segunda-feira, 20 de julho de 2020

Solicitam dispensa dos 5 anos para início do processo de beatificação de Dom Henrique

Pouco após o falecimento de Dom Henrique Soares da Costa, vítima de Covid-19, milhares de pessoas pediram que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) solicite ao Vaticano a dispensa dos 5 anos para o início do processo de beatificação do Prelado.
O Bispo de Palmares (PE) morreu no último sábado, 18 de julho, e seu falecimento gerou grande comoção entre os fiéis que acompanhavam seu apostolado, sobretudo na internet. Diversas foram as mensagens de pesar, bem como de solidariedade aos familiares e à Diocese do Prelado.
Entre as iniciativas que surgiram logo após a divulgação da notícia de que Dom Henrique havia falecido está a petição lançada na plataforma CitizenGo com a “solicitação de dispensa para abertura do processo de beatificação de Dom Henrique Soares da Costa”.
“A Santa Igreja Católica no Brasil perdeu um dos maiores nomes do seu episcopado recente, Dom Henrique Soares da Costa. Vítima de COVID19 faleceu em odor de santidade! Os católicos de todos os rincões do Brasil e até mesmo do exterior ao saber de sua morte exclamam como na perda de São João Paulo II: Santo Subito!”, afirma o texto da petição, que já conta com cerca de 41.560 assinaturas.
Nesse sentido, indica, “solicitamos ao Regional Nordeste II da CNBB e do Conselho Permanente desta instituição que solicitem ao Santo Padre, o Papa Francisco, a dispensa dos 05 anos para apresentação do libelo de demanda (supplex libellus) isto é, a petição escrita, com a qual pede o início da causa de beatificação”.
“Nós, Igreja do Brasil, suplicamos aos nossos pastores que olhem para a súplica dos fiéis e que solicitem ao Vigário de Cristo a abertura do processo de beatificação, e que Dom Henrique do Céu e honrado em nossos altares seja o grande intercessor diante de Deus por todos os acometidos por este vírus e por todos aqueles que amam a Igreja de Cristo”, completa.
Pai e Pastor
Dom Henrique Soares da Costa tinha 57 anos, é natural de Penedo (AL) e foi ordenado sacerdote para a Arquidiocese de Maceió em 15 de agosto de 1992. Em 2009, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju (SE) e, em 2014, o Papa Francisco o nomeou Bispo da Diocese de Palmares (PE).
“Nestes seis anos conduzindo o Povo de Deus da Diocese de Palmares, Dom Henrique sempre esteve junto ao seu clero sendo como ele mesmo afirmava: ‘Pai e Pastor’”, afirma nota da Diocese de Palmares.
O Prelado desenvolvia um apostolado por meio da internet, com reflexões, meditações, formação, alcançando milhares de pessoas em todo o Brasil e no mundo.
Durante homilia no último domingo, ao recordar o Prelado, de quem era amigo, Pe. Paulo Ricardo assinalou como o falecimento de Dom Henrique comoveu muitas pessoas, citando uma frase que foi dita por um sacerdote que não conheceu o Bispo pessoalmente, o qual afirmou: “Eu me sinto órfão, arrancaram-me um pai”.
“Ao dizer isso, penso que estou dizendo o sentimento de muitos no Brasil, porque Dom Henrique tinha um frutuoso, fecundo apostolado na internet. Ele tinha essa vocação também de escritor”, assinalou o sacerdote.
Para assinar a solicitação de dispensa para abertura do processo de beatificação de Dom Henrique Soares da Costa, acesse AQUI.
Fonte:Acidigital 

domingo, 28 de junho de 2020

Papa Francisco: "O amor a Jesus exige um amor pelos pais e pelos filhos"




O Papa Francisco afirmou que os interesses familiares ou pessoais não podem ser colocados na frente dos interesses do bem comum, ao mesmo tempo em que recorda que "o verdadeiro amor a Jesus exige um amor verdadeiro pelos pais, pelos filhos ".

