segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pe. Aparecido Camargo é eleito Administrador Diocesano de Campina Grande

O Padre Aparecido Francisco Camargo foi eleito administrador Diocesano de Campina Grande. A Decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira durante a reunião do Colégio de Consultores. Pe Aparecido fica na função até a nomeação do próximo Bispo de Campina Grande, feita  pelo Papa Francisco.
 A escolha do Administrador está prevista no Código de Direito Canônico, que orienta que o Colégio de Consultores Diocesano se reúna no prazo de oito dias a contar do dia em que a Diocese entrou no período vacante. No caso, Campina Grande está vacante desde sábado (20), quando Dom Manoel Delson tomou posse como Arcebispo da Paraíba.
 Pe Aparecido Camargo é natural de Itaberaí, estado de Goiás, e tem 60 anos. É pároco na Paróquia de Santa Rosa de Lima, que fica no bairro de Santa Rosa, em Campina Grande. Em julho deste ano, Pe Aparecido completa 30 anos de ordenação sacerdotal.
 O Administrador Diocesano não tem as mesmas funções do Bispo. Ele apenas administra a Diocese e prepara a Igreja Particular para a chegada do próximo Bispo, ato da Sé Apostólica que não tem prazo definido para acontecer.
Autoria: Márcia Marques
Fonte: Blog da Diocese de Campina Grande

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Papa Francisco: Santidade de pastorinhos de Fátima não é consequência das aparições



Durante a oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a sua peregrinação ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de maio para celebrar os 100 anos das aparições da Virgem e canonizar os pastorinhos videntes Santa Jacinta e São Francisco Marto.
Antes cerca de 25.000 fiéis presentes, o Santo Padre sublinhou: “Em Fátima, quis escolher o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lucia para depositar sua mensagem. Estas crianças a acolheram dignamente, e foram reconhecidas como testemunhas críveis, ao ponto de ser modelos de vida cristã”.
“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. Sua santidade não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de ver Maria”.
“Depois do encontro com a ‘bela Senhora’, rezavam frequentemente o terço, faziam penitência e ofereciam sacrifícios pelo fim da guerra e pelas almas mais necessitadas da divina misericórdia”.
O Pontífice destacou que ao voltar ontem da sua viagem a Fátima, "a nossa oração mariana hoje tem um significado especial de memória e profecia que olha a história com os olhos da fé".
Em seguida, o Pontífice destacou “o momento de silêncio, em contemplação, que viveu na Capela das Aparições”.
“No centro de tudo esteve e está o Senhor Ressuscitado, presente em meio a seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente em meio aos muitos doentes, protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como em todo Santuário mariano”.
Francisco sublinhou e meditou sobre o fato de que Nossa Senhora escolhesse precisamente três crianças, três pastorinhos pobres e analfabetos, para tornar depositários da sua mensagem para toda a humanidade.
O Santo Padre afirmou que a mensagem de Nossa Senhora de Fátima continua plenamente vigente hoje, e insistiu na necessidade da oração nestes dias em que o mundo está sofrendo as consequências do pecado.
Ainda em nossos dias, precisamos muito de orações e penitência para implorar a graça da conversão, assim como o fim das muitas guerras em tantos lugares do mundo, que se estendem sempre mais, assim como o fim dos absurdos conflitos, grandes e familiares, que desfiguram o rosto da humanidade”.
“Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Papa Francisco pede aos rígidos da Lei que imitem Saulo e se deixem guiar por Jesus

