quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Diocese de Campina Grande adere à Campanha SOS Sudeste

Juntamente com a Cáritas Brasileira, a CNBB lançou a Campanha SOS Sudeste com o objetivo de arrecadar dinheiro para ser doado às regiões atingidas pelas chuvas dos últimos dias. O presidente da Cáritas, dom Demétrio Valentini, sugere que, no dia 30 de janeiro, todas as dioceses façam uma coleta em favor das vítimas das chuvas.

O Bispo diocesano de Campina Grande, Dom Jaime Vieira Rocha (foto) afirmou que a diocese dará sua contribuição aderindo a esta mobilização. “Precisamos aderir a esta campanha para ajudarmos nossos irmãos que sofrem com esta tragédia, assim estaremos juntos em solidariedade.” Assim, no próximo dia 30 de janeiro, nas missas de todas as paróquias da nossa diocese, será feita esta coleta em dinheiro que será revertida à Campanha SOS Sudeste.

A tragédia que paira sobre os estados de São Paulo, Minas Gerais e, principalmente o Rio de Janeiro, deixa de luto todos os brasileiros que se solidarizam com o sofrimento de cada família, a cada atualização do número de vitimas.

Além desta coleta do próximo dia 30, as doações em dinheiro também podem ser feitas através de depósito na Caixa Econômica Federal (Agência 1041 – OP. 003 – Conta Corrente 1490-8) ou Banco do Brasil (Agência 3475-4 – Conta Corrente 32.000-5), nas contas da Cáritas Brasileira (CNPJ: 33.654.419/0001-16).

Neste primeiro momento, os recursos financeiros doados serão investidos em fornecimento de água mineral, material de limpeza e de higiene, colchões, cobertores, cesta básica e remédio, dentre outras necessidades imediatas.

Fonte: paraibaonline

Cáritas Brasileira: Ajudas às vítimas das enchentes no Sudeste já somam 300 mil reais

Considerada a maior tragédia ambiental registrada na história do Brasil, os primeiros deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, que completam uma semana nesta terça-feira, 18, contabilizam 680 mortos, segundo números oficiais das prefeituras dos municípios atingidos: 318 mortos em Nova Friburgo, 277 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim. O número de desabrigados na região passa de 15 mil.
Para amenizar essa lamentável situação e ajudar as vítimas do desastre, a Cáritas Brasileira, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu início na última quarta-feira, 12, à Campanha “SOS Sudeste”, cujo objetivo é ajudar as vítimas das enchentes na Região Sudeste do país.
Até o momento, segundo dados oficiais levantados pela Cáritas Brasileira, as doações em dinheiro depositadas na conta da entidade já somam 300 mil reais. Além da Cáritas Brasileira, estão empenhadas em campanhas para ajudar as vítimas do sudeste brasileiro, as Cáritas Alemã, que já recebeu 50 mil euros; a Portuguesa [50 mil euros]; a Suiça [50 mil euros]. A Cáritas da Espanha, assim como da Itália, também manifestaram apoio, mas até o momento não confirmaram a quantia com que irão contribuir.
Enchentes no Sudeste
Também sofrem com as enchentes os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Conforme dados da Defesa Civil , mais de 1 milhão de pessoas já são afetadas  pelos temporais que começaram a atingir os três estados na madrugada do dia 11.
O major Alexandre Augusto Aragon, que comanda a atuação da Força Nacional em Teresópolis, disse na imprensa nacional que o risco de novos deslizamentos continua. Segundo o major, o risco só diminui após 72 horas sem chuvas.
Para doações em dinheiro:
Campanha “SOS Sudeste” (CNBB e Cáritas Brasileira)
Caixa Econômica Federal (CEF)
Agência 1041 – OP. 003
Conta Corrente 1490-8
ou
Banco do Brasil
Agência 3475-4
Conta Corrente 32.000-5.
Fonte: CNBB

Terei a alegria de beatificar João Paulo II, diz Papa

O Papa Bento XVI pediu, neste domingo, 16, durante a oração do Ângelus, força para todas aquelas pessoas que deixaram seus países em busca de melhores condições de vida, recordou o recente anúncio da beatificação do Papa João Paulo II, no dia 1º de maio, e lembrou as pessoas atingidas por graves inundações em várias partes do mundo, assegurando as suas orações.

Sobre a beatificação de seu antecessor, Bento XVI declarou:

“Queridos irmãos e irmãs, como todos sabem, no dia 1º de maio, terei a alegria de proclamar bem-aventurado o Venerável João Paulo II, meu amado predecessor. A data escolhida é significativa: será, de fato, o II Domingo de Páscoa, que ele mesmo dedicou à Divina Misericórdia e na véspera do qual encerrou a sua vida terrena. Aqueles que o conheceram, aqueles que o estimaram e amaram, não podem deixar de se alegrar com a Igreja por este evento”.
E enviou também sua mensagem de conforto aos que sofrem com as catátrosfes naturais:

“Quero assegurar minha especial recordação na oração pelas populações da Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka, recentemente atingidas por enchentes devastadoras. Que o Senhor acolha as almas dos defuntos, dê força aos desabrigados e apóie o trabalho daqueles que estão ajudando a aliviar o sofrimento e o desconforto”.
 
