sexta-feira, 24 de julho de 2015

A existência dos anjos é uma verdade?


Eles são seres celestes com personalidade própria. Eles são muitos e diferentes uns dos outros; exatamente como nós que, como pessoas, somos diferentes umas das outras e temos personalidades distintas. Porém, são superiores a nós, pois não precisam de um corpo e, assim, não estão sujeitos às limitações que nosso corpo nos impõe.
A existência dos anjos é uma verdade de fé. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) traz esse título no número 328: “’A Existência dos anjos, uma verdade de fé’”. “A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto à unanimidade da Tradição”. (ver CIC, p. 328)
Etimologicamente, a palavra “anjo” significa “mensageiro”, o que, como afirma Santo Agostinho, indica a função e não a natureza. Os anjos podem ser definidos como “substâncias intelectuais, puramente espirituais, criadas por Deus e superiores aos homens”. Sendo “puros espíritos”, não possuem um corpo, embora alguns padres e escritores eclesiásticos tenham lhes atribuído certa corporeidade.
Deus os abençoe, 
Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova



Fonte: Canção Nova
Foto: Arquivo / Canção Nova

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Imposição das mãos: para que serve? Eu também posso fazer isso?



Estender as mãos sobre a cabeça de uma pessoa ou sobre um objeto, na medida do possível com contato físico, é o gesto litúrgico mais comum na administração dos sacramentos, um dos mais ricos em significado.

Este gesto foi valorizado por Jesus e seu desejo era de que se mantivesse no tempo: "Estes sinais acompanharão os que creem: (...) imporão as mãos sobre os doentes e serão curados" (cf. Mc 16, 17-18). Portanto, esta possibilidade está ao alcance de todo aquele que crer.
O texto não diz que estes sinais acompanhariam somente os apóstolos. De fato, nos Atos dos Apóstolos (9, 17), vemos Ananias, um simples fiel, impondo suas mãos sobre Saulo para que se recuperasse da cegueira e ficasse cheio do Espírito Santo.
Uma das funções deste gesto hoje é servir de ponte para que Jesus transfira seu amor e sua compaixão.

Os apóstolos o utilizaram sobretudo para comunicar o dom do Espírito Santo, e a Igreja também o usa na administração de todos os sacramentos.
Do ponto de vista sacramental, quem tem o poder de impor as mãos é somente o ministro ordenado (sacerdote, bispo), que tem a potestade de Cristo.
Mas fora dos sacramentos, todos os fiéis podem impor suas mãos, para abençoar, pedir a intercessão de Deus, pedir a cura de um doente ou a presença do Espírito Santo em alguma pessoa.
Impor as mãos é permitir que o Senhor que use nossas mãos como um meio especial de contato para a bênção. É o poder de Deus que se reflete fisicamente (cf. Romanos 1, 20).
Este gesto não se limita apenas à ação de um superior sobre um inferior, como de pai para filho, por exemplo. Os "iguais" também podem usar este dom, por exemplo, os esposos entre si. E também de inferior a superior, como quando o Papa Francisco, em sua visita à Croácia, quis que um padre que foi torturado lhe impusesse as mãos.
Infelizmente, esta ação é pouco usada por sacerdotes e fiéis. Digo "infelizmente" porque onde a Igreja deixa um vazio, tal vazio é logo preenchido por outras ofertas "pseudoespirituais".
A imposição das mãos pode ser considerada como um sacramental e pode ser administrada por leigos (cân 1168, SC 79). É lícito que um fiel reze por outro com este gesto de intercessão. Não há razão alguma para proibi-lo, nem perigo algum em fazê-lo. Mas a fé de quem impõe as mãos é importante para sua eficácia.
Recomendações ao fazer a imposição das mãos
1. Pureza de intenção: pedir que Jesus aja através de você.
2. Fazer o gesto sem solenidade, sem buscar protagonismo, e sim com simplicidade.
3. Dar exemplo de vida cristã e entrega sincera a Deus.
4. A imposição das mãos deve conduzir aos sacramentos e a uma melhor e mais autêntica vida eclesial. Não é um substituto dos sacramentos.
5. Não usar o gesto em ninguém se que negue a recebê-lo.
6. Conhecer a pessoa a quem se vai impor as mãos (cf. 1 Timóteo 3, 1-13; Tito 1, 5-16).
7. Não tirar o caráter cristão e sagrado deste gesto, misturando-o com coisas esotéricas ou nada semelhante. Nem imitar estilos de fora da Igreja Católica.
8. Quanto às missas de cura, é preciso recordar que todas as missas, de cura ou não, são santas e também curam. Não se pode aceitar que os fiéis vão somente a missas de cura, e não frequentem a missa dominical em sua paróquia.
9. Recordar que impor as mãos não confere mais poder à oração, porque se pode orar por uma pessoa igualmente, com igual ou até maior eficácia, estando longe dela.
10. Este gesto, quando feito por um fiel, deve ser feito em silêncio; não convém fazer orações em voz alta neste momento, para não dar a entender que a pessoa que impõe as mãos tem algum poder extraordinário.

