terça-feira, 1 de março de 2011

BENTO XVI: “O ABORTO NÃO RESOLVE NADA”


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Papa às mulheres que abortaram: ''Abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos''
O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes da 17ª  Assembleia Anual da Pontifícia Academia para a Vida na manhã deste sábado, 26, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano. Os temas dos debates da Academia, que iniciaram no dia 24, foram as consequências do aborto e da utilização de bancos para conservação de cordão umbilical.

"O aborto não resolve nada, mas mata a criança, destrói a mulher e cega a consciência do pai da criança, arruinando, frequentemente, a vida familiar", disse o Pontífice.

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.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI na Plenária da Academia para a Vida


Bento XVI recordou também a importante função dos médicos em defender do engano as mulheres que pensam encontrar no aborto a solução para os conflitos familiares:

"Tal tarefa, todavia, não diz respeito somente à profissão médica e aos agentes de saúde. É necessário que a sociedade toda se coloque em defesa do direito à vida do concebido e do verdadeiro bem da mulher, que nunca, em nenhuma circunstância, poderá se realizar na escolha do aborto", exclamou.

Quanto às mulheres que já tenham recorrido à prática e que agora experimentam um drama moral e existencial, o Papa salientou que é preciso oferecer apoio psicológico e espiritual para uma recuperação plena. "A solidariedade da comunidade cristã não pode renunciar a esse tipo de corresponsabilidade", disse.

Com relação à temática da síndrome pós-abortiva – o grave desconforto psíquico experimentado frequentemente pelas mulheres que recorrem ao aborto voluntariamente –, o Santo Padre explicou que isso "revela a voz insuprimível da consciência moral e a ferida gravíssima que ela sofre cada vez que a ação humana atraiçoa a inata vocação do ser humano ao bem".

Nessa perspectiva, o Sucessor de Pedro definiu consciência moral como uma prerrogativa não apenas dos cristãos ou dos fiéis, mas como algo que acomuna todo o ser humano e ajuda a discernir objetivamente o bem do mal nas diversas situações da existência, para que o homem possa orientar-se ao bem.

"Na consciência moral, Deus fala a cada um e convida a defender a vida humana em todo momento. Nesse vínculo moral com o Criador está a dignidade profunda da consciência moral e a razão da sua inviolabilidade", indicou.


Cordão umbilical

No que diz respeito à utilização dos bancos de cordão umbilical a título clínico e de pesquisa, o Pontífice recordou que a pesquisa médico-científica "é um valor, e portanto um compromisso, não somente para os pesquisadores, mas para toda a comunidade civil". Daí surge a necessidade de se promoverem pesquisas eticamente válidas e destinadas a promover o bem comum. O Papa citou o caso do emprego de células estaminais provenientes do cordão umbilical como um exemplo:

"Trata-se de aplicações clínicas importantes e de pesquisas promissoras no plano científico, mas que, na sua realização, muito dependem da generosidade na doação do sangue cordonal no momento do parto e da adequação das estruturas, para fomentar a vontade de doação por parte das grávidas".

Quanto ao crescente aumento no número de bancos privados para a conservação do sangue cordonal apenas para uso pessoal, o Bispo de Roma apontou que tal opção, "além de ser privada de uma real superioridade científica com relação à doação cordonal, debilita o genuíno espírito de solidariedade que deve constantemente animar a pesquisa daquele bem comum ao qual, em última análise, a ciência e a pesquisa médica tendem".

