quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Deus não discrimina ninguém, afirma bispo em artigo

O Evangelista Lucas lembra que Deus não discrimina ninguém. Ele aceita toda pessoa que o respeita e realiza a justiça  (Cf. Atos 10, 34.35). Não à toa Jesus veio solidarizar-se conosco, apoiando todo ser humano de boa vontade, que deseje realmente ser do bem e da prática do que é justo. 

Seu batismo no Jordão se deu, mostrando que é um de nós, fazendo conosco o rito e a prática do endereçamento da vida para realizar o projeto de Deus. Aliás, ao próprio João, a quem ele pediu o batismo, e que dizia ser ele o necessitado do batismo de Jesus, ele disse: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça” (Mateus 3,15). 

O Filho de Deus não precisava submeter-se ao sofrimento, aos limites e ao batismo humano. João Batista realizava a lavadura com indicação da conversão e da purificação dos pecados. Mas Jesus quis, ao ser batizado com o sentido dado por João, para nos revelar o projeto do Pai, ou seja, o ser humano precisa de passar pelo crivo de mudança, lavando-se do egoísmo, da injustiça e de toda a forma de erro moral e discriminação. Seguindo-o, nós realizamos a justiça misericordiosa praticada e ensinada em toda a sua vida. 

As parábolas do filho pródigo, da ovelha perdida e do bom samaritano, bem como a realização de seu martírio mostram sobejamente o sentido do batismo assumido por Ele. Mais: Ele institui o novo batismo, que não é a pura conversão humana, aquela capaz de fazer a justiça de relação do amor entre Deus e o ser humano. É o batismo com a ação do Espírito Santo, que apareceu em forma de pomba quando Ele era batizado no rio Jordão. Agora sim! O batismo que recebemos, com a ação do Espírito Santo, nos torna capazes de ficar puros e justos perante Deus e os seres humanos. Assumir o batismo a vida toda é nosso maior desafio!

O profeta Isaías já contemplava o que o Espírito Santo iria depois afirmar sobre Jesus, que era batizado por João (Cf. Mateus 3,16.17): “Nele se compraz minha alma; pus o meu espírito sobre ele... Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. Eu, o Senhor, te chamei para a justiça...!” (Isaías 42,1.4.6).

O batismo instituído por Jesus vai além do pedido de justiça, ou seja, da vontade humana de chegar a Deus e obter seu amor e a felicidade plena com Ele, na obtenção de sua graça. Não é o humano tentando, sem forças, ir ao divino. É o divino dando forças ao humano, para que Ele realize do projeto de Deus, ou seja, de viver como imagem e semelhança do Criador. O Senhor da história cuida com absoluta perfeição e todo o amor de suas criaturas. 

O ser humano cuida da terra com carinho e amor privilegiado ao semelhante. Há, então, verdadeira justiça, como a implantada por Jesus. As discriminações são superadas, a verdade e o bem são vivenciados. O compromisso batismal se torna realidade. Há paz. A vontade de Deus se torna a vontade humana. A aliança entre o humano e o divino acontece. 

Os efeitos da morte e ressurreição do Filho se dão. A verdade, a justiça e o amor se entrelaçam para o bem de toda a humanidade. Daí para frente, a missão de levar a salvação para todos é assumida por quem vive a nova aliança.

Fonte: Canção Nova Notícias

Sínodo sobre a Família: dioceses preparam síntese do questionário

Faltam poucos dias para que as dioceses em todo o mundo respondam ao Questionário sobre a família, enviado pelo Vaticano em outubro do ano passado, em preparação ao Sínodo Extraordinário de 2014. O prazo expira em 20 de janeiro.

No Brasil, a Diocese de Uberlândia (MG) realiza no próximo sábado, 11, um mutirão para que fiéis leigos, religiosos, padres e diáconos respondam às 38 questões sobre o matrimônio, filhos, convivência, sexualidade e outros assuntos.

As contribuições das paróquias de todo o país serão entregues à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que produzirá um documento a ser enviado à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano.

Na Itália, as 226 dioceses entregaram suas respostas terça-feira passada. Os 38 quesitos foram discutidos nas paróquias, nos conselhos pastorais e nas coordenações das associações laicais.

Na Suíça, os fiéis puderam responder diretamente às perguntas, sem a intermediação de estruturas territoriais da Igreja. E as respostas superaram as expectativas: 23 mil questionários entregues.

