segunda-feira, 6 de abril de 2015

Santo Padre destaca que entrar no mistério significa ir além da comodidade das próprias seguranças

O Papa Francisco presidiu neste Sábado Santo, 4 de abril, na Basílica de São Pedro, a solene Vigília Pascal da Ressurreição do Senhor. Eis a homilia do Santo Padre, na íntegra.

Esta é uma noite de vigília Não dorme o Senhor, vigia o Guardião do seu povo (cf. Sl 121/120, 4) para fazê-lo sair da escravidão e abrir-lhe a estrada da liberdade. O Senhor vigia e, com a força do seu amor, faz passar o povo através do Mar Vermelho; e faz passar Jesus através do abismo da morte e da mansão dos mortos.

Foi uma noite de vigília para os discípulos e as discípulas de Jesus. Noite de desolação e de medo. Os homens permaneceram fechados no Cenáculo. As mulheres, ao contrário, ao alvorecer do dia depois do sábado foram ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus. Tinham o coração cheio de angústia e perguntavam-se: «Como faremos para entrar? Quem nos fará rolar a pedra do sepulcro?». Mas eis o primeiro sinal do Evento: a grande pedra já fora removida e o túmulo estava aberto!

«Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca» (Mc 16, 5). As mulheres foram as primeiras a ver este grande sinal: o túmulo vazio; e foram as primeiras a entrar nele.

«Entrando no sepulcro». Faz-nos bem, nesta noite de vigília, deter-nos a reflectir sobre a experiência das discípulas de Jesus, que nos interpela a nós também. Realmente é para isto que estamos aqui: para entrar, entrar no Mistério que Deus realizou com a sua vigília de amor.

Não se pode viver a Páscoa, sem entrar no mistério. Não é um facto intelectual, não é só conhecer, ler... É mais, é muito mais!

«Entrar no mistério» significa capacidade de estupefacção, de contemplação; capacidade de escutar o silêncio e ouvir o sussurro de um fio de silêncio sonoro em que Deus nos fala (cf. 1 Re 19, 12).

Entrar no mistério requer de nós que não tenhamos medo da realidade: não nos fechemos em nós mesmos, não fujamos perante aquilo que não entendemos, não fechemos os olhos diante dos problemas, não os neguemos, não eliminemos as questões... Entrar no mistério significa ir além da comodidade das próprias seguranças, além da preguiça e da indiferença que nos paralisam, e pôr-se à procura da verdade, da beleza e do amor, buscar um sentido não óbvio, uma resposta não banal para as questões que põem em crise a nossa fé, a nossa lealdade e nossa razão.

Para entrar no mistério, é preciso humildade, a humildade de rebaixar-se, de descer do pedestal do meu eu tão orgulhoso, da nossa presunção; a humildade de se reajustar, reconhecendo o que realmente somos: criaturas, com valores e defeitos, pecadores necessitados de perdão. Para entrar no mistério, é preciso este abaixamento que é impotência, esvaziamento das próprias idolatrias, adoração. Sem adorar, não se pode entrar no mistério.

Tudo isto nos ensinam as mulheres discípulas de Jesus. Elas estiveram de vigia naquela noite, juntamente com a Mãe. E Ela, a Virgem Mãe, ajudou-as a não perderem a fé nem a esperança. Deste modo, não ficaram prisioneiras do medo e da angústia, mas às primeiras luzes da aurora saíram, levando na mão os seus perfumes e com o coração perfumado de amor. Saíram e encontraram o sepulcro aberto. E entraram. Vigiaram, saíram e entraram no Mistério. Aprendamos com elas a vigiar com Deus e com Maria, nossa Mãe, para entrar no Mistério que nos faz passar da morte à vida.( Fonte Zenit)

Dez anos atras o adeus a 'João de Deus'

Dez anos atrás, em 2 de abril, milhares rezavam sob a sua janela na Praça São Pedro. Os mais jovens ainda chamavam “João Paulo, João Paulo”, com os olhos fixos na luz acesa, há dias, do segundo andar do Palácio Apostólico. Nestes mesmos momentos, às 21h37, Karol Wojtyla, depois de anos de doença e de uma verdadeira agonia que nos últimos dias lhe havia tirado a voz e a respiração, se despedia do mundo terreno dizendo “Deixem-me partir para a casa do Pai”.  


