sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Católico pode participar do Halloween?


O cristão católico pode participar do Halloween? Essa é apenas uma prática cultural inofensiva?

O Halloween é uma festa comemorada no dia 31 de outubro, véspera do Dia de Todos os Santos. É realizada em grande parte nos países ocidentais, sendo mais forte nos Estados Unidos, para onde foi levada por imigrantes irlandeses em meados do século XIX. Na valorização da cultura americana, especialmente nas escolas de inglês e nos filmes de Hollywood, essa festa tem se espalhado pelo mundo.

A Origem do Halloween

A prática do Halloween vem do povo celta, o qual acreditava que, no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saíam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos, visitar as famílias e levar as pessoas ao mundo dos mortos. Sacerdotes druístas (religião celta) atuavam como médiuns evocando os mortos. Parece que, para espantar esses fantasmas, os celtas tinham o costume de colocar objetos assustadores nas casas, como caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros. O termo “Halloween” surge mais tarde, no contato da cultura celta com o Cristianismo. Da contração do termo escocês “Allhallow-eve” (véspera do Dia de Todos os Santos), que era a noite das bruxas, surge o “Halloween”.

O   Católico pode participar do Halloween?

É aí que surge a dúvida: hoje essa festa tem algum significado espiritual? O cristão pode participar dela? É apenas uma prática cultural inofensiva?
São Paulo diz: “Não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12). O apóstolo também exorta: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1Pd 5,8). Embora não os vejamos, os espíritos malignos são seres inteligentes que agem tentando perder as almas. Não os vemos, mas sofremos suas investidas. Isso é Doutrina da Igreja Católica.

Significado espiritual

Será que uma festa pagã, que praticava um ato abominável por Deus – a evocação dos mortos (Dt 18,10-11) –, enculturada hoje, não tem significado espiritual nenhum? É difícil que não tenha! Mas onde está o maligno nessa brincadeira de criança? Nós não o vemos, assim como não vemos o vírus ebola que começa a apavorar o mundo. Você faria uma festa numa região que pode estar contaminada com esse vírus? Uma doença que pode roubar sua vida temporal? Eu não! Da mesma forma, e com muito mais razão, é questionável envolver-se numa festa que possa nos deixar sujeitos a um “vírus” que pode roubar nossa vida eterna. Na dúvida, eu me resguardo. Bem, mas essa é uma reflexão para quem tem fé católica e procura ser coerente com ela.
Outra pergunta que me faço é se o contato e a identificação com imagens horríveis de bruxas e monstros não tem significado algum na formação dos jovens. Desconsiderando a expressão de um satanismo evidente, mas indo para reflexão mais cultural, aí também não acredito que o Halloween seja tão inofensivo.

O mal quando vira brincadeira torna-se inofensivo?

O ser humano é chamado a contemplar o belo, porque é manifestação da harmonia de tudo que é bom e verdadeiro. Deus é belo, mas o ser humano tem uma estranha atração pelo mórbido, o oculto e suas expressões naquilo que tem de horrível. Não tenha dúvida de que educar uma pessoa humana significa, dentre tantas outras coisas, ensiná-la a apreciar, valorizar e identificar o belo com o bom. Não seria o Halloween mais uma forma, dentre tantas outras hoje em dia, de roubar a referência do belo, do verdadeiro, do bom e do honesto? Será que o mal e o monstruoso, quando viram brincadeira, são tão inofensivos à cultura e aos valores do ser humano?
Até o “doces ou travessuras” não surgiu de forma muito pura. Parece que sua origem está na época em que os países anglo-saxônicos se tornaram protestantes, e as crianças protestantes iam às casas das famílias católicas, oprimidas pelo governo, impor suas exigências. Em um mundo onde os jovens diariamente curtem nas roupas, nos filmes e nas festas o mórbido das caveiras e dos zumbis, o horrível dos monstros e das bruxas, é fácil entender uma sociedade tão pobre em cultura e tão abundante em violência e promiscuidade. Se a expressão do mal é brincadeira e moda, que mal faz torná-lo coisa séria?