Momentos antes, o Santo Padre recordou que, neste domingo, a Igreja celebra o 97º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, “que a cada ano nos convida a refletir sobre a experiência de tantos homens e mulheres, e de tantas famílias que deixam seus países em busca de melhores condições de vida”. Esta migração é, por vezes voluntária, - destacou Bento XVI - mas às vezes, infelizmente, é forçada pela guerra ou perseguições e ocorre, frequentemente, - como sabemos - em condições dramáticas. Por isso, foi criado, há 60 anos, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Em seguida, o Pontífice sublinhou que, na Festa da Sagrada Família, logo após o Natal, recorda-se que os pais de Jesus fugiram de sua terra natal e foram para o Egito, a fim de salvar a vida de seu menino, o Messias, o Filho de Deus, que também foi um "refugiado".

“A Igreja desde sempre vive dentro de si a experiência da migração. Às vezes, infelizmente, os cristãos se sentem obrigados a deixar, com sofrimento, as suas terras, empobrecendo assim os países onde seus antepassados viveram. Por outro lado, os movimentos voluntários dos cristãos, por diversos motivos, de uma cidade para outra, de um país para outro, de um continente para outro, são uma oportunidade para aumentar o dinamismo missionário da Palavra de Deus e faz com que o testemunho da fé circule ainda mais no Corpo Místico de Cristo, atravessando os povos e as culturas, e alcançando novas fronteiras, novos ambientes”.

Bento XVI dirigiu, depois, o seu discurso para o tema da mensagem que escreveu para o dia de hoje: “Uma só família humana":

“Um tema que indica a finalidade, o objetivo da grande viagem da humanidade através dos séculos: formar uma única família, naturalmente com todas as diferenças que a enriquecem, mas sem barreiras, reconhecendo todos os irmãos. Assim diz o Concílio Vaticano II: ‘Todos os povos constituem uma só comunidade. Eles têm a mesma origem, pois Deus fez habitar todo o gênero humano sobre toda a face da terra’ (Decl. Nostra aetate, 1)”.

A Igreja - diz ainda o Concílio, continuou o Papa - “é em Cristo como sacramento, isto é, sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (Const. Dog. Lumen gentium,1). Por isso, é essencial que os cristãos, mesmo espalhados por todo o mundo e, portanto, diversos nas suas culturas e tradições, sejam uma só coisa, como deseja o Senhor.

É esta a finalidade da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se realizará entre os dias 18 e 25 de janeiro. Neste ano, a Semana se inspira numa passagem dos Atos dos Apóstolos: “Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão, no partir o pão e na oração” (Atos 2, 42).

Bento XVI lembrou, em seguida, que antes desta Semana de Oração, nesta segunda-feira, vai acontecer o Dia do diálogo judaico-cristão, quando será analisada a importância das raízes comuns que unem judeus e cristãos.

Na conclusão, o Papa confiou à Nossa Senhora todos os migrantes e aqueles que se dedicam ao trabalho pastoral entre eles. "Maria, Mãe da Igreja, também nos ajude a realizar progressos no caminho rumo à plena comunhão de todos os discípulos de Cristo".
Fonte: Canção Nova

Quais são as expectativas dos jovens do século XXI?

Novas tecnologias, atividades radicais, aventuras, viagens. Estas são algumas das ferramentas e atividades exploradas pela juventude que desbrava o século XXI. Mas como estão os jovens de hoje? E o que pensam sobre sua vida e futuro?
De acordo com o Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS) e responsável pelo Setor Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, não se pode olhar para o jovem sem compreender a realidade política e cultural em que vive. Segundo ele, este contexto se expressa no consumismo, na grande velocidade de informações e de acontecimentos.


“O jovem é fruto dessa realidade (…), mas temos uma diversidade de jovens. Muitos também querem algo a mais no aspecto religioso, transcendental, não estão contentes somente com aquilo que têm experienciado”, complementa.
Já em relação à expectativa de futuro, alguns jovens acabam pensando numa profissão, em estabilidade financeira, mas outros se preocupam somente com o “aqui e agora”. Foi o que destacou o jovem Alex Oliveira, 20 anos, de Santo Anastásio (SP), que participa até domingo, 16, do Acampamento Revolução Jesus, na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

“Acho que está faltando mais um pouco de responsabilidade [entre os jovens], de pensar mais no futuro. A vida não é só o hoje. Você vive o agora, mas e o amanhã?”, ressalta.

A psicopedagoga Maria José Tomé de Souza aponta que a juventude até sonha em construir o seu futuro ao focar a carreira profissional, mas quando pensa em constituir uma família, parece ser algo a longo prazo: “Só depois de construir uma profissão é que pensam em casar. A maioria das pessoas, hoje, pensa em casar, ter filhos, depois dos 30 anos”, afirma.