O Pontífice realizou esse ensinamento no domingo, 28 de junho, durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco explicou que o Evangelho deste domingo, de São Mateus, "expressa fortemente o convite a viver plenamente e sem hesitação a nossa adesão ao Senhor".

Na narração evangélica, "Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isto requer sacrifício e esforço”, explicou o Pontífice.

“O primeiro pedido exigente que Ele faz àqueles que O seguem é que coloquem o amor a Ele acima dos afetos familiares. Ele diz: ‘Quem ama o pai ou a mãe, [...] o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim’”, são palavras que podem ser duras, mas o Papa explicou seu significado.

Ele assinalou que "Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro lugar, podem desviar-se do verdadeiro bem".

 

"Vemos algumas corrupções nos governos. Elas ocorrem porque o amor pelo parentesco é maior que o amor pela pátria e eles colocam os parentes no comando".

“Todos nós poderíamos dar muitos exemplos a este respeito. Sem mencionar as situações em que os afetos familiares se misturam com escolhas opostas ao Evangelho", assegurou.

Quando, pelo contrário, "o amor pelos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela".

“Nesse sentido, Jesus diz essa frase. Recordamos como Jesus repreende os doutores da lei que fazem com que os pais não tenham o necessário com a pretensão de entregá-lo ao altar, de entregá-lo à Igreja. Ele os repreende! O verdadeiro amor a Jesus exige um amor verdadeiro pelos pais, pelos filhos, mas primeiro buscamos o interesse familiar, isso sempre leva a um caminho errado”.

Depois, na leitura do Evangelho, Jesus diz a seus discípulos que "quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim".

O Papa Francisco destacou que, com esta frase, Jesus convida “a segui-lo pelo caminho que ele próprio percorreu, sem procurar atalhos. Não há amor verdadeiro sem cruz, ou seja, sem um preço a pagar pessoalmente. Que o digam muitas mães, muitos pais que se sacrificam muito pelo filho e carregam verdadeiros sacrifícios, cruzes, mas porque amam”.

"Carregada com Jesus, a cruz não é assustadora, porque Ele está sempre ao nosso lado para nos apoiar na hora da provação mais dura, para nos dar força e coragem. Também não é necessário preocupar-se por preservar a própria vida, com uma atitude temerosa e egoísta".

O Papa comentou uma terceira frase de Jesus: “Quem procura conservar a própria vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, a encontrará”.

"Este é o paradoxo do Evangelho", explicou. “Mas temos, graças a Deus, também muitos exemplos como este. vemos isso hoje nesses dias. Quantas pessoas, quantas pessoas, estão carregando cruzes para ajudar os outros, se sacrificam para ajudar os que precisam nesta pandemia".

“Mas, sempre com Jesus, é possível fazer. A plenitude da vida e da alegria é encontrada através da doação de si mesmo pelo Evangelho e pelos irmãos, com abertura, aceitação e benevolência”.

Dessa maneira, “podemos experimentar a generosidade e gratidão de Deus. Jesus nos lembra disso: ‘Quem recebe a vocês, recebe a mim [...]. Quem der ainda que seja apenas um copo de água fria a um desses pequeninos [...] não perderá a sua recompensa'".

“A gratidão generosa de Deus Pai leva em consideração até o menor gesto de amor e serviço prestado aos irmãos. Nesses dias, ouvi um sacerdote que ficou comovido porque uma criança se aproximou dele na paróquia e disse: “Padre, estas são as minhas economias; pouca coisa. É para os seus pobres, para aqueles que precisam hoje por causa da pandemia”. Coisa pequena, mas uma coisa grande”.

"É uma gratidão contagiosa, que ajuda cada um de nós a sentir gratidão por aqueles que se preocupam com as nossas necessidades".

Por esse motivo, convidou a que “quando alguém nos oferece um serviço, não devemos pensar que tudo nos é devido. Não. Muitos serviços são feitos gratuitamente. Pensem no voluntariado, que é uma das maiores coisas que a sociedade italiana tem. Os voluntários! Quantos deles perderam a vida nessa pandemia. Isso é feito por amor, simplesmente para o serviço”.