O mundo viveu com intensidade aquele momento histórico: dos católicos aos agnósticos, ninguém ficou indiferente ao sofrimento final deste Papa que governou a Igreja 27 anos e rodou o planeta. 
 
A dar o anúncio aos fiéis, que não arredavam o pé da Praça, foi o Cardeal Leonardo Sandri, então Substituto da Secretaria de Estado. Naquele momento, entre um silêncio irreal, lágrimas e alguns aplausos para o Papa polonês, a notícia começou a circular pela cidade, ao redor do Vaticano e a partir daí, milhões de pessoas, muitos jovens, chegaram a Roma para a última saudação ao féretro. 


Entre os jovens e Wojtyla, a relação era realmente especial. E o Papa Francisco o recordou na missa do Domingo de Ramos, diante de uma super-jovem Praça São Pedro, convidando-os ao caminho rumo à JMJ do ano que vem em Cracóvia, pátria de São João Paulo II, iniciador das Jornadas da Juventude”. 

Voltando a dez anos atrás, Roma foi invadida por uma peregrinação espontânea para se despedir do já chamado “Santo Já”. Até dez horas de fila para alguns segundos de oração na Basílica. E depois, o funeral, com os mais importantes chefes de Estado da época. Só dos EUA, vieram três Presidentes: George Bush, pai e filho, e Bill Clinton.

No adro da Basílica, uma pequena ONU: o Presidente iraniano Khatami com o Rei Abdalá da Jordânia, o Rei Juan Carlos, Lula do Brasil, Karzai do Afeganistão, os Reis da Síria... e muitos outros. Mas o povo o quer santo e a beatificação chega em tempo recorde: em primeiro de maio de 2011, foi proclamado beato pelo seu sucessor, Bento XVI. Na história da Igreja, não ocorria há um milênio que um Papa beatificasse seu imediato predecessor. 

O resto é história nova: em 27 de abril, João XXIII e João Paulo II santos, Papa Francisco presidindo e Bento XVI participando. Mais uma cerimônia que passou para a história, a canonização com “quatro papas”.  Enquanto o fim de minha vida se aproxima, volto com minha memória ao começo, aos meus pais, ao meu irmão, à minha irmã (eu nunca a conheci porque ela morreu antes de meu nascimento), à paróquia de Wadowice, onde fui batizado, à cidade que amo, aos meus colegas, amigos da escola primária, escola secundária e da universidade, até a época da ocupação, quando era um operário, e então na paróquia de Niegowic, depois em São Floriano em Cracóvia, do ministério pastoral acadêmico, ao círculo de... a todos os círculos... de Cracóvia e a Roma... às pessoas que foram confiadas a mim de uma forma especial pelo Senhor.


“Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7), refletirão os jovens no grande santuário construído em Cracóvia para a JMJ 2016, em memória de João Paulo II. (Fonte; Radio Vaticano)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CONVITE

Pe. Luciano Guedes convida a comunidade campinense para as solenidades desta Sexta Feira Santa: 9h - Confissão Individual; 11h - Via Sacra; 12h - Ofício da Agonia do Senhor; 15h - Celebração da Paixão do Senhor e às 16h - Procissão com a imagem do Senhor Morto. A Pastoral da Comunicação vai transmitir ao vivo pelo blog http://pascomcatedralcg.blogspot.com a Celebração da Paixão e a Missa da Vigília no sábado às 20h.

domingo, 29 de março de 2015

Domingo de Ramos abre celebrações da semana santa



Nesse domingo, fazemos recordação de uma das mais emblemáticas passagens bíblicas: a entrada de Jesus em Jerusalém. Os filhos dos hebreus com ramos de palmeiras exortavam a chegada do Messias prometido, sinal de uma libertação tão almejada. 


Uma multidão se aglomerou na Catedral de Nossa Senhora da Conceição para participar da Missa do “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”. A celebração foi presidida pelo Bispo Dom Manuel Delson e concelebrada pelo pároco Luciano Guedes e pelo vigário paroquial, Monsenhor Apolinário.

Em sua pregação, o pastor diocesano destacou a riqueza do tempo pascal e o significado das ações de Jesus. “O senhor quis livremente fazer esse esvaziamento de si mesmo para nos enriquecer com os seus dons de misericórdia, por isso que Deus o elevou a cima de todas as criaturas”. Ao mesmo tempo, Dom Delson fez menção a Primeira leitura, ressaltando o seu caráter prefigurar, “O profeta Isaias retrata a figura do servo sofredor, instruído a falar aqueles que têm o coração ferido e que precisam escutar a palavra de Deus pra encher sua vida de paz e esperança”, concluiu.

