Transmissão da Santa Missa da Juventude - Todos os Sábados 19:30

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Hoje é celebrado Santo Antão, ilustre pai dos monges cristãos

Neste dia 17 de janeiro, celebra-se a festa de Santo Antão, também conhecido como Santo Antônio Abade, ilustre pai dos monges cristãos e modelo de espiritualidade ascética.
Seu nome significa “florescente. Nasceu no Egito, por volta do ano 250, de pais camponeses e ricos. Em uma Missa ressoaram nele as palavras de Jesus: “Se quer ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”.
Quando seus pais morreram tinha cerca de 20 anos. Repartiu seus bens entre os pobres e foi fazer penitência no deserto. Ali, passou a ter uma vida de eremita e, mais tarde, viveu junto a um cemitério, refletindo neste tempo sobre a vida de Jesus, que venceu a morte.
“Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que ‘o que não quer trabalhar não tem direito de comer" (2 Ts 3,10). Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres”, afirma Santo Atanásio na biografia que escreveu sobre o santo.
Organizou comunidades de oração e trabalho. Entretanto, optou, novamente, por ir ao deserto, onde integrou sua vida solitária com a direção e organização de um grupo de eremitas que se encontravam nessa área.
Assim, Santo Antão se tornou um dos iniciadores das comunidades de monges na história do cristianismo, que logo foram se expandindo por todo o mundo e que seguem existindo atualmente.
Junto com o Bispo Santo Atanásio, defendeu a fé contra o arianismo, uma heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Além disso, segundo São Jerônimo, o abade Santo Antão foi amigo de São Paulo, o eremita.
“Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado sem cessar. Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim sua memória lhe servia de livros”, destaca Santo Atanásio.
“Todos os aldeões e os monges com os quais estava unido viram que classe de homem era ele e o chamavam ‘o amigo de Deus’, amando-o como filho ou irmão”, acrescenta.
Santo Antão partiu para a Casa do Pai por volta do ano 356, no monte Colzim, perto do Mar Vermelho. É considerado também padroeiro dos tecelões de cestas, fabricantes de pincéis, cemitérios e açougueiros.
Fonte: ACIDIGITAL

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

3 pilares da autoridade de Jesus explicados pelo Papa Francisco

Em sua homilia na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou quais eram os pilares sobre os quais se sustenta a autoridade de Jesus: sua atitude de serviço com as pessoas, sua proximidade com o povo e a sua coerência.
Estas características de Jesus, disse o Papa, se contrapunha à atitude dos fariseus e doutores da lei, que careciam de autoridade ante o povo, precisamente pelo seu comportamento hipócrita e principesco.
1. O serviço
Segundo informou a Rádio Vaticano, em sua homilia o Santo Padre explicou que “Jesus servia às pessoas, explicava as coisas para que as pessoas entendessem bem: estava a serviço das pessoas. Havia um comportamento de servidor e isto Lhe dava autoridade”.
“Ao invés, os doutores da lei que as pessoas... sim, escutavam, respeitavam, mas não reconheciam que tivessem autoridade sobre eles, estes tinham uma psicologia de príncipes: ‘Somos os mestres, os príncipes, e nós ensinamos vocês. Não serviço: nós mandamos, vocês obedecem”. E Jesus nunca se fez passar por um príncipe: era sempre servidor de todos e isto é o que Lhe dava autoridade”.
2. A proximidade
O Pontífice destacou que “Jesus não era alérgico às pessoas: tocava os leprosos, os doentes..., não lhe dava repugnância”. Enquanto os fariseus desprezavam “as pobres pessoas, ignorantes”.
Estes fariseus e doutores da lei “eram distantes das pessoas, não eram próximos; Jesus era muito próximo das pessoas e isso dava autoridade. Os distantes, aqueles doutores, tinham uma psicologia clericalista”.
Em seguida, Francisco mencionou o exemplo de um de seus predecessores: “Eu gosto tanto quando leio a proximidade às pessoas que tinha o Beato Paulo VI; no número 48 da Evangelii Nuntiandi se vê o coração do pastor próximo: ali está a autoridade daquele Papa, a proximidade”.
Evangelii Nuntiandi é uma exortação apostólica de 1975, escrita pelo Papa Paulo VI, sobre a evangelização no mundo contemporâneo, que mantém sua vigência até hoje.
No número 48 deste documento, o Papa Paulo VI faz uma profunda reflexão sobre a religiosidade popular e suas expressões, explicando também a sua importância e os seus desafios.
Paulo VI assinala, entre outras coisas, que “deve ser sensível em relação a ela, saber aperceber-se das suas dimensões interiores e dos seus inegáveis valores, estar-se disposto a ajudá-la a superar os seus perigos de desvio. Bem orientada, esta religiosidade popular, pode vir a ser cada vez mais, para as nossas massas populares, um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo”.
3. A coerência
Por último, o Papa Francisco contrapôs a coerência de Jesus com a hipocrisia dos fariseus: “Jesus vivia o que pregava. Havia como uma unidade, uma harmonia que fazia o que pensava e mostrava uma harmonia plena entre aquilo que pensava, sentia e fazia”.
“Ao invés – prosseguiu o Pontífice –, essas pessoas não eram coerentes e sua personalidade era dividida a ponto que Jesus aconselhava seus discípulos: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Diziam uma coisa e faziam outra. Incoerência. Eram incoerentes”.
“E o adjetivo que Jesus usa muitas vezes é hipócrita. E dá para entender que quem se sente príncipe, que tem uma atitude clericalista, que é um hipócrita, não tem autoridade! Jesus, ao invés, tem a autoridade que o povo de Deus sente”, concluiu Francisco.
Evangelho comentado pelo Papa Francisco em sua homilia:
Marcos 1, 21-28
21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”!
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.
Fonte: ACIDIGITAL