“A gratidão, o reconhecimento, é antes de tudo um sinal de boa educação, mas é também um distintivo do cristão. É um sinal simples mas genuíno do reino de Deus, que é o reino do amor gratuito e reconhecido", concluiu o Papa Francisco.

Acidigital

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Dom Orani enviará em junho protocolo para reabertura das igrejas no Rio


No mês de junho, as paróquias do Rio de Janeiro devem receber as regras sanitárias para a reabertura dos templos religiosos. A notícia foi dada nesta terça-feira, 26, após a reunião do arcebispo do Rio, Cardeal Dom Orani João Tempesta, com os bispos auxiliares e vigários episcopais. Apesar da previsão de retorno estar mais próxima, a reabertura das igrejas e o retorno das missas presenciais ainda não tem data marcada para acontecer.
“Tivemos a oportunidade de dar encaminhamento aos protocolos que já temos trabalhado há algumas semanas, sobre tudo o que será necessário para o retorno às celebrações presenciais nas paróquias. Quando chegar o momento e a pandemia tomar outro rumo poderemos voltar”, disse o cardeal.
Os fiéis aguardavam com atenção o posicionamento da arquidiocese em função do decreto do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, oficializando a abertura e o “funcionamento de templos religiosos de qualquer natureza, durante a pandemia decorrente do novo coronavirus - COVID - 19”. Publicado em Diário Oficial nesta segunda-feira, 25, o Decreto no 47461, considera “que as organizações religiosas têm sofrido interferências e embaraços indevidos em seu funcionamento, praticados por ações equivocadas de agentes públicos”.
O decreto municipal garante o funcionamento de templos religiosos de qualquer natureza, para realização de cultos, sendo observadas as já conhecidas prescrições sanitárias para evitar o contágio. Entre as medidas, estão: uso de máscara facial, disponibilização de álcool gel 70% e distanciamento mínimo de dois metros entre os presentes. Continua não indicada a participação presencial das pessoas que fazem parte do grupo de risco.
Segundo Dom Orani, durante a reunião, foram relatadas as experiências de pessoas que se capacitaram para a higienização das igrejas.
“O texto de orientação para toda a arquidiocese será finalizado e enviado às paróquias para que se preparem: capacitando as pessoas, treinando e adquirindo o material necessário para a higienização. Estamos trabalhando para um retorno possível, mas enquanto isso não acontece, manteremos tudo como está. Por enquanto, levemos adiante a caminhada como temos feito até agora”, afirmou o arcebispo do Rio.
acidigital






quinta-feira, 30 de abril de 2020

Hoje é celebrado São Pio V, o pastor que liderou a Igreja com auxílio de Maria


O dia 30 de abril é festa de São Pio V, um pobre pastor que chegou a ser Sumo Pontífice, renovou o clero e a liturgia da Missa e salvou a Igreja e a Europa da invasão muçulmana na famosa batalha de Lepanto, com o auxílio da Virgem do Rosário.

Antonio Chislieri (São Pio V) nasceu em Bosco (Itália), em 1504. Tinha que cuidar das ovelhas no campo, porque seus pais eram muito pobres. Na adolescência, uma família generosa custeou seus estudos ao ver que seu filho, também chamado Antonio, se comportava melhor desde que tinha se tornado amigo do santo.

Assim, pôde estudar com os dominicanos e chegou a ser religioso dessa comunidade. Pouco a pouco, foi designado para cargos importantes até que o próprio Papa o nomeou Bispo e, em seguida, encarregado da associação que defendia a fé na Itália.

O santo percorria a pé os povoados, alertando os fiéis dos erros dos evangélicos e luteranos. Muitas vezes, quiseram matá-lo, mas seguiu anunciando a verdade. O Papa o nomeou Cardeal e o encarregou para dirigir a Igreja em defesa da reta doutrina.

Quando o Papa Pio IV morreu, São Carlos Borromeo disse aos Cardeais que o mais apropriado para o ministério era o Cardeal Antonio Chislieri, por isso, foi eleito e tomou o nome de Pio V.

