segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pe. Aparecido Camargo é eleito Administrador Diocesano de Campina Grande

O Padre Aparecido Francisco Camargo foi eleito administrador Diocesano de Campina Grande. A Decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira durante a reunião do Colégio de Consultores. Pe Aparecido fica na função até a nomeação do próximo Bispo de Campina Grande, feita  pelo Papa Francisco.
 A escolha do Administrador está prevista no Código de Direito Canônico, que orienta que o Colégio de Consultores Diocesano se reúna no prazo de oito dias a contar do dia em que a Diocese entrou no período vacante. No caso, Campina Grande está vacante desde sábado (20), quando Dom Manoel Delson tomou posse como Arcebispo da Paraíba.
 Pe Aparecido Camargo é natural de Itaberaí, estado de Goiás, e tem 60 anos. É pároco na Paróquia de Santa Rosa de Lima, que fica no bairro de Santa Rosa, em Campina Grande. Em julho deste ano, Pe Aparecido completa 30 anos de ordenação sacerdotal.
 O Administrador Diocesano não tem as mesmas funções do Bispo. Ele apenas administra a Diocese e prepara a Igreja Particular para a chegada do próximo Bispo, ato da Sé Apostólica que não tem prazo definido para acontecer.
Autoria: Márcia Marques
Fonte: Blog da Diocese de Campina Grande

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Papa Francisco: Santidade de pastorinhos de Fátima não é consequência das aparições



Durante a oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a sua peregrinação ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de maio para celebrar os 100 anos das aparições da Virgem e canonizar os pastorinhos videntes Santa Jacinta e São Francisco Marto.
Antes cerca de 25.000 fiéis presentes, o Santo Padre sublinhou: “Em Fátima, quis escolher o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lucia para depositar sua mensagem. Estas crianças a acolheram dignamente, e foram reconhecidas como testemunhas críveis, ao ponto de ser modelos de vida cristã”.
“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. Sua santidade não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de ver Maria”.
“Depois do encontro com a ‘bela Senhora’, rezavam frequentemente o terço, faziam penitência e ofereciam sacrifícios pelo fim da guerra e pelas almas mais necessitadas da divina misericórdia”.
O Pontífice destacou que ao voltar ontem da sua viagem a Fátima, "a nossa oração mariana hoje tem um significado especial de memória e profecia que olha a história com os olhos da fé".
Em seguida, o Pontífice destacou “o momento de silêncio, em contemplação, que viveu na Capela das Aparições”.
“No centro de tudo esteve e está o Senhor Ressuscitado, presente em meio a seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente em meio aos muitos doentes, protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como em todo Santuário mariano”.
Francisco sublinhou e meditou sobre o fato de que Nossa Senhora escolhesse precisamente três crianças, três pastorinhos pobres e analfabetos, para tornar depositários da sua mensagem para toda a humanidade.
O Santo Padre afirmou que a mensagem de Nossa Senhora de Fátima continua plenamente vigente hoje, e insistiu na necessidade da oração nestes dias em que o mundo está sofrendo as consequências do pecado.
Ainda em nossos dias, precisamos muito de orações e penitência para implorar a graça da conversão, assim como o fim das muitas guerras em tantos lugares do mundo, que se estendem sempre mais, assim como o fim dos absurdos conflitos, grandes e familiares, que desfiguram o rosto da humanidade”.
“Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Papa Francisco pede aos rígidos da Lei que imitem Saulo e se deixem guiar por Jesus

Em sua homilia na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco encorajou os “rígidos” que estão na Igreja, mas que são honestos, a imitar o exemplo de Saulo – São Paulo – e se deixar guiar pela mansidão do Senhor.
Como há alguns dias, o Papa desenvolveu sua homilia a partir da leitura do livro dos Atos dos Apóstolos. Especificamente, falou sobre São Paulo, que se converteu em apóstolo do Evangelho depois de ter sido perseguidor dos primeiros cristãos.
Francisco observou que “a primeira vez que aparece o nome de Saulo é na lapidação de Estêvão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista”. Era um “prisioneiro” da rigidez da Lei. No entanto, Saulo “foi honesto”, destacou o Pontífice.
Nesse sentido, contrastou a rigidez com a honestidade. Advertiu contra aqueles que “são os rígidos de vida dupla: mostram-se belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.
“Entretanto, este jovem – Saulo – era honesto. Quando falo disso, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.
Outras pessoas “usam a rigidez para encobrir fraquezas, pecados, doenças de personalidade”. Saulo, crescido nesta rigidez, explicou o Bispo de Roma, não podia tolerar aquela que para ele é uma heresia e, assim, começa a perseguir os cristãos.
Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los como prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.
Saulo, que a partir da sua conversão começa a usar o seu outro nome, Paulo, é exemplo de que “o rapaz rígido, que se fez homem rígido – mas honesto! – se fez criança e se deixou conduzir para onde o Senhor o chamou. A força da mansidão do Senhor”.
A partir desse momento, Paulo começa a anunciar o Senhor até o martírio. “E assim, este homem da própria experiência prega aos outros, de uma parte a outra”. Paulo, pela sua conversão, “é perseguido, com muitos problemas, inclusive na Igreja, também teve que sofrer com o fato que os próprios cristãos brigassem entre si”.
“Mas ele, que tinha perseguido o Senhor com o zelo da Lei, dirá aos cristãos: ‘Com o mesmo que se afastaram do Senhor, pecaram, com a mente, com o corpo, com tudo, com os mesmos membros agora sejam perfeitos, deem glória a Deus’”.
Francisco exortou a Igreja a imitar Paulo, pois ele é o melhor exemplo de como um cristão deve imitar Jesus. O caminho de Saulo é “o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição”.
O Papa concluiu a sua homilia “pedindo a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.
Leitura comentada pelo Papa Francisco:
Atos dos apóstolos 9, 1-20
Naqueles dias, 1Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”
5Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu.
10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”.
15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.
18Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Celebração da Vigilia Pascal na Catedral de Campina Grande