Já a Associação das mulheres católicas (Katholische Frauengemeinschaft) na Alemanha pede à Conferência Episcopal Alemã que publique os resultados de todas as dioceses para a preparação ao Sínodo.

Na Guiné-Bissau, a Diocese de Bafatá já fez sua síntese na terça-feira. A comissão especial da Diocese se reuniu com o Bispo, Dom Pedro Zilli, na cidade de Buba. Na reunião, todos foram unânimes em dizer que, além de dar o seu contributo ao Sínodo, será a própria Diocese, com suas paróquias e missões, a beneficiar, pois valorizando o seu conteúdo, poderá atuar na pastoral familiar de modo muito mais incisivo e realístico.

Em 29 de dezembro passado, o Papa concluiu a sua oração no Angelus pedindo à Sagrada Família de Nazaré que o "próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência do carácter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projeto de Deus”.

Fonte: Canção Nova Notícias

Regional Leste 2 promove curso sobre educação da fé no mundo moderno

Para proporcionar a experiência de convivência e reflexão sobre a educação da fé no mundo contemporâneo, o Instituto de Pastoral Catequética (Irpac) do Regional Leste 2 da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo) realiza curso destinado a catequistas, coordenadores de catequese, leigos, religiosos e padres diocesanos. O evento teve início no dia 5 de janeiro e prossegue até o próximo dia 17, em Belo Horizonte (MG).
 O curso, que reúne 150 pessoas, contou com a presença do bispo diocesano de Teófilo Otoni (MG) e referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do Leste 2, dom Aloísio Jorge Penna Vitral. “A catequese hoje precisa tocar as fendas existenciais das pessoas e, por isso, fazer ecoar o sentido da vida nesta sociedade de sentidos vazios”, disse o bispo na abertura do encontro.
O curso é dividido em módulos que apresentam aspectos fundamentais para a formação de coordenadores de catequese. Em 2013, foi reconhecido como pós-graduação. Trata-se de uma parceria entre o Regional Leste 2 e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Fonte: CNBB

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Papa: ser pequenas estrelas que refletem a luz

A Virgem Maria nos ajude a sermos todos discípulos-missionários, pequenas estrelas que refletem a sua luz”. Esta a invocação do Papa Francisco na alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus ao meio-dia de ontem, dirigida a uma Praça São Pedro repleta de fiéis. “Rezemos – exortou o Santo Padre - para que os corações se abram para acolher o anúncio, e todos os homens cheguem “a serem partícipes da promessa por meio do Evangelho”.

Celebramos hoje a Epifania, a “manifestação” do Senhor, continuou o Papa (no Brasil a Igreja celebrou ontem, domingo). Esta solenidade se encontra na passagem bíblica da vinda dos magos do Oriente a Belém para prestar honras ao Rei dos Judeus: um episódio, disse Francisco, que o Papa Bento comentou magnificamente em seu livro sobre a infância de Jesus. Aquela foi a primeira “manifestação” de Cristo aos gentios.

“Por isso a Epifania coloca em destaque a abertura universal da salvação trazida por Jesus. A Liturgia deste dia aclama: ”Adoram-te, Senhor, todos os povos da terra”. Porque Jesus veio para todos os povos".
Para o Papa “esta festa nos faz ver um duplo movimento: de uma parte o movimento de Deus em direção do mundo, em direção da humanidade, toda a história da salvação, que culmina em Jesus; e da outra parte o movimento dos homens em direção de Deus; pensemos nas religiões, explicou, na busca da verdade, no caminho dos povos para a paz, a paz interior, para a justiça, para a liberdade”.

"E esse movimento duplo é movido por uma atração recíproca. Da parte de Deus, o que nos atrai, é o amor por nós: somos seus filhos, Ele nos ama, e quer nos livrar do mal, das doenças, da morte, e nos levar para sua casa, no seu Reino. “Deus, por pura graça nos atrai para nos unirmos a Ele” (Exortação Ap. Evangelii gaudium, 112). E também da nossa parte existe um amor, um desejo: o bem sempre nos atrai, a verdade nos atrai, a vida nos atrai, a felicidade, a beleza... Jesus é o ponto de encontro desta atração recíproca e deste duplo movimento". 
No movimento, todavia, sublinhou Francisco, “a iniciativa é de Deus. O amor de Deus vem antes do nosso”. A iniciativa é sempre d’Ele. Jesus é Deus que se fez homem, e encarnou, nasceu para nós. A Igreja está toda dentro deste movimento, a sua alegria é o Evangelho, é refletir a luz de Cristo.