domingo, 18 de dezembro de 2016

Papa Francisco: Acolheremos ou rejeitaremos o Senhor no Natal?

Devido à proximidade da celebração do nascimento de Jesus, ao presidir a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco questionou: “E nós, o que fazemos? Nós o deixamos se aproximar, o acolhemos ou o rejeitamos?”.
O Santo Padre explicou que Maria é apresentada no Evangelho à luz da profecia que anuncia "a virgem conceberá e dará à luz um filho". Francisco disse: "No Evangelho de Mateus, os protagonistas são a Virgem Maria e o seu esposo José. O Filho de Deus ‘vem’ no seio de Maria para se tornar homem e Ela o acolhe. Assim, de modo único, afirmou o Papa, Deus se aproximou do ser humano tomando a carne de uma mulher”.
"De maneira diferente, também Deus se aproxima de nós com a sua graça para entrar na nossa vida e nos oferecer o seu Filho", disse ele.
Portanto, Maria se torna um exemplo, um modelo para toda a humanidade: "Assim como Maria se ofereceu livremente ao Senhor da história e Lhe permitiu mudar o destino da humanidade, também nós, acolhendo Jesus e buscando segui-lo todos os dias, podemos cooperar para o desenho de nossa salvação e de salvação do mundo”.
Em seguida, Francisco expressou: "Outro protagonista do Evangelho de hoje é São José, que sozinho não pode dar uma explicação para a gravidez de Maria”.
O Santo Padre destacou a figura de São José, que "diante do evento extraordinário, que certamente suscita no seu coração tantos interrogativos, José confia totalmente em Deus e, seguindo o seu convite, não repudia a sua futura esposa, mas a toma consigo”.
"Acolhendo Maria, prosseguiu Francisco, José acolhe Aquele que nela foi concebido por obra admirável de Deus, a quem nada é impossível".
O Papa observou que "essas duas figuras, Maria e José, nos introduzem no mistério do Natal. Maria nos ajuda a colocar-nos em atitude de disponibilidade para acolher o Filho de Deus em nossa vida concreta, na nossa carne”.
"José nos impulsiona a buscar sempre a vontade de Deus e a segui-la com plena confiança”.
Ao concluir, o Pontífice recordou que “Deus é próximo a nós. E ao Deus que se aproxima eu lhe abro a porta – ao Senhor – quando sinto uma inspiração interior, quando sinto que me pede para fazer algo mais aos outros, quando me chama na oração? Deus conosco. Deus que se aproxima”.
Fonte: ACIDIGITAL 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição

Neste dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, o dogma de fé segundo o qual a Mãe do Jesus foi preservada do pecado desde o momento de sua concepção, ou seja, desde o instante em que começou sua vida humana.
Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX, depois de receber inúmeros pedidos de bispos e fiéis de todo o mundo, ante mais de 200 cardeais, bispos, embaixadores e milhares de fiéis católicos, declarou com sua bula “Ineffabilis Deus”:
“A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”.
Em Roma, enviou-se uma grande quantidade de pombas mensageiras em todas as direções levando a grande notícia. E nos 400 mil templos católicos do mundo celebraram-se grandes festas em honra da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Antes mesmo da publicação desta bula, em 1830, a Virgem Maria havia aparecido a Santa Catarina Labouré, na França, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
Anos depois da “Ineffabilis Deus”, em 1858, em uma de suas aparições em Lourdes, na França, Nossa Senhora se apresentou diante da humilde Santa Bernardette Soubirous com estas palavras: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Atualmente são milhares as Igrejas dedicadas a este título de Nossa Senhora em todo mundo e milhões de fiéis têm uma particular devoção a Ela.
Em 2013, por ocasião desta solenidade, o Papa Francisco se dirigiu até a Praça de Espanha, no centro de Roma, e depositou flores aos pés da imagem de Nossa Senhora colocada ali em 1870, para celebrar a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Diante da Virgem, proclamou a seguinte oração:
Virgem Santa e Imaculada, a Ti, que és a honra do nosso povo,
e a defensora atenta da nossa cidade, nos dirigimos com confiança e amor.
Tu és a Toda Bela, ó Maria! Em Ti não há pecado.
Suscita em todos nós um renovado desejo de santidade:
brilhe na nossa palavra o esplendor da caridade,
habitem no nosso corpo pureza e castidade,
torne-se presente na nossa vida toda a beleza do Evangelho
Tu és a Toda Bela, ó Maria! Em Ti se fez carne a Palavra de Deus.
Ajuda-nos a permanecer na escuta atenta da voz do Senhor:
nunca nos deixe indiferentes ao grito dos pobres,
não nos encontre distraídos o sofrimento dos doentes e dos carecidos,
comovam-nos a solidão dos idosos e a fragilidade das crianças,
seja sempre amada e venerada por todos nós cada vida humana.
Tu és a Toda Bela, ó Maria! Em Ti, a alegria plena da vida bem-aventurada, com Deus
Faz com que não percamos o significado do nosso caminho terreno,
ilumine os nossos dias a luz gentil da fé,
oriente os nossos passos a força consoladora da esperança,
anime o nosso coração o calor contagioso do amor
permaneçam os olhos de todos nós bem fixos em Deus, onde se encontra a verdadeira alegria.
Tu és a Toda Bela, ó Maria!
Escuta a nossa oração, escuta a nossa súplica:
haja em nós a beleza do amor misericordioso de Deus em Jesus,
seja esta divina beleza a salvar-nos e a salvar a nossa cidade, o mundo inteiro.
Amém!

Fonte: ACIDIGITAL

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Papa Francisco a meios de comunicação: Não busquem comunicar sempre o escândalo

Em uma nova entrevista concedida à revista belga ‘Tertio’, o Papa Francisco pediu aos meios de comunicação que não caiam na tentação de querer comunicar sempre o escândalo e recordou que eles têm uma responsabilidade muito grande para com a sociedade.
Na entrevista, o Papa pediu aos meios “não cair – sem ofender, por favor – na doença da coprofilia (afeição aos excrementos): que é procurar sempre comunicar o escândalo, comunicar as coisas ruins, embora sejam verdade”.
“Como as pessoas têm a tendência a coprofagia (comer excrementos), pode-se provocar muito dano”, alertou.
Francisco explicou também que “os meios de comunicação têm uma responsabilidade muito grande. Hoje em dia, em suas mãos está a possibilidade e a capacidade de formar uma opinião. Podem formar uma boa ou má opinião”.
Os meios de comunicação, continuou o Pontífice, “são construtores de uma sociedade. Em si mesmos, são para construir, para trocar, para confraternizar, para fazer pensar e educar. Em si mesmos, são positivos. Claro que, como todos nós somos pecadores, os meios também podem cair – os que fazemos os meios de comunicação, eu estou aqui usando um meio de comunicação – em fazer o mal”.
Como fez em outras ocasiões em que se referiu a este tema, o Papa advertiu aos meios de comunicação a não cair nas tentações da difamação e da calúnia, pois toda pessoa tem “direito à boa fama”.
Não respeitar este direito das pessoas, precisou Francisco, “é pecado e faz mal”.
O Papa também alertou frente à tentação da desinformação, porque com ela é possível causar muito dano, porque desse modo transmitem “a verdade pela metade. E, portanto, não pode fazer um julgamento sério sobre a verdade completa. A desinformação é provavelmente o maior dano que um meio pode fazer”.
Com a desinformação, disse o Santo Padre, o que se faz é orientar “a opinião pública em uma direção, deixando a outra parte da verdade. E depois, acredito que os meios devem ser muito limpos, muito limpos e muito transparentes”.
Fonte: ACIDIGITAL