Em sua homilia na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco encorajou os “rígidos” que estão na Igreja, mas que são honestos, a imitar o exemplo de Saulo – São Paulo – e se deixar guiar pela mansidão do Senhor.
Como há alguns dias, o Papa desenvolveu sua homilia a partir da leitura do livro dos Atos dos Apóstolos. Especificamente, falou sobre São Paulo, que se converteu em apóstolo do Evangelho depois de ter sido perseguidor dos primeiros cristãos.
Francisco observou que “a primeira vez que aparece o nome de Saulo é na lapidação de Estêvão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista”. Era um “prisioneiro” da rigidez da Lei. No entanto, Saulo “foi honesto”, destacou o Pontífice.
Nesse sentido, contrastou a rigidez com a honestidade. Advertiu contra aqueles que “são os rígidos de vida dupla: mostram-se belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.
“Entretanto, este jovem – Saulo – era honesto. Quando falo disso, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.
Outras pessoas “usam a rigidez para encobrir fraquezas, pecados, doenças de personalidade”. Saulo, crescido nesta rigidez, explicou o Bispo de Roma, não podia tolerar aquela que para ele é uma heresia e, assim, começa a perseguir os cristãos.
Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los como prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.
Saulo, que a partir da sua conversão começa a usar o seu outro nome, Paulo, é exemplo de que “o rapaz rígido, que se fez homem rígido – mas honesto! – se fez criança e se deixou conduzir para onde o Senhor o chamou. A força da mansidão do Senhor”.
A partir desse momento, Paulo começa a anunciar o Senhor até o martírio. “E assim, este homem da própria experiência prega aos outros, de uma parte a outra”. Paulo, pela sua conversão, “é perseguido, com muitos problemas, inclusive na Igreja, também teve que sofrer com o fato que os próprios cristãos brigassem entre si”.
“Mas ele, que tinha perseguido o Senhor com o zelo da Lei, dirá aos cristãos: ‘Com o mesmo que se afastaram do Senhor, pecaram, com a mente, com o corpo, com tudo, com os mesmos membros agora sejam perfeitos, deem glória a Deus’”.
Francisco exortou a Igreja a imitar Paulo, pois ele é o melhor exemplo de como um cristão deve imitar Jesus. O caminho de Saulo é “o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição”.
O Papa concluiu a sua homilia “pedindo a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.
Leitura comentada pelo Papa Francisco:
Atos dos apóstolos 9, 1-20
Naqueles dias, 1Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”
5Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu.
10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”.
15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.
18Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Celebração da Vigilia Pascal na Catedral de Campina Grande

Vigília Pascal é marcada por emoção e renovação da fé para centenas de fiéis presentes na Catedral Diocesana.
A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na noite desse sábado, 15, a Vigília Pascal. A Missa foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, pelo Pároco Luciano Guedes e pelo Vigário Van Victor.
A leitura da Palavra, por ocasião da Vigília Pascal, foi composta por quatro reflexões. Na primeira leitura sobre o livro do Gênesis entendemos como Deus Criou o mundo e todas as criaturas existentes, fazendo do homem sua imagem e semelhança. Em uma segunda leitura, ainda do livro do Gênesis, conhecemos a prova que Deus aplicou sobre a fé de Abraão, que pediu para que sacrificasse seu único filho, Isaac. Daí compreendemos a dimensão da obediência de Abraão à Deus.
Na leitura do livro do Êxodo conhecemos a marcha dos filhos de Israel pela busca da libertação dos domínios egípcios, povos esses que estavam escravizados, e Moisés, ao comando de Deus, os libertou das amarras dos egípcios. Na última leitura ouvimos sobre a carta de São Paulo aos Romanos que descreve o sentido do Batismo, o significado desse sacramento que feito em Jesus, nos torna assim como Cristo, um ressuscitando para uma vida nova.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e área internaO Evangelho de Mateus nos revelou, como o anjo do Senhor avisou a Maria Madalena e a outra Maria sobre a ressurreição de Jesus. Momento que encheu de alegria as mulheres e os discípulos. Cumprindo-se assim, o que Cristo já havia anunciado.
Na homilia, o Arcebispo Eleito Dom Delson iniciou seu discurso com a frase: Alegrai-vos no Senhor! Essa é a noite da nossa grande alegria. Deixando claro que Deus faz maravilhas do nada, assim como a aliança traçada entre Deus e Abraão fincada na confiança, esse é um momento de renovação da nossa fé. "Deus foi agindo ao longo da história, enviando seus profetas e criando alianças para realizar seus planos de amor na vida do seu povo. A ressurreição de Jesus é o símbolo definitivo de Deus, Fonte eterna de vida" completou Dom Delson.
A Vigília Pascal, para além da continuação da trajetória da morte de Jesus, detém o poder de renovar nossas forças diante de todas as aprovações que enfrentamos ao longo desse período quaresmal. Deus nos faz nova criatura, transformando tudo em graça. Que possamos, a partir desse momento Pascal, confiar naquele que criou o mundo e enviou seu filho para entregar-se por nós.
A imagem pode conter: 2 pessoas, área internaNa ocasião foram batizados quatro jovens: Airlla Souza, Luís Flávio da Silva, Mércio Francklin e Washington Almeida. Com o sacramento do Batismo sobre cada um deles, toda a igreja presente assumiu o compromisso de caminhar na fé católica, lutando pela caridade e pelo amor. O reflexo mais puro da fé é humanizar a cada um, seguindo os ensinamentos que o Senhor nos deixou.
A lição que herdamos de todo esse período de reflexão, em especial depois da Vigília Pascal, é que independente das tormentas que enfrentamos, Deus estava ao nosso lado, alimentar a fé no Criador é um tarefa árdua que exige renúncia aos nossos vícios, autocrítica para modificarmos nossa visão sobre o mundo, e principalmente, enxergar no nosso semelhante o Jesus ressuscitado. Assim, conseguiremos viver uma verdadeira Páscoa.
Texto : Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Fotos: Pascom Catedral