“Gostaria de dizer, sinceramente, àqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja, dizer respeitosamente, àqueles que são temerosos e indiferentes: o Senhor também chama vocês para fazer parte de seu povo e o faz com grande respeito e amor!”. O Senhor chama vocês, procura vocês".
A nova estrela que apareceu aos Magos era o sinal do nascimento de Cristo. Se não tivessem visto a estrela, aqueles homens não teriam partido. A luz nos precede, a verdade nos precede, a beleza nos precede. Deus nos precede, é graça; e esta graça apareceu em Jesus. Ele é a Epifania, a manifestação do amor de Deus.

O Papa Francisco concluiu pedindo a Deus, por toda a Igreja, a alegria de evangelizar, porque “foi enviada por Cristo para revelar e comunicar a caridade de Deus a todos os povos. “O profeta Isaías – explicou falando de improviso – dizia “Deus é como a flor de amendoeira, porque naquela terra essa flor é a primeira a florescer, e Deus sempre precede, floresce por primeiro, ele dá o primeiro passo”.

Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

Antes de se despedir dos fiéis reunidos na Praça São Pedro o Papa dirigiu a sua saudação aos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais que nesta terça-feira celebrarão o Santo Natal.

“A paz que Deus deu à humanidade com o nascimento de Jesus, Verbo encarnado, reforce em todos a fé, a esperança e a caridade, e conforte as comunidades cristãs, as Igrejas, que se encontram na provação”.
Recordou ainda o Dia da Infância Missionária, proposta pela Pontifícia Obra da Santa Infância. Muitas crianças, nas paróquias, são protagonistas de gestos de solidariedade para com seus coetâneos, e assim alargam os horizontes de sua fraternidade. Caras crianças e adolescentes, - disse -, com a sua oração e empenho vocês colaboram para a missão da Igreja. Agradeço-lhes por isso e os abençoo!

Saudou na conclusão do encontro todos os presentes famílias, grupos paroquiais e associações. (SP)


Fonte: Rádio Vaticano 

Vaticano critica manipulação da mídia sobre declaração do Papa

Porta-voz oficial da Santa Sé, padre Federico Lombardi
O Porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi lamentou, em nota publicada na segunda-feira, 6, o que classificou como “instrumentalização” das declarações do Papa sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo, publicadas pela revista jesuíta ‘Civiltà Cattolica’.

“O Papa constata que a situação da educação das crianças e dos jovens hoje é muito diferente do passado, porque estes vivem em muitas situações familiares difíceis, com pais separados, novas uniões anómalas, por vezes também homossexuais, e assim sucessivamente”, refere o sacerdote, em resposta a vários artigos publicados pela imprensa italiana.

Os jornais abordavam a conversa entre o Papa Francisco e os superiores dos institutos religiosos, que decorreu a 29 de novembro e foi tornada pública na sexta-feira, 3, pela ‘Civiltà Cattolica’.

O padre Lombardi sustenta que “a educação e o anúncio da fé” não podem deixar de acompanhar a “situação concreta” das crianças, para “não provocar nelas reações negativas, contrárias ao acolhimento da própria fé”.

O Papa Francisco disse durante o encontro com os responsáveis da União dos Superiores Gerais que a tarefa educativa é hoje uma “missão chave” e recordou o caso de uma criança que se queixava da falta de atenção da “noiva” da sua mãe.

“A percentagem de jovens que estudam nas escolas e têm pais separados é elevadíssima. As situações que vivemos hoje colocam novos desafios, que às vezes são difíceis de compreender”, admitiu.

O porta-voz do Vaticano afirmou que inserir este discurso no debate público sobre o reconhecimento das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo é “forçado” e chega a ser “uma instrumentalização”.

“Falar de abertura aos ‘casais gays’ é absurdo, porque o discurso do Papa é totalmente genérico e porque o pequeno exemplo concreto feito a este respeito (uma criança triste porque a noiva da sua mãe não a ama) alude ao sofrimento dos filhos”, acrescentou.

Fonte: Canção Nova Notícias