Transmissão da Santa Missa da Juventude - Todos os Sábados 19:30

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Jesus, a plenitude da amizade

“Chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.” (Jo 15, 15)
As palavras mais importantes são aquelas que dizemos diante da eminência da morte. São nas despedidas da vida que o coração se expressa com maior intensidade. No último abraço, no último olhar, no último beijo, temos a oportunidade de marcar para sempre a vida das pessoas que amamos. Na vida de Jesus não foi diferente: na Sua hora derradeira e na proximidade da morte Ele quis dar aos discípulos a mais bela declaração do seu afeto, o testamento da sua amizade.
É na mesa com os seus que Ele nos apresenta a mais bela definição de amizade: o conhecimento. O amigo conhece o território do coração do outro, pois escolheu morar ali. Jesus se deu, se revelou, se mostrou porque o amor tende sempre a manifestação e se ele não se expressa corre o risco do enfraquecimento. O verdadeiro afeto exige conhecimento do coração e a amizade tem como sustento a intimidade. Aos seus amigos Ele entregou as chaves do seu Coração para que pudessem encontrar ali a intimidade do Pai.
É na dura prova da despedida que a amizade mostra o seu valor e na experiência da distância que ela revela sua grandeza. A amizade de Jesus é assim. Antes da distancia física, Ele quis deixar o Coração. Amigo
é isso: é quando eu mudo para dentro da outra pessoa. Jesus entregou a sua vida naquela mesma noite, mas antes precisava entregar-se no interior daqueles que Ele amava, por isso amou até o fim.
 É no encanto dessa amizade divina que nós somos chamados a mergulhar. Também a nós se dirigem hoje as palavras de Jesus: chamei-vos amigos. Eu e você somos o alvo do olhar, do sorriso e da voz do Senhor que nos confidencia sua intimidade, pois as confidencias do coração são entregues somente a quem mais se confia. Jesus aceitou correr esse risco, ele não teve medo, não desconfiou de nós. Quem não se dispõe aos riscos jamais poderá ser amigo de Jesus. Quanto maior o amor, maior a coragem de se dar: por isso ele deu tudo, por isso Ele fez conhecer tudo. O fruto dessa aventura de dar-se e sacrificar-se será sempre a felicidade. Tenha a ousadia de investir na sua amizade com Jesus! Hoje você também você pode se mudar para o coração Dele e fazer a experiência Daquele que contem em Si a plenitude do amor e da amizade.
Texto: Willian Guimarães - Seminarista Canção Nova

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Liturgia Diária - Terça Feira ,23 de Agosto de 2016

1ª Leitura - Ap 21,9b-14

A muralha da cidade tinha doze alicerces,
e sobre eles estavam escritos
os nomes dos doze 
póstolos do Cordeiro.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 21,9b-14
9b Um anjo falou comigo e disse: "Vem!
Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro".
10 Então me levou em espírito
a uma montanha grande e alta.
Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém,
descendo do céu, de junto de Deus,
11 brilhando com a glória de Deus.
Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima,
como o brilho de jaspe cristalino.
12 Estava cercada por uma muralha maciça e alta,
com doze portas.
Sobre as portas estavam doze anjos,
e nas portas estavam escritos os nomes
das doze tribos de Israel.
13 Havia três portas do lado do oriente,
três portas do lado norte,
três portas do lado sul
e três portas do lado do ocidente.
14 A muralha da cidade tinha doze alicerces,
e sobre eles estavam escritos
os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 144(145),10-11.12-13ab.17-18 (R. cf. 12a)

R. Â Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!
10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, *
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino *
e saibam proclamar vosso poder! R.

12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens *
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
13a O vosso reino é um reino para sempre, *
13b vosso poder, de geração em geração. R.

17 É justo o Senhor em seus caminhos, *
é santo em toda obra que ele faz.
18 Ele está perto da pessoa que o invoca, *
de todo aquele que o invoca lealmente. R.