Catedral de Nossa Senhora da Conceição reúne milhares de fiéis na celebração da Páscoa do Senhor

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na manhã desse domingo, 16, a tradicional Missa de Páscoa. A solenidade foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, concelebrada pelo Pároco Luciano Guedes, Monsenhor Antônio Apolinário e o Vigário Van Victor.
O Evangelho de João 20, 1-9 nos descreveu:
1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé e casamento
3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 E o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Na homilia, Dom Manoel Delson falou que o verdadeiro sentido da Páscoa ultrapassa o entendimento humano, exige de cada cristão uma nova forma de viver, procurando nos direcionamentos da fé seguir o que Jesus nos pede, ser caridosos, ter humildade e buscar sempre o amor. O modelo de vida que devemos seguir deve ser baseado na figura do Cristo ressuscitado, nos rendendo na graça de Deus para sermos transformados.

Texto e foto: Pascom Catedral 

sábado, 15 de abril de 2017

Celebração da Paixão de Cristo e Procissão do Senhor Morto Marcaram a Sexta-feira Santa na Catedral Diocesana

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição realizou na tarde dessa Sexta-feira Santa, 14, a celebração da Paixão de Cristo. O momento foi conduzido pelo Administrador Diocesano, Dom Manoel Delson, pelo pároco Luciano Guedes e pelos Vigários Van Victor e Mons. Antônio Apolinário.

Na primeira leitura as palavras do profeta Isaías que descreveu o sofrimento do filho de Deus. A segunda leitura da carta de São Paulo aos Hebreus demonstra como Jesus pode ser visto, sendo Cristo o sacerdote que entrou no céu e se compareceu de nossas fraquezas.

O Evangelho de João revelou como aconteceu a Paixão de Cristo, desde a traição de Judas até as imolações que Jesus entregou ao ser entregue aos soldados romanos. O sacrifício da crucificação é discorrido acompanhando o sofrimento de Jesus.

Na homilia, Dom Manoel Delson lembrou da atitude única de Jesus para nossa salvação e que devemos acolher essa ação em nossos corações. A morte do filho de Deus tem outro significado, além do nosso entendimento, isso porque Jesus assumiu a condição humana e enfrentou todo o sofrimento para resgatar seu povo, derramando o seu sangue na Cruz.

A meditação dessa Sexta-feira Santa nos propõe a dimensão do gesto de Jesus, para que assim tenhamos gratidão pelo Salvador. Considerando a Quaresma uma oportunidade para que nos tornemos discípulos com compaixão, caridade, perdão e amor. "O nosso coração deve se tornar mais conciliador, somente assim a morte de Jesus não terá sido um ato sem efeito, correspondendo à essa dádiva permitindo que a luz do crucificado ocupe nossas vidas", disse Dom Delson. 

Na ocasião, o Administrador Diocesano abriu um paralelo entre a traição de Judas contra Cristo para criticar o atual cenário político brasileiro, que está inundado de corrupção em todos os níveis de poder, o que demonstra claramente a traição daqueles que receberam um voto de confiança do povo para governar com justiça e decência. Entretanto, as últimas notícias contra os representantes políticos foram assustadoras do ponto e vista moral e cristão. "Não podemos baixar a cabeça e concordar com essas atitudes, a igreja alerta para que façamos uma escolha correta", completou Dom Manoel Delson.

A celebração foi encerrada com a procissão da imagem Senhor Morto pelas ruas adjacentes da Catedral, momento de tradição e fé que os católicos campinenses seguem reproduzindo todos os anos, como ato Penitencial pela doação de Cristo ao seu povo. 