Fonte: Canção Nova

O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano. A Plenária do Conselho acontece em Roma de hoje até quinta-feira, 3, com o tema “Linguagem e Comunicação”. “A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e escutar uma linguagem simbólica que fale de transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: as ovelhas, os campos, o banquete, as sementes e assim por diante. Hoje, somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ajudar a falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo“, disse. O Papa recordou que, na Mensagem para o Dia das Comunicações deste ano, convidou a refletir sobre o fato de que as novas tecnologias não somente mudam o modo de comunicar, mas operam também uma vasta transformação cultural. “Vai-se desenvolvendo um novo modo de aprender e de pensar, com inéditas oportunidades de estabelecer relações e construir comunhão”, disse. Nessa perspectiva, a linguagem não é apenas usada pelo homem, mas ele próprio, de certo modo, “habita” a linguagem, no sentido de se valer dela para concretizar seus pensamentos, inquietudes, símbolos, gestos e projetos. Daí surge a necessidade de se atentar para as linguagens que se desenvolvem nesse contexto das novas mídias, recordou Bento XVI. O Pontífice lembrou que os riscos existentes no uso dos novos media – perda de interioridade, superficialidade nas relações, fuga, ofuscamento da busca pela verdade – são consequência “de uma incapacidade de viver com plenitude e de maneira autêntica o sentido das inovações”. O ponto de partida das reflexões sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias é a Revelação – quando Deus comunica suas maravilhas através da linguagem e na experiência real dos homens, até a plena manifestação no Filho Encarnado, Jesus Cristo. “A fé sempre penetra, enriquece, exalta e vivifica a cultura, e essa, por sua vez, faz-se veículo da fé, que oferece a linguagem para se pensar e expressar. É necessário, portanto, que nos tornemos atentos ouvintes das linguagens dos homens de nosso tempo, para estarmos atentos à obra de Deus no mundo”, afirmou. Cultura digital Com relação aos desafios apresentados pela cultura digital, o Santo Padre explicou que não se trata apenas de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas ajudar a encontrar respostas a perguntas como “Quais desafios o pensamento digital coloca à fé e à teologia? Quais demandas e exigências?”. “É exatamente o apelo aos valores espirituais que permitirá promover uma comunicação verdadeiramente humana: para além de todo o fácil entusiasmo ou ceticismo, sabemos que essa é uma respostas ao chamado impresso na nossa natureza de sermos criados à imagem e semelhança do Deus da comunhão. [...] A contribuição dos crentes, portanto, poderá ser a de auxiliar o próprio mundo dos media, abrindo horizontes de sentido e de valores que a cultura digital não é capaz de, sozinha, perceber e representar”, explicou o Bispo de Roma. Além disso, o Sucessor de Pedro recordou que a comunicação atual envolve também uma relação sempre mais estreita e cotidiana entre o homem e as máquinas, como os computadores e telefones celulares, de tal forma que essas plataformas tecnológicas possuem um “vínculo profundo com o espírito” – nas palavras de Bento XVI –, no sentido de terem a vocação de ser colocadas ao serviço do sagrado. Por fim, o Papa recordou o 4º centenário da morte do padre Matteo Ricci, protagonista do anúncio do Evangelho na China na era moderna. Acesse .: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI na Plenária do Conselho das Comunicações Sociais Fonte Canção Nova Imagem Canção Nova


O Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano. A Plenária do Conselho acontece em Roma de hoje até quinta-feira, 3, com o tema “Linguagem e Comunicação”.
“A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e escutar uma linguagem simbólica que fale de transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: as ovelhas, os campos, o banquete, as sementes e assim por diante. Hoje, somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ajudar a falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo“, disse.
O Papa recordou que, na Mensagem para o Dia das Comunicações deste ano, convidou a refletir sobre o fato de que as novas tecnologias não somente mudam o modo de comunicar, mas operam também uma vasta transformação cultural. “Vai-se desenvolvendo um novo modo de aprender e de pensar, com inéditas oportunidades de estabelecer relações e construir comunhão”, disse.
Nessa perspectiva, a linguagem não é apenas usada pelo homem, mas ele próprio, de certo modo, “habita” a linguagem, no sentido de se valer dela para concretizar seus pensamentos, inquietudes, símbolos, gestos e projetos. Daí surge a necessidade de se atentar para as linguagens que se desenvolvem nesse contexto das novas mídias, recordou Bento XVI.
O Pontífice lembrou que os riscos existentes no uso dos novos media – perda de interioridade, superficialidade nas relações, fuga, ofuscamento da busca pela verdade – são consequência “de uma incapacidade de viver com plenitude e de maneira autêntica o sentido das inovações”. O ponto de partida das reflexões sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias é a Revelação – quando Deus comunica suas maravilhas através da linguagem e na experiência real dos homens, até a plena manifestação no Filho Encarnado, Jesus Cristo.
“A fé sempre penetra, enriquece, exalta e vivifica a cultura, e essa, por sua vez, faz-se veículo da fé, que oferece a linguagem para se pensar e expressar. É necessário, portanto, que nos tornemos atentos ouvintes das linguagens dos homens de nosso tempo, para estarmos atentos à obra de Deus no mundo”, afirmou.
Cultura digital
Com relação aos desafios apresentados pela cultura digital, o Santo Padre explicou que não se trata apenas de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas ajudar a encontrar respostas a perguntas como “Quais desafios o pensamento digital coloca à fé e à teologia? Quais demandas e exigências?”.
“É exatamente o apelo aos valores espirituais que permitirá promover uma comunicação verdadeiramente humana: para além de todo o fácil entusiasmo ou ceticismo, sabemos que essa é uma respostas ao chamado impresso na nossa natureza de sermos criados à imagem e semelhança do Deus da comunhão. [...] A contribuição dos crentes, portanto, poderá ser a de auxiliar o próprio mundo dos media, abrindo horizontes de sentido e de valores que a cultura digital não é capaz de, sozinha, perceber e representar”, explicou o Bispo de Roma.
Além disso, o Sucessor de Pedro recordou que a comunicação atual envolve também uma relação sempre mais estreita e cotidiana entre o homem e as máquinas, como os computadores e telefones celulares, de tal forma que essas plataformas tecnológicas possuem um “vínculo profundo com o espírito” – nas palavras de Bento XVI –, no sentido de terem a vocação de ser colocadas ao serviço do sagrado.
Por fim, o Papa recordou o 4º centenário da morte do padre Matteo Ricci, protagonista do anúncio do Evangelho na China na era moderna.
Fonte Canção Nova
Imagem Canção Nova