Festejar os demônios

Voltando ao lado religioso, é curioso que o Halloween se avizinhe da festa católica de Todos os Santos. Não parece que alguém, tão incomodado com os santos, resolveu festejar os demônios?
Não se trata de supervalorizar do mal em detrimento do bem. Menos ainda de uma visão puritana das coisas deste mundo. O mundo é maravilhoso, a vida é bela. O cristão precisa saber acolher essa maravilha, valorizar a vida do homem e cultivar a alegria da criança e do jovem. Contudo, para semear a vida e colher a alegria é preciso saber: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma” (1Cor 6,12).
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dom Damasceno: Sínodo reforçou a beleza da família e a indissolubilidade do matrimônio

A beleza da família baseada no casamento entre homem e mulher e a doutrina da indissolubilidade do matrimônio foram destacados pelo Relatório Final do Sínodo dos Bispos, conforme afirmou o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, durante coletiva de imprensa na terça-feira, 27.
Dom Raymundo foi um dos presidentes-delegados do Sínodo, que ocorreu de 4 a 25 de outubro, no Vaticano. Ele recebeu os jornalistas no Seminário Bom Jesus, em Aparecida (SP), quando falou sobre questões debatidas pelos padres sinodais e abordadas no documento final encaminhado ao Papa Francisco.
De acordo com o portal A12, o Arcebispo apontou como uma das prioridades do Sínodo a importância da preparação dos casais que receberão o sacramento do matrimônio. O Purpurado sublinhou que o desejo da Igreja é que “as pessoas vivam o matrimônio como vocação”, e não apenas como uma exigência jurídica ou tradição.
“O casamento é vocação e se é vocação ele também tem uma missão a cumprir no mundo”, afirmou, citando em seguida São João Paulo II, ao constatar que “o futuro da humanidade passa pela família”.
“O casamento é vocação e se é vocação ele também tem uma missão a cumprir no mundo”, afirmou, citando em seguida São João Paulo II, ao constatar que “o futuro da humanidade passa pela família”.
Dom Raymundo questionou: “Isso implica em quê?”. Segundo o prelado, resulta daí a necessidade de preparação dos futuros esposos.
“O documento fala em uma preparação remota que se faz desde o seio da família, onde as crianças são educadas para os valores humanos e cristãos. Fala também da preparação mais próxima e da preparação imediata, de modo que ao abraçar o matrimônio, a pessoa tem que se preparar, como se prepara para qualquer vocação, para qualquer missão”, indicou.
O Arcebispo analisou a situação atual e disse que, muitas vezes, o que acontece com os noivos que querem se casar é que eles têm “uma preparação de poucas horas”, o que contrasta com a responsabilidade que vão assumir, a qual é “para a vida toda”.
“Então – indicou Dom Damasceno –, o Sínodo lembra a importância dessa preparação dos noivos que vão abraçar o matrimônio, não como eu disse como uma exigência meramente jurídica, ou por uma questão social, tradicional, mas vão abraçar este estado de vida, como uma vocação, como um chamado de Deus”.
O Purpurado explicou que o matrimônio se trata de uma entrega “a um amor pleno total, a seu esposo, esposa, com um amor uno e indissolúvel aberto à vida e com uma grande responsabilidade social, tanto na sociedade como na Igreja”. Isso, alertou, “não pode ser improvisado”.
Ainda durante a coletiva, o Arcebispo de Aparecida esclareceu que o Sínodo funciona como indicador de possíveis caminhos pastorais quanto a temas que se referem a realidade familiar. Mas, conforme ressaltou ao A12, cabe ao Pontífice dar os encaminhamentos seguintes, “utilizar para uma eventual exortação apostólica pós-sinodal, que se torne documento com o seu selo, válido como magistério da Igreja, para toda a Igreja”.
“O Sínodo não decide, ele apenas sugere, propõe e faz recomendações. O Papa que depois toma decisão de dar encaminhamento a essas conclusões”, declarou.
O Cardeal Raymundo Damasceno comentou ainda sobre os números 84, 85 e 86 do Relatório Final, que trata sobre a participação dos divorciados e recasados, sob o subtítulo “Discernimento e integração”.
“No documento, em nenhum momento, fala-se de confissão ou comunhão dos casais que contraíram uma segunda união, depois de ter se separado”, ressaltou o Arcebispo.
Segundo ele, o documento dá algumas orientações importantes em relação a esses casos. Neste sentido, ressaltou as duas palavras que formam este subtítulo do relatório: discernimento e integração.
De acordo com o portal A12, Dom Damasceno explicou que atender com misericórdia e acolhimento esses casais, não significa negar o caráter indissolúvel do sacramento do matrimônio, mas antes uma forma da Igreja compreender essas realidades.