A partir de hoje, os católicos são chamados a vivenciar os mais importantes dias da fé cristã, em preparação ao tríduo pascal, onde faremos memória da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A tradição da Santa Igreja convida a todos ao recolhimento e à reflexão até o Sábado de aleluia, quando na aurora da Páscoa, contemplaremos a vitória sobre a morte pelo Senhor da Vida. Texto Emilson Garcia - PASCOM Catedral

Confira programação da Semana Santa com explicações sobre cada celebração:

Solenidades na semana mais importante no calendário litúrgico da Igreja Católica: Vivendo ainda o período da Quaresma, os católicos se preparam para as solenidades da Semana Santa. A Igreja convida seus fieis a viverem intensamente a liturgia que marca a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Domingo de Ramos), passando por todo seu sofrimento da Paixão para, assim, viver a alegria da ressurreição no domingo de Páscoa. Na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, Dom Manoel Delson preside as celebrações, que ainda inclui a Missa dos Santos Óleos, onde todo o clero realiza a renovação dos votos sacerdotais. Confira a programação completa da Semana Santa na Catedral:

No dia 29 de março é celebrado o Domingo de Ramos, abrindo a Semana Santa. As paróquias realizam a Caminhada de Ramos, relembrando o dia que Jesus voltou à Jerusalém e foi recebido por uma multidão. Na Catedral, o momento é vivido com uma pequena procissão, que sai da Praça para o interior da Igreja, onde acontece a missa às 10h. Nas demais paróquias, é tradicional acontecer a Procissão de Ramos pelas ruas dos bairros. Neste dia também acontece a Coleta Solidária da Campanha da Fraternidade. O dinheiro arrecadado será usado nas ações, por todo Brasil, nas ações sociais que envolvem o tema deste ano “Fraternidade: Igreja e Sociedade” (Eu vim para servir, cf MC 10,45).

De segunda a quinta, ao meio dia, será rezado o Ofício da Semana Santa. Na quarta-feira às 19h acontece a Celebração Penitencial. Na sexta, o ofício rezado ao meio dia é o Ofício da Agonia de Jesus. No sábado, o Ofício da Semana Santa será às 8h da manhã.

Na Quinta-feira Santa, dia 02 de abril, às 8h30, todo o Clero se reúne diante do bispo na Catedral para a Missa dos Santos Óleos, onde acontece a renovação dos votos sacerdotais e a bênção dos óleos sacramentais. É uma das mais belas celebrações da Liturgia, que marca também o dia da Instituição da Sagrada Eucaristia, vivida na última ceia do Senhor com seus discípulos. Na parte da tarde, às 17h, é celebrada a Missa de Lava-pés / Santa Ceia, lembrando o gesto de humildade de Jesus, que lavou os pés de seus discípulos ensinando-os a serem sempre humildes servidores.

Na Sexta-Feira Santa, dia 03, acontece a Celebração da Paixão, às 15h, e a Procissão do Senhor Morto, que leva a imagem de Jesus pelas ruas da cidade, lembrando o sacrifício da morte de cruz.

No Sábado de Aleluia, Dom Delson preside a celebração às 20h, quando acontece a Bênção do Fogo e a Vigília Pascal. Uma noite cheia de simbolismo, que traz a luz e a água do batismo, sinais fortes da fé católica. Aos que forem à Catedral nesta noite, é pedido que levem uma vela para o momento da vigília.

O Domingo de Páscoa é o dia da grande festa da Ressurreição. A Igreja celebra neste dia santo o mistério central da vida cristã: a vitória da graça sobre o pecado e a inauguração de um novo tempo de graça e santidade, de vida plena e eterna. Tempo de esperança e de paz no Senhor Ressuscitado. Na Catedral, Dom Delson preside a Missa das 10h. Ainda haverá missas às 17h e às 19h30.

É bom lembrar: Com exceção da Missa dos Santos Óleos, todas as demais celebrações acontecem em todas as Paróquias da Diocese. Procure a secretaria de sua Paróquia para se informar sobre os horários de sua comunidade.

Do Blog Carlos Magno, com Pascom – Catedral