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PAPA DOA 30 MIL DÓLARES A VÍTIMAS DE TEMPESTADE TROPICAL NA COSTA RICA

Cidade do Vaticano, 22 fev (RV) - O ministro das relações exteriores da Costa Rica, René Castro, pronunciou-se ontem por conta da doação de 30 mil dólares que Bento XVI fez às pessoas atingidas pela tempestade tropical de nome Tomás. Nas últimas semanas, essa tempestade tem causado grandes danos tanto na Costa Rica quanto na Nicarágua.

A doação foi confiada à Conferência Episcopal da Costa Rica, conforme informou o embaixador do país junto à Santa Sé, Fernando Sanchéz.

O Ministro René Castro, falando a jornalistas, foi porta-voz da gratidão da população para com o Papa que, disse ele, “estima muito o povo desse país e nos dá um apoio de grande valor com as suas orações”.

A tempestade Tomás, já no final do ano passado, havia causado, na Costa Rica, 23 mortes e sérias perdas materiais. Essas vítimas foram recordadas pelo Papa na mensagem Urbi et Orbi de Natal. (ED)

Papa Bento XVI divulga mensagem para a Quaresma 2011

papa-escrevendoA partir da quarta-feira de cinzas, dia 9 de março, a Igreja inicia o tempo da Quaresma, em preparação à Páscoa. O papa Bento XVI divulgou na manhã de hoje, terça-feira, 22, a Mensagem para Quaresma 2011. Na mensagem, o papa cita a importância do Batismo na vida do cristão e a Quaresma, como ocasião para essa reflexão.
“Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva”, diz Bento XVI, num dos trechos da mensagem.
O Papa ressalta a relevância do Batismo como sendo uma atual fonte de conversão: “O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo”.
No texto, o papa afirma ainda a importância da palavra de Deus como direção para viver “com o devido empenho este tempo litúrgico precioso. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?”.
“Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, assim termina a mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2011.

Jovens podem participar de eventos nas dioceses antes da JMJ 2011

Coletiva de imprensa de apresentação do DeD. Abaixo, Auxi Rueda e Alberto Plaza, representantes do programa nas Dioceses de Ávila e Ciudad Real

Na semana que precede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011 - de 11 a 15 de agosto -, 63 dioceses espanholas oferecem aos jovens vindos de fora do país a oportunidade de um tempo de convivência com outros jovens, em preparação à Jornada, através do programa Días em las Diócesis (DeD).

"É uma grande oportunidade para preparar a Jornada Mundial, uma vez que se multiplica o efeito da JMJ por todos os lugares da Espanha", explicou o responsável pelo programa, Javier Igea, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 22.

site do programa foi criado recentemente e oferece informação completa sobre todos os lugares que participam da iniciativa.

A projeção é de que aproximadamente 300 mil jovens participem do DeD. Até agora, já se inscreveram mais de 150 mil pessoas de 137 países (incluindo Taiwan, Madagascar, Burkina Faso, África do Sul). Das dioceses participantes, 12 já estão com todas as suas vagas esgotadas.

A programação varia entre um lugar e outro e integra atividades culturais, visitas históricas, momentos de festa e também tempos de oração e celebração nos santuários que fazem parte da identidade religiosa local.

A Espanha contém uma rica história católica e é "terra de Maria", como foi chamada por João Paulo II. Ali nasceram muitos santos e é difícil encontrar uma nação no mundo que não tenha tido missionários espanhóis.

Na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, por exemplo, acontecerá um dos encontros, do qual participarão todos os jovens que irão para a Catalunha e região.

Javier Igea destacou que esses contatos prévios à JMJ estão "plantando vínculos de paz na aldeia global". A acolhida e colaboração das autoridades locais está sendo bastante positiva.


Os Ded

Os DeD começaram na JMJ de Paris, em 1997. A Igreja na França promoveu esses encontros como uma maneira de facilitar a pastoral juvenil nas dioceses francesas, para conseguir que o país todo acolhesse os peregrinos vindos de outros países e para animar os jovens franceses a participar da Jornada.

A experiência foi tão boa que se adotou também nas Jornadas seguintes (Itália, Canadá, Alemanha e Austrália).


Conheça o Departamento do DeD da JMJ 2011