Vigília Pascal é marcada por emoção e renovação da fé para centenas de fiéis presentes na Catedral Diocesana.
A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na noite desse sábado, 15, a Vigília Pascal. A Missa foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, pelo Pároco Luciano Guedes e pelo Vigário Van Victor.
A leitura da Palavra, por ocasião da Vigília Pascal, foi composta por quatro reflexões. Na primeira leitura sobre o livro do Gênesis entendemos como Deus Criou o mundo e todas as criaturas existentes, fazendo do homem sua imagem e semelhança. Em uma segunda leitura, ainda do livro do Gênesis, conhecemos a prova que Deus aplicou sobre a fé de Abraão, que pediu para que sacrificasse seu único filho, Isaac. Daí compreendemos a dimensão da obediência de Abraão à Deus.
Na leitura do livro do Êxodo conhecemos a marcha dos filhos de Israel pela busca da libertação dos domínios egípcios, povos esses que estavam escravizados, e Moisés, ao comando de Deus, os libertou das amarras dos egípcios. Na última leitura ouvimos sobre a carta de São Paulo aos Romanos que descreve o sentido do Batismo, o significado desse sacramento que feito em Jesus, nos torna assim como Cristo, um ressuscitando para uma vida nova.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e área internaO Evangelho de Mateus nos revelou, como o anjo do Senhor avisou a Maria Madalena e a outra Maria sobre a ressurreição de Jesus. Momento que encheu de alegria as mulheres e os discípulos. Cumprindo-se assim, o que Cristo já havia anunciado.
Na homilia, o Arcebispo Eleito Dom Delson iniciou seu discurso com a frase: Alegrai-vos no Senhor! Essa é a noite da nossa grande alegria. Deixando claro que Deus faz maravilhas do nada, assim como a aliança traçada entre Deus e Abraão fincada na confiança, esse é um momento de renovação da nossa fé. "Deus foi agindo ao longo da história, enviando seus profetas e criando alianças para realizar seus planos de amor na vida do seu povo. A ressurreição de Jesus é o símbolo definitivo de Deus, Fonte eterna de vida" completou Dom Delson.
A Vigília Pascal, para além da continuação da trajetória da morte de Jesus, detém o poder de renovar nossas forças diante de todas as aprovações que enfrentamos ao longo desse período quaresmal. Deus nos faz nova criatura, transformando tudo em graça. Que possamos, a partir desse momento Pascal, confiar naquele que criou o mundo e enviou seu filho para entregar-se por nós.
A imagem pode conter: 2 pessoas, área internaNa ocasião foram batizados quatro jovens: Airlla Souza, Luís Flávio da Silva, Mércio Francklin e Washington Almeida. Com o sacramento do Batismo sobre cada um deles, toda a igreja presente assumiu o compromisso de caminhar na fé católica, lutando pela caridade e pelo amor. O reflexo mais puro da fé é humanizar a cada um, seguindo os ensinamentos que o Senhor nos deixou.
A lição que herdamos de todo esse período de reflexão, em especial depois da Vigília Pascal, é que independente das tormentas que enfrentamos, Deus estava ao nosso lado, alimentar a fé no Criador é um tarefa árdua que exige renúncia aos nossos vícios, autocrítica para modificarmos nossa visão sobre o mundo, e principalmente, enxergar no nosso semelhante o Jesus ressuscitado. Assim, conseguiremos viver uma verdadeira Páscoa.
Texto : Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Fotos: Pascom Catedral

Catedral de Nossa Senhora da Conceição reúne milhares de fiéis na celebração da Páscoa do Senhor

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na manhã desse domingo, 16, a tradicional Missa de Páscoa. A solenidade foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, concelebrada pelo Pároco Luciano Guedes, Monsenhor Antônio Apolinário e o Vigário Van Victor.
O Evangelho de João 20, 1-9 nos descreveu:
1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
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3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 E o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Na homilia, Dom Manoel Delson falou que o verdadeiro sentido da Páscoa ultrapassa o entendimento humano, exige de cada cristão uma nova forma de viver, procurando nos direcionamentos da fé seguir o que Jesus nos pede, ser caridosos, ter humildade e buscar sempre o amor. O modelo de vida que devemos seguir deve ser baseado na figura do Cristo ressuscitado, nos rendendo na graça de Deus para sermos transformados.

Texto e foto: Pascom Catedral