Evangelho - Jo 1,45-51

Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,45-51
45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse:
"Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei,
e também os profetas:
Jesus de Nazaré, o filho de José".
46 Natanael disse:
"De Nazaré pode sair coisa boa?"
Filipe respondeu: "Vem ver!"
47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou:
"Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade".
48 Natanael perguntou: "De onde me conheces?"
Jesus respondeu:
"Antes que Filipe te chamasse,
enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi".
49 Natanael respondeu:
"Rabi, tu és o Filho de Deus,
tu és o Rei de Israel".
50 Jesus disse: 
"Tu crês porque te disse:
Eu te vi debaixo da figueira?
Coisas maiores que esta verás!"
51 E Jesus continuou: 
"Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Vereis o céu aberto 
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do Homem".
Palavra da Salvaçào.

Reflexão - Jo 1, 45-51

Quando André revela que encontrou o Messias a Natanael ou Bartolomeu, palavra que quer dizer "filho do agricultor", a atitude de Natanael foi de dúvida: "De Nazaré, pode sair coisa boa?" No entanto, ele vence a sua desconfiança, atende ao convite que foi feito por André e vai encontrar-se com Jesus. A experiência do encontro pessoal com Jesus faz com que Natanael venha a reconhecer a sua divindade e torne-se seu discípulo pelo resto de sua vida, mostrando-nos com isso que, apesar de todos os nossos problemas, se procurarmos ter retidão de coração e vencer as nossas fraquezas, também faremos a experiência do encontro pessoal com Jesus e também nos tornaremos seus verdadeiros discípulos.


Fonte:Católico Orante

Artigo:Vocação à vida Consagrada

 No terceiro domingo do mês vocacional, celebramos a vocação à vida consagrada. Quando nos referimos à vida religiosa, temos presente os homens e mulheres que, vivendo em comunidade, buscam a perfeição pessoal e assumem a missão própria do seu Instituto, Ordem ou Congregação. Ultimamente temos também as novas comunidades.
Na Igreja do Brasil, lembramos dos consagrados e consagradas no domingo da Assunção de Maria, normalmente o terceiro do mês de agosto. O Papa São João Paulo II instituiu uma data especial para a vida consagrada, dia 2 de fevereiro, festa da Apresentação do Senhor. Temos também a data de reflexão sobre a vida consagrada contemplativa. Porém, em agosto comemoramos as diversas vocações pelo viés da oração. Rezamos pelas diversas vocações. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência ao serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida.
A origem da vida consagrada está, pois, no seguimento de Jesus Cristo a partir da profissão pública dos conselhos evangélicos. A referência vital e apostólica são os carismas da fundação. Sua função consiste em dar testemunho de santidade e do radicalismo das bem-aventuranças. Exige-se dos consagrados total disponibilidade e testemunho de vida, levando a todos o valor da vocação cristã. São sinais visíveis do absoluto de Deus, através do sinal de Jesus Cristo histórico pobre, casto e obediente.
A vida religiosa nasce em e para a Igreja. Nasce de sua vitalidade intrínseca, como expressão máxima de si mesma, como sua “radiografia” ou seu “substrato” mais profundo. Por isso, a vida religiosa não é algo marginalizado à Igreja, porém, ela mesma expressando-se em sua pureza total, naquilo que é e naquilo que tende ser no Reino consumado.
O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de História surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.
Os religiosos vivem: a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo; b) Como sinais visíveis de Cristo libertador; c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs; d) A total partilha dos bens; e) O amor sem exclusividades; f) A consagração a um carisma específico; g) Numa comunidade fraterna; h) A dimensão profética no meio da sociedade; i) Assumem uma missão específica.
Todo religioso deve sentir com a Igreja, imbuir-se dos seus problemas, estar a par de suas necessidades, trabalhar fervorosamente no seu serviço e palmilhar suas orientações. Tal empenho é como uma exigência prioritária do seu mesmo ser religioso, de sua consagração, que o engaja no íntimo mistério da Igreja.
A presença dos consagrados e consagradas em nossas comunidades é significativa e imprescindível, pelo que são (a vida) e, também, como consequência pelos serviços que prestam nos diferentes campos pastorais. Os religiosos e religiosas encontraram novas maneiras de viver em comunidades e de animar as comunidades eclesiais e as pastorais específicas. Ou seja, em tudo a vida consagrada tem aprofundado sua consagração a Deus na vivência dos conselhos evangélicos, em vista da construção do Reino.
Os religiosos estão a serviço do Povo de Deus por meio da oração, das missões, da educação e de tantas outras obras de caridade. Com sua vocação, eles demonstram que o Evangelho é plenamente possível de ser vivido, mesmo em um mundo excessivamente material e consumista. São sinais do amor de Deus e da entrega que o homem é capaz de fazer ao Senhor.
A vida religiosa é a manifestação permanente e social da vitalidade intrínseca da Igreja, de sua inquebrantável fé em Cristo e nos bens futuros do Reino Consumado. Somente, pois, de Cristo, de sua Pessoa, de sua Palavra, de sua Vida, de sua Mensagem, é que a vida consagrada tem sentido. Com sua vinda e com seu anúncio e presença ativa do Reino estabelece uma nova situação, que origina um novo modo de viver. Sabemos, de antemão, que os bens deste mundo não são definitivos, senão efêmeros, e que somente os bens do Reino têm valor absoluto e justificam todas as renúncias, englobando o sacrifício da própria vida. Desdobrar-se para o Reino é perpetuar a índole da vida de Cristo. É o que pretende ser a vida religiosa.
*Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