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Fotos: Pascom Catedral

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebra Missa de Ramos dando início a Semana Santa



A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na noite desse domingo, 09, a tradicional Missa de Ramos presidida pelo Pároco, Pe. Luciano Guedes. Esse momento marca a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém e inicia a Semana Santa vivida pelos católicos de todo o mundo.
No Evangelho de Mateus descreveu-se a Paixão de Jesus Cristo desde a traição de Judas, que dentre os 12 discípulos, teve essa conduta pela recompensa de 30 moedas. Relata-se também, nessa passagem da sagrada escritura os preparativos para a Páscoa e a última ceia de Jesus antes de ser entregue aos fariseus. O dilema vívido por Pedro diante a sua negação como seguidor de Cristo, o flagelo de Jesus e a atitude do Governador Romano, Poncio Pilatos, que lavou as mãos diante da escolha do povo para que Cristo fosse crucificado ao invés de Barrabas. 
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé e plantaNa homilia, padre Luciano Guedes destacou a importância da semana que segue, recordando que a narração da paixão de Cristo diminui a nossa fraqueza porque não é um fato isolado de dois mil anos atrás, essa trajetória fala da história de cada pessoa. O pároco lembrou que drama da Paixão é o drama da humanidade, que consiste em muitas contradições.
Por meio da leitura do Santo Evangelho escrito por Mateus, entendemos que a cortina se rasga porque a esfera de Deus não pode se comprometer com as traições humanas. Dizemos que Jesus é o messias e o salvador porque ele realizou tudo o que nós não fizemos. "Os ramos apresentados nessa Santa missa é um sinal que reconhecemos Jesus como senhor. A Semana Santa deve servir para que nos questinemos sobre quem somos de verdade e qual personagem da narrativa da Paixão se assemelha a cada um de nós", disse padre Luciano Guedes.
A celebração de Ramos apresenta um duplo mistério, a contradição humana que reconhece e ama Jesus Cristo, mas também expõe a capacidade que temos de traí-lo e crucificá-lo. Entretanto, quem olha para Jesus aprende aprende a ter misericórdia diante das incertezas humanas, cheias de luz e trevas. Na Semana Santa devemos buscar com piedade o espírito da conversão.

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Foto: Pascom Catedral

terça-feira, 4 de abril de 2017

Caminhada Penintencial para Lagoa Seca reúne milhares de fiéis

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição realizou na manhã desse domingo, 02, a 19a Caminhada Penitencial, esse momento acontece durante a Quaresma em que os fiéis vão em direção ao Convento Ipuarana na cidade de Lagoa Seca. A celebração teve início às 5h30 com a Missa celebrada pelo pároco, Padre Luciano Guedes.

No Evangelho de João fomos lembrados dos milagre de Jesus que ressuscitou Lázaro que já estava morto há quatro dias, então Cristo pedindo que removessem a pedra do túmulo de Lázaro, fez uma oração a Deus e chamou Lázaro para fora.

Na homilia, Padre Luciano Guedes lembrou aos fiéis o sentido da Via Sacra, que significa Caminho Sagrado, trajeto que todos fariam em direção ao Convento Ipuarana. "Que nessa caminhada Jesus possa nos dar a contemplação, abrindo os caminhos para a vida", disse o pároco.

A Caminhada Penitencial agrega durante o percurso, os pedidos do povo que vão sendo apresentados, com uma prece em especial, para que renunciemos a tudo o que representa a morte, a escravidão e o pecado. 

Durante o trajeto da Catedral até o Convento Ipuarana, os fiéis cantaram e rezaram às estações da Via Crucis, remontando o caminho de Jesus no calvário. Tornando-se assim um pedido da alma de cada Cristão, com os corações penitentes buscam a Deus.

A Caminhada Penitencial foi encerrada no Convento Ipuarana Com a Bênção do Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson. O Padre Luciano Guedes agradeceu o empenho das pastorais, da Polícia rodoviária Federal, da STTP e a todos colaboradores.

Na oportunidade os fiéis rezaram por Dom Manoel Delson, que vai seguir na evangelização na arquidiocese da Paraíba, na capital Paraíba. "Já sinto muita saudade, porque todos os anos em que estive à frente da diocese de Campina Grande estive presente em todas as caminhadas, minha relação com Campina Grande sempre foi muito boa, aprendi a amar essa cidade e agradeço todo o afeto de todos os fiéis", disse o Bispo.