Foto: Portal A12 / Crédito: Elisangela Cavalheiro
Fonte: ACIDIGITAL

domingo, 25 de outubro de 2015

Missa de 7 anos do Encontro de Adolescentes com Cristo da Catedral de Campina Grande termina com adoração em favor dos jovens

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande, realizou na noite deste sábado (25) uma celebração em homenagem aos sete anos de existência do Encontro de Adolescentes do Cristo – EAC. A celebração foi presidida pelo Padre Luciano Guedes da Silva, pároco da Catedral. Ao final da missa houve uma Adoração ao Santíssimo Sacramento, em favor da juventude campinense.


Durante missa, aproveitando a homilia, Pe Luciano lembrou que se encontrar com Jesus é se encontrar com a Luz. Ele comentava sobre o Evangelho deste domingo, no qual o apóstolo São Marcos narra a história do cego Bartimeu, que pediu a Jesus a cura e passou a enxergar. “Quem se encontra com Jesus se encontra com a luz, a luz da vida”.
O pároco lembrou que o processo fé se inicia em nós por alguém que nos fala de Jesus. Como Bartimeu, ao tomar conhecimento da presença de Jesus, que havia saído de Jericó, a caminho de Jerusalém. “Muitos de vocês chegaram aqui porque alguém lhes falou sobre esse encontro com Jesus”, disse o pároco, para os adolescentes que já participaram do EAC nos seus sete anos de existência e que lotaram a Catedral

“E aí a fé vai progredindo, porque a fé é uma experiência que precisa ser testemunhada. Quem se encontra com Jesus passa a dar testemunho vivo de Jesus. As pessoas foram dizer a Jesus que o cego queria falar com Ele. É preciso que tenhamos pessoas para nos levar a Jesus”, falou Pe Luciano, referindo-se à caminhada dos jovens com o EAC.
 
O Evangelho narra que, ao tomar conhecimento de que teria o encontro com Jesus, Bartimeu “joga o manto” e vai ao encontro do Mestre. “Ele joga o manto, que era o que ele tinha, para viver uma nova vida. Na nossa vida, em algum momento, Jesus também já passou por nós. Temos que aproveitar e não deixar essa oportunidade do encontro com Jesus simplesmente passar”, disse Pe Luciano.

Ele terminou desejando aos envolvidos com o EAC, “grupos, coordenadores, pais e mães, todos nós, que nos mantenhamos no dinamismo do seguimento de Jesus. A luz que nos tirou da solidão, que nos faça progredir nesse caminho muito mais. Aqui vocês vão ter alegrias, tristezas, crescer, amadurecer, casar, é a casa da fé, a casa de vocês”.

Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ao final da celebração, um jovem leu um texto em homenagem ao EAC e, em seguida, Pe Luciano iniciou o momento de Adoração aoSantíssimo Sacramento. Ele aproveitou a ocasião da presença viva de Jesus no altar, para lembrar de todos os jovens de Campina Grande e região.

Pe Luciano dedicou a adoração aos jovens marginalizados, os que estão envolvidos com a violência e com as drogas e pediu, diante do Cristo Eucarístico, que estes jovens sejam tocados e tenham a luz de Jesus revelada em suas vidas. Ele também pediu pelos jovens que, neste final e semana, estão prestando o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e promoveu a Bênção dos Objetos, para aqueles que estão fazendo as provas - Pascom – Catedral.