Família e escola

Projetar o futuro também pode ser sinônimo de receber uma sólida formação em casa e na escola.
É o que ressalta Dom Eduardo: “O jovem quer uma família mais serena, onde haja diálogo e ele se sinta valorizado (…). Quando falamos da família na vida do jovem, estamos trabalhando com algo fundamental para a sua formação humana e cristã”.

Quanto à escola e universidade, Dom Eduardo enfatiza que os jovens precisam adquirir uma boa consciência crítica e que a Igreja possui também um importante papel para esta formação:

"A Igreja precisa se provocar mais na participação, não somente de estar no meio, para rezar ou fazer alguma celebração, mas estarmos [nas escolas] com os valores cristãos que são valores humanos e ajudarmos a formar uma consciência verdadeira e ética, a favor da vida desse jovens, que passam um bom tempo de sua vida nos estudos".
Sobre a atuação da família, Maria José também concorda. De acordo com a psicopedagoga, para que os jovens preparem bem o seu amanhã, é essencial a participação ativa da família: “É preciso que os pais deem limites, transmitam os valores humanos da sociedade para que se construa um futuro melhor, um futuro no qual haja respeito entre as pessoas, em que não fiquem centradas em si mesmas”.
Fonte:Canção Nova

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dom Murilo fala sobre nova missão como Arcebispo de Salvador

"Eu vou para [a Arquidiocese de] Salvador com um grande desejo: ouvir muito, fazer tudo o que for possível e caminhar com aquele povo que já tem uma caminhada histórica". Foi o que disse Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, sobre sua nomeação como novo arcebispo primaz do Brasil, publicada nesta quarta-feira, 12.

Dom Murilo conta que recebeu o comunicado da Santa Sé com "muita surpresa", e aceitou com disposição. "Como dizer um não àquele que para mim é a voz de Cristo, (...) para mim um apelo do Papa é um apelo de Jesus Cristo", destacou.

O arcebispo conta que no momento em que recebeu a notícia lembrou do trecho no Evangelho em que Jesus pergunta à Pedro: "Tu me amas" (cf. Jo 21,16) e, disse acreditar que o que Jesus espera de nós é "a manifestação do nosso amor, depois o resto é a ação da graça divina".

"Quem dá crescimento ao Reino de Deus é o Senhor, e quando a gente coloca as próprias limitações e tristezas à disposição dele, o resto é Ele que faz. Porque Ele costuma usar vasos de barro para colocar suas riquezas", complementou.

Primaz do Brasil

Dom Murilo explicou que "primaz" é um título de honra, pois a Arquidiocese de Salvador foi a primeira do país. Quando ela foi criada, em 1551, todo o Brasil pertencia à essa diocese e isso deu um valor especial à diocese.

O arcebispo ressaltou, porém, que ter esse título não significa que o bispo de Salvador tenha poder sobre os seus irmãos bispos do Brasil. Mas, como a experiência tem mostrado, devido à importância histórica dessa arquidiocese (com mais de três milhões de habitantes), a palavra do arcebispo primaz acaba tendo uma força maior, o que exige, de quem assume essa função, uma grande afinidade com a Igreja e com os outros bispos.

Irmã Dulce

Dom Murilo recordou que, pouco antes de sua nomeação como Arcebispo de Florianópolis, em 2002, havia saído o anúncio da canonização de Madre Paulina, e diz ter comentado, que diante de suas limitações, Deus havia mandado uma santa para cuidar de seus passos.

"E isso novamente se repete, vou para uma arquidiocese onde Irmã Dulce será proclamada bem aventurada, dois meses depois da minha posse. Eu interpreto como Jesus me dizendo: 'não se preocupe, você é limitado, mas terá uma santa que vai interceder e vai evangelizar muito", afirmou.

Segundo ele, "esta é a característica dos santos, não evangelizar apenas no passado, eles continuam evangelizando"(...) Eu vou ter uma Irmã Dulce, que foi apaixonada pelos pobres e nos convida a olhar também para os mais necessitados".

Expectativa
O arcebispo afirmou que, assume a Arquidiocese de Salvador, com grandes ideais e amor à Igreja, e espera repartir isso com o povo de lá.

"Há 25 anos, quando João Paulo II me escolheu como bispo, eu escolhi o lema 'Deus é amor' (cf. I Jo 4,16), e estou convicto de que quando esta verdade penetra no coração e na vida, as soluções começam imediatamente a tomar conta do coração dessa pessoa", destacou Dom Murilo.

E concluiu: "essa certeza de que 'Deus é amor' nos anima a nos doar com mais generosidade, com mais dedicação e com mais amor. Essa é a grande mensagem que eu tenho para proclamar para aquele povo que, com certeza, me espera. Juntos vamos caminhar vivendo nessa certeza".
 


Fonte:Canção Nova