Fonte: ALETEIA


Jubileu da Misericórdia: Algumas atividades que marcarão o ano jubilar


Ainda não foram apresentadas oficialmente as celebrações e atividades que serão desenvolvidas durante todo esse ano, mas ACI Digital pôde ver o primeiro programa detalhado dos eventos –que contariam com a presença do Santo Padre-, e que incluem jubileus particulares para doentes, sacerdotes, de voluntários da misericórdia; e uma nova edição de “24 horas com o Senhor”, a jornada de Adoração que se celebra nas dioceses de todo o mundo com confissões a noite inteira.

Um dos eventos mais destacados será o “Jubileu para os grupos de oração do Padre Pio”. O corpo incorrupto de São Pio da Pietrelcina, o santo capuchino dos estigmas, será exposto na Basílica de São Pedro de 8 a 14 de fevereiro de 2016, por desejo do Papa Francisco. No dia 10, Quarta-feira de Cinzas o Papa enviará os “Missionários da Misericórdia” a todo o mundo. Trata-se de um grupo de sacerdotes que irão em missão pelo mundo confessando e dando aconselhamento espiritual como sinal da solicitude da Mãe Igreja pelos seus filhos, necessitados da misericórdia do Pai.

Os outros eventos já programados são: o Jubileu dos Trabalhadores de Peregrinações; o Jubileu dos Doentes e dos Portadores de Deficiências; o Jubileu dos Catequistas; o Jubileu dos Diáconos, o Jubileu das Crianças; o Jubileu dos Sacerdotes; o Jubileu dos Voluntários da Misericórdia; o Jubileu da Cúria Romana, da Governadoria e das Instituições da Santa Sé; o Jubileu Mariano; e o Jubileu da Espiritualidade da Divina Misericórdia.

O Jubileu dos Trabalhadores de Peregrinações terá lugar de 19 a 21 de janeiro. Eles, junto a párocos, reitores e trabalhadores de santuários, serão os protagonistas de um grande encontro internacional na Basílica de San Juan de Latrão, onde se celebrará uma Missa seguida de momentos de Adoração Eucarística e um encontro com o Papa no Sala Paulo VI no dia 21 de janeiro.

O Jubileu da Cúria Romana será em 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro, e o da Espiritualidade da Divina Misericórdia terá lugar na chamada semana “in albis” (em branco), quer dizer, no domingo 3 de abril, primeiro depois de Páscoa, data em que San João Paulo II estabeleceu esta festividade. De 1 a 3 de abril haverá ritos penitenciais em igrejas de Roma e a chamada “Noite da Reconciliação”. O Papa participará da Vigília de Oração do dia 2, na Praça de São Pedro e celebrará também ali a Missa no domingo 3.

Respeito ao Jubileu das Crianças está marcado para o dia 24 de abril com uma grande Missa presidida pelo Francisco. Na tarde do dia anterior os jovens participarão de um grande uma festa no Estádio Olímpico de Roma.

Por sua parte, os diáconos se reunirão de 27 a 29 de abril nas sete igrejas de Roma que levam o nome de São Lourenço, que foi Diácono da Santa Igreja, para escutar a conferência “O Diácono: ícone da misericórdia para a Promoção da Nova Evangelização”. Seu Jubileu terminará também com uma Missa presidida pelo Papa.

Os sacerdotes acudirão a Roma de 1 a 3 de junho. Participarão de Adorações Eucarísticas, “Lectio Divinas” e o Sacramento da Confissão. Haverá para eles um especial retiro espiritual no dia 2 de junho que será pregado pelo próprio Pontífice.

Os doentes e deficientes chegarão a Roma uma semana depois, de 10 a 12 de junho. Ele se reunirão nas igrejas jubilares e irão de peregrinação à Porta Santa. Terão uma festa nos jardins do Castelo de Sant´Angelo no dia 11 e no dia seguinte uma Missa com o Papa.

Os voluntários da Misericórdia desenvolverão suas atividades de 2 a 4 de setembro. Está prevista uma catequese do Papa no dia 3 de setembro e uma Missa no dia 4.

Os Catequistas, por sua parte, estão convocados do 23 ao 25 de setembro. O primeiro dia se reunirão em igrejas de Roma para orar e refletir. Os organizadores querem que haja um encontro na igreja de São Luis dos Franceses para contemplar e dar um significado catequético aos três quadros sobre São Mateus do famoso pintor Caravaggio que estão em seu interior. Também têm um encontro previsto na Capela Sistina para meditar sobre a História da Salvação.