Fonte: Blog Carlos Magno
Foto: Pascom Catedral

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Missa na Catedral celebra os 50 anos do Regional Nordeste 2 da CNBB

Na próxima sexta-feira, dia 23, a Catedral de Campina Grande receberá todos os Bispos e Arcebispos de quatro estados do Nordeste para a uma grande celebração. Trata-se do aniversário de 50 anos do Regional Nordeste 2 da CNBB, que agrega os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A missa será às 19h30, presidida por Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba.
A missa será em Campina Grande devido a realização da 50º Assembleia Pastoral Regional, que está sendo realizada de 21 a 24 de outubro, no convento de Ipuarana, em Lagoa Seca. Além da missa, outro momento será aberto ao público nesta sexta-feira: será uma palestra sobre a memória das 50 assembleias já realizadas pelo regional, e que será conduzida pelo Pe. José Assis Pereira Soares e pelo leigo Gustavo Castro, de Recife. A palestra será das 14h30 às 17h.
Histórico de Criação:
Em 1964, na VI Assembleia Geral Ordinária da CNBB, realizada em Roma, em setembro /outubro, durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, foram votados os desdobramentos de alguns Secretariados Regionais. Na sessão plenária do dia 30 de setembro de 1964, foi aprovado o desdobramento do Secretariado Regional Nordeste em três Regionais: Nordeste 1 (Maranhão, Piauí e Ceará. Hoje cada estado é um Regional independente); Nordeste 2 (Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas); e Nordeste 3 (Bahia e Sergipe). Nesta reunião, o Regional Nordeste 2 apresentou, como Secretário Regional, Dom Helder Pessoa Câmara, e a capital Recife como sede do Regional.
Em janeiro de 1965, durante o Encontro Regional de Natal, foi concretizada a divisão do Regional Nordeste e teve início a instalação do Regional Nordeste 2, com sede no Juvenato Dom Vital (Rua Giriquiti, 48, Boa Vista – Recife-PE – CEP 50000). Atualmente, o Regional está localizado na Rua Dom Bosco, 908, Boa Vista.
Autor: Márcia Marques | Mayara Renata
Pascom Diocesana com Assessoria do Regional


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Casal brasileiro comove Padres Sinodais com testemunhos da vida cristã de crianças

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje algumas das intervenções dos auditores no Sínodo dos Bispos. Entre eles, a de um casal de esposos brasileiros que contaram duas breves histórias protagonizadas por crianças, através das quais mostram a necessidade de ajudar a descobrir e viver a alegria de ser uma família cristã.
Ketty Abaroa de Rezende e Pedro Jussieu de Rezende são um casal de brasileiros, com sete filhos e 5 netos, casados há 36 anos. Atualmente, são docentes na Universidade Estadual de Campinas. Durante sua intervenção no Sínodo contaram estes breves relatos:
Um pai de família ajudava o seu filho de seis anos a fazer seu exame de consciência à noite e escutou que o pequeno disse: “Jesus, perdoa a Sarah porque ela me bateu”. E o pai lhe explicou: “Não, filho, você deve pedir perdão pelas coisas ruins que você fez”. E o menino adicionou: “Jesus, me perdoe porque foi eu que bati nela primeiro”.
O segundo relato breve tem a ver com uma mãe que foi se confessar e sua filha de quatro anos também quis ir com ela. No momento em que a mamãe saía do confessionário, a pequena bateu na porta e gritou: “Jesus, agora é a minha vez ”.
Os esposos brasileiros afirmaram que “estas sementes de fé brotam nas famílias e, através da graça do sacramento do matrimônio, podem levar a alegria apesar do sofrimento”.
“Estas famílias testemunham ao mundo a beleza do matrimônio. Tais famílias se esforçam por receber regularmente os sacramentos e receber formação espiritual de sacerdotes devotos, e se convertem em famílias apostólicas”.
Este casal proveniente do Brasil disse ainda que “graças à amizade perseverante das famílias apostólicas, conhecemos casais que conviviam e tomaram a decisão de casar-se na Igreja, um casal cuja a esposa era infértil que renunciou a ideia da fertilização in vitro, casais que abandonam a anticoncepção para adotar a regulação natural da fertilidade. Então, necessitamos do apoio de sacerdotes santos para que as famílias façam o que melhor sabem fazer: ser apostólicas, abrindo seus lares e compartilhando a fé com outras famílias”.
Em resumo, concluíram, “acreditamos que esta é uma de nossas missões: ajudar outras famílias para que experimentem a ‘alegria de ser uma família cristã’”.
Texto:  Walter Sánchez Silva
Foto: Pixabay domínio público
Fonte: ACIDIGITAL