São Pio V pediu que o que se ia gastar no banquete aos políticos e militares fosse empregado em ajudas para os pobres e enfermos. Um dia, viu na rua seu amigo Antonio, cuja família pagou seus estudos, nomeou-o governador do quartel do Papa e as pessoas admiraram ainda mais o Santo Padre ao saber de seu humilde passado.

O Pontífice tinha grande devoção à Eucaristia, à Virgem e à recitação do Rosário, que recomendava a todos. Nas procissões do Santíssimo Sacramento, percorria as ruas de Roma a pé e com grande piedade e devoção.

Ordenou que bispos e párocos vivessem no local para onde tinham sido nomeados, a fim de que não descuidassem dos fiéis. Publicou um novo missal e uma nova edição da Liturgia das Horas, bem como um novo catecismo.

Nessa época, os muçulmanos ameaçaram invadir a Europa e acabar com a religião católica. Saíam da Turquia, arrasando as populações católicas e anunciando que a Basílica de São Pedro seria o estábulo para os seus cavalos. Nenhum rei queria enfrentá-los.

O Papa buscou a ajuda de líderes europeus e organizou um grande exército com barcos. Ele pediu que todos os combatentes fossem à batalha confessados e tendo comungado na Missa. Enquanto iam combater, o Pontífice e os fiéis romanos percorriam as ruas descalços rezando o Rosário.

Os muçulmanos eram superiores e se encontraram com o exército católico no golfo de Lepanto, perto da Grécia. Os líderes cristãos fizeram com que os soldados rezassem o rosário antes de iniciar a batalha em 7 de outubro de 1571.

O combate começou com vento contrário para os católicos até que, de um momento para o outro, mudou de direção. Então, os cristãos se lançaram ao ataque e obrigaram os muçulmanos a recuar.

São Pio, sem ter recebido notícias do que aconteceu, olhou pela janela e disse aos Cardeais: “Vamos nos dedicar a dar graças a Deus e à Virgem Santíssima, porque conseguimos a vitória”.

O Papa, como agradecimento, mandou que a cada 7 de outubro fosse celebrada a festa de Nossa Senhora do Rosário e que nas ladainhas fosse incluída “Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós” (algo que foi propagado por São João Bosco, séculos depois).

Partiu para a casa do Pai em 1º de maio de 1572, aos 68 anos.
Acidigital

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Secretário de Estado do Vaticano espera que igrejas reabram o mais breve possível

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, disse em 2 de abril que espera que as igrejas fechadas devido à crise do coronavírus COVID-19 reabram o “mais breve possível”.
Em uma entrevista publicada em 2 de abril no Vatican News, o Cardeal Parolin também disse que estava preocupado com as notícias de católicos que morriam sem o sacramento da Unção dos Enfermos e expressou sua preocupação com o impacto da doença nos países pobres.
“A suspensão das celebrações fez-se necessária para evitar aglomerações. Mas em quase todas as cidades as igrejas permanecem abertas e eu espero que sejam reabertas o mais breve possível aquelas que foram fechadas: ali está a presença de Jesus Eucaristia, os sacerdotes continuam a rezar e celebrar a Santa Missa pelos fiéis impossibilitados de ali participar. É belo pensar que a porta da casa de Deus permanece aberta, como estão abertas as portas de nossas casas, ainda que somos fortemente convidados a não sair, a não ser por motivos de força maior”, disse o Purpurado.
Da mesma forma, reconheceu o sofrimento dos católicos que atualmente estão privados dos sacramentos por cumprir a quarentena. "Compartilho sua dor, mas ao mesmo tempo gostaria de recordar, por exemplo, da possibilidade da comunhão espiritual", expressou.
“O Papa Francisco, ademais, por meio da Penitenciária Apostólica, concedeu o dom de especiais indulgências aos fiéis, não somente aos afetados pelo Covid-19, mas também aos profissionais de saúde, aos familiares e a todos aqueles que, de diversas maneiras, também com a oração, cuidam deles", afirmou.
O Secretário de Estado pediu para “rezar com a Palavra de Deus; Ler, contemplar acolher a Palavra que vem", porque "Deus preencheu com sua Palavra o vazio que nos assusta nessas horas".