Fica marcado de maneira provisória para os dias 7, 8 e 9 de outubro o Jubileu Mariano com a participação de delegações de santuários marianos de todo o mundo. Haverá na ocasião uma Vigília e uma Missa com o Santo Padre.

Ainda não se sabe os detalhes, mas no dia 6 de novembro de 2016 está previsto o Jubileu dos Reclusos, com a possibilidade de que alguns deles possam sair da prisão e ir à Praça de São Pedro para ter um momento com o Papa.

O Jubileu da Misericórdia termina no dia 20 de novembro de 2016 e como se recorda, a convocatória oficial teve lugar em abril com a publicação da Bula “Misericordiae Vultus” (o Rosto da Misericórdia). A organização do Ano Santo está a cargo do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, presidido pelo Arcebispo Rino Fisichella.

Fonte: ACIDIGITAL
Foto: ACI Prensa

O Papa Francisco ensina os três “verbos do Pastor”: ver, ter compaixão e ensinar


O Papa Francisco refletiu ontem sobre “os verbos do Pastor”, em suas palavras prévias a Oração do Ângelus, diante milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro.

Durante sua explicação, o Santo Padre mencionou três verbos: ver, ter compaixão e ensinar, que estão associados ao comportamento de Jesus e destacou “os verbos do Pastor”.

“O Evangelho de hoje nos diz que os Apóstolos, depois da experiência da missão, estão contentes, mas também cansados. E Jesus, cheio de compreensão, quer dar-lhes um pouco de alívio; então leva os apóstolos a um lugar afastado para que possam descansar um pouco”, recordou.

O Pontífice destacou “a imagem de Jesus oferecida pelo Evangelho de Marcos, que ‘fotografa’ os olhos de seus discípulos, colhendo os sentimentos, pois ‘estavam como ovelha sem pastor’” e começou a explicar-lhes.

O Papa distinguiu aqui “os verbos do Pastor: ver, ter compaixão, ensinar”.

O Santo Padre assinalou que “ver e ter estão sempre associados ao comportamento de Jesus: de fato, o seu olhar não é o olhar de um sociólogo ou de um repórter fotográfico, pois ele olha sempre com ‘os olhos do coração’. Estes dois verbos, ver e ter compaixão, configuram Jesus como Bom Pastor”.

Em relação à compaixão disse que “não é somente um sentimento humano, mas é a comoção do Messias em quem se fez carne a ternura de Deus. E desta compaixão nasce o desejo de Jesus de nutrir a multidão com o pão da sua Palavra”.

E desta compaixão nasce o desejo de Jesus de nutrir a multidão com o pão da sua Palavra, isto é, de ensinar a Palavra de Deus às pessoas. “Jesus vê, Jesus tem compaixão, Jesus nos ensina. E isto é bonito!”, assegurou o Papa Francisco.

FONTE: ACIDIGITAL
FOTO: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Decifram o texto bíblico mais antigo desde o achado dos manuscritos do Mar Morto

 Um grupo de arqueólogos israelenses e americanos conseguiram decifrar um pergaminho de aproximadamente 1.500 anos de antiguidade que estava queimado. O manuscrito, encontrado há 45 anos em uma sinagoga, data do Século VI e é o mais antigo já descoberto até hoje. Sendo assim, está é a descoberta mais importante depois do achado dos manuscritos do Mar Morto encontrados em 1947.
A investigação, divulgada através do diário oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, permitiu decifrar o manuscrito que tinha sido enrolado e queimado. Nele podemos ler fragmentos em hebreu do livro do Levítico que fazem referência a sacrifícios rituais.
A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) foi encarregada de desenvolver os trabalhos, que consistiram em provas de carbono 14 (uma das mais utilizadas para averiguar a data de algum objeto ou obra de arte) e uma intensa investigação de um grupo de arqueólogos americanos e israelenses. O texto foi obtido com ajuda de tecnologia 3D de um fragmento de sete centímetros do pergaminho queimado.

O pergaminho foi descoberto em 1970 por Sefi Porath, quando dirigia as escavações arqueológicas na sinagoga de Ein Gedi, cerca de 40 quilômetros ao sul das cavernas de Qumran (Israel), onde foram achados os manuscritos do Mar Morto.
Conforme declarou Porath à imprensa, a descoberta é “muito emocionante” e além disso trata-se do único pergaminho da Torá (livro sagrado judeu equivalente ao Antigo Testamento dos cristãos) encontrado em uma sinagoga no interior de uma arca sagrada.
Por sua parte, Pnina Shor, curadora da Autoridade de Antiguidades de Israel, assinalou durante uma coletiva de imprensa, na qual exibiu-se o pergaminho, que este é “uma grande descoberta”.
“Após os manuscritos do Mar Morto, esta foi a mais significativa descoberta de uma Bíblia antiga”, disse.

FONTE: ACIDIGITAL