    Fonte: Rádio Vaticano

Santo do Dia

Santa Rosa de Lima
(23 de Agosto)

Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".
Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".
A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".
Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".
Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Fonte: Santo do Dia 
(Página Facebook)

Papa Francisco envia carta ao Congresso Eucarístico Nacional

 O XVII Congresso Eucarístico Nacional (CEN) terminou neste domingo, em Belém (PA) e, para o evento, o Papa Francisco enviou uma carta, na qual expressou o desejo de que os frutos de fé deste evento tenham continuidade e impulsionem a “obra de evangelização”.
A mensagem do Pontífice foi transmitida pelo Cardeal Cláudio Hummes, o seu enviado especial para o CEN. Ao festejar também os 400 anos de fundação de Belém e de evangelização na Amazônia, o Santo Padre pediu ao Cardeal Hummes que transmitisse seu amor aos Pastores da Amazônia e de todo o Brasil, bem como por todas as comunidades eclesiais, conforme assinala a Rádio Vaticano.
Na mensagem, Francisco ressaltou que, “confirmando a fé do povo, tratando da catequese, recordando a prática da oração e do exercício da caridade na vida quotidiana, será dada especial ênfase à igreja doméstica, que é a família, no seio da qual nascem e são educadas as futuras gerações de cristãos e missionários”.

O Papa ainda acrescentou que, “enquanto os fiéis, numerosos, receberem os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia e reconhecerem o Senhor na fração do pão (cf. Lc 24, 31), adorarem-no com piedade e conduzirem-no em procissão na união dos irmãos no único Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, estaremos presente também Nós e Nos alegraremos sobremaneira”.

O Santo Padre aproveitou a ocasião para “exortar à caridade aos que mais dela carecem: ‘do amor mútuo e, em particular, da solicitude por quem passa necessidade, seremos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Cristo’ (São João Paulo II, Mane Nobiscum, Domine, 28)”.
Em seguida, “levando já em conta, com gratidão e admiração, os maduros frutos da fé e do apostolado, oriundos do anúncio do Evangelho com o auxílio da graça divina”, o Pontífice invoca “humildemente o Espírito Santo para que se digne também no nosso tempo impulsionar à continuação da obra de evangelização, com fervor, muitos sacerdotes, religiosos homens e mulheres e fiéis leigos, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria de Nazaré e de todos os santos, especialmente daqueles que, no Brasil, anunciaram a fé em Cristo pela vida e pelo trabalho”.

Por fim, o Papa Francisco concede sua bênção apostólica a todos os participantes do Congresso Eucarístico Nacional, bem como àqueles que acompanharam o evento pelos meios de comunicação.
Fonte: ACIDIGITAL