante do pontífice enquanto as delegações de peregrinos de língua portuguesa assistiam à cerimônia na sala Paulo VI e eram anunciadas. Percebendo a movimentação das forças de segurança, o monsenhor Georg Ganswein, secretário do papa, fez um gesto discreto permitindo que o menino fosse até o pontífice.
A cena provocou risos nas quase 3.000 pessoas que participavam da audiência, segundo o Vaticano.  Bento XVI sorriu para o menino, que vestia um casaco de listras amarelas e pretas, trocou algumas palavras com ele antes de dar-lhe a bênção.
Fonte: http://www.redevida.com.br/