“Em Jesus, Deus se comunicou, Palavra plena e definitiva. Não devemos simplesmente preencher o tempo, mas nos encher com a Palavra", acrescentou.
Por outro lado, o Cardeal disse que estava preocupado com as histórias de católicos morrendo sozinhos sem o consolo dos sacramentos.
“É uma das consequências da epidemia que, em certo sentido, me abala. Eu li e ouvi histórias dramáticas e comoventes. Quando, infelizmente, não é possível a presença do sacerdote ao lado de alguém que está à beira da morte, todo batizado e toda batizada podem rezar e levar consolo, em virtude do sacerdócio comum recebido com o Sacramento do Batismo", disse.
"É belo e evangélico imaginar neste momento difícil que, de alguma forma ou outra, também as mãos dos médicos, dos enfermeiros, dos agentes de saúde, que a cada dia consolam, curam ou acompanham estes doentes no último momento de vida, tornam-se as mãos e as palavras de todos nós, da Igreja, da família que abençoa, saúda, perdoa e consola. É o carinho de Deus que cura e dá vida, também a eterna", continuou.
O Cardeal Parolin disse que estava especialmente preocupado com a forma como o coronavírus afetaria os países em desenvolvimento.
"Infelizmente, estamos diante de uma pandemia e o contágio se propaga como fogo. Por um lado, vemos quantos esforços extraordinários têm realizado os países desenvolvidos, com não poucos sacrifícios em nível da vida cotidiana de famílias e da economia nacional, para enfrentar com eficácia a crise sanitária e debelar a difusão do vírus", comentou.
Por outro lado, confessou “que me preocupa ainda mais a situação nos países menos desenvolvidos", onde "as estruturas de saúde não serão capazes de assegurar os cuidados necessários e adequados para a população".
“Por vocação, a Santa Sé procura ter o mundo inteiro como horizonte, procura não esquecer quem está mais longe, quem mais sofre, quem talvez tenha dificuldade para receber os refletores da mídia internacional. Há realmente necessidade de rezar e de nos empenharmos, todos, para que nunca falte a solidariedade internacional. Apesar da emergência, apesar do medo, é o momento de não nos fecharmos em nós mesmos", lembrou.
O Cardeal confirmou que atualmente há sete casos de coronavírus entre os funcionários do Vaticano. Todos eles passaram pela fase crítica e agora estão melhorando, assegurou.
Afirmou também que o Papa estava procurando novas maneiras de alcançar pessoas que sofrem em todo o mundo.
“O Santo Padre Francisco está buscando todos os modos possíveis para estar próximo das pessoas, no mundo inteiro. Para ele, o contato com pessoas sempre foi fundamental e, mesmo se de modo novo e inédito, pretende mantê-lo", confessou.
“A transmissão ao vivo diária da Santa Missa na Casa Santa Marta é um sinal concreto disso. A oração constante pelas vítimas, seus familiares, os funcionários da saúde, os voluntários, os sacerdotes, os trabalhadores, as famílias é outro sinal concreto. Todos nós colaboradores buscamos ajudá-lo a manter os contatos com as Igrejas de todos os países do mundo”, acrescentou.
Finalmente, o Cardeal Parolin explicou que as autoridades do Vaticano visam garantir que o maior número possível de pessoas possam acompanhar as liturgias do Tríduo Pascal enquanto estejam confinadas em seus lares.
“Estudamos modalidades diferentes daquelas tradicionais. De fato, não será possível acolher os peregrinos como sempre aconteceu. No pleno cumprimento das regras de precaução para evitar o contágio, buscaremos celebrar os grandes ritos do Tríduo Pascal, de forma a acompanhar todos aqueles que infelizmente não poderão ir às igrejas”, concluiu.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.