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)


Fotos: Pascom Catedral 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Diocese de Campina Grande promove neste domingo a 19ª Caminhada Penitencial, até Lagoa Seca


A Diocese de Campina Grande promoverá neste domingo (2), a 19ª Caminhada Penitencial, que será realizada pela Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, localizada na Avenida Floriano Peixoto, no centro de Campina Grande, com a participação das demais paróquias da Diocese.

De acordo com os organizadores, o ato, cujo início está previsto para as 5h30 da manhã com uma missa na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, faz parte das celebrações do período da Quaresma. A missa será presidida pelo pároco da Catedral, Pe. Luciano Guedes, com cobertura da Pastoral da Comunicação (Pascom) da paróquia.

Após a santa missa, por volta de 6h15, terá início a caminhada, com os fiéis saindo da Catedral até o Convento Ipuarana, em Lagoa Seca. Durante a caminhada, , haverá a reza da via sacra, que terá como tema não só a Quaresma, mas a Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”. Os organizadores esperam uma participação maciça de fiéis, já que as paróquias da diocese e todo o povo de Deus são convidados.

A caminhada constitui-se num ato público de fé, testemunho vivo da vitalidade da Igreja de Cristo que brota do seu lado aberto pela lança na cruz, da água e do sangue que purificam e dão vida nova a todos os que creem. Ato de fé que reúne e congrega toda a comunidade católica em torno do sentido mais profundo e espiritual da quaresma: conversão, oração e penitência em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e texto
“A Caminhada Penitencial a cada ano, tornou-se para o povo católico de Campina Grande uma expressão bonita de preparação para a Páscoa. Nos passos de Jesus Cristo, celebremos os desafios e as esperanças próprias de quem compreende a vida como um caminho até chegar o céu”, disse Pe. Luciano. 

Na organização e segurança da caminhada, a Diocese contará com o apoio dos Soldados do Exército Brasileiro para organizar os caminheiros, com a ajuda de uma corda que limitará o povo em apenas uma das faixas da rodovia; além de Agentes da CPTRAN, da ROTAM, da STTP e também o apoio da Polícia Rodoviária Federal – PRF, com suas viaturas, motos e cones sinalizadores, no intuito de garantir que o acesso dos automóveis que circulam de Campina Grande ao Brejo e do Brejo à Campina Grande não seja interrompido.

De acordo com a comissão organizadora, este ano não teremos a distribuição de água. Assim pedimos a cada um que leve sua garrafinha. 

O Bispo de Campina Grande, Dom Manoel Delson, acompanhará toda a caminhada, encerrando o evento com a concessão da bênção aos participantes.

Aurea Ramos Araujo 
Pascom – Catedral

terça-feira, 14 de março de 2017

Como Maria pode ouvir nossas orações?

Algumas pessoas se perguntam como a Virgem Maria e também os santos podem ouvir as nossas orações e a de tantas pessoas, ao mesmo tempo e no mundo todo, e atender a todos simultaneamente. Será que eles são como Deus, onipotentes ou oniscientes?
Não! Nada disso! Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas ela e os santos estão em comunhão com Deus; então, participam desses dons divinos, mesmo sem os ter naturalmente. Participam deles pela graça. Como assim? É por meio de Jesus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos, pois para o Senhor nada é impossível.
Outra coisa importante é saber que, na eternidade, não há mais o tempo como na vida terrena. Na eternidade, ele não existe. É por isso que o teólogo Karl Ranner disse: “Deus é um instante que não passa”. Para Ele não há passado, presente nem futuro como para nós; para Ele tudo é só presente. O tempo faz existir o passado e o futuro, mas quando ele não existe, há só presente.
Isso significa que, em Deus, Nossa Senhora e os santos não precisam de tempo para atender muitas pessoas que lhes pedem ajuda. Na Terra, se você quiser atender, por exemplo, dez pessoas, com dez minutos para cada uma, vai precisar de cem minutos, mas, na eternidade, isso não é necessário, porque não existe o tempo. Todos são atendidos no mesmo instante, algo que equivale a gastar, na Terra, os cem minutos.
Como Maria pode ouvir as nossas oraçõesMesmo na Terra o tempo é relativo. Albert Einstein, Prêmio Nobel de Física, mostrou, com a “Teoria da Relatividade”, que o tempo de duração de um fenômeno e também o espaço que ele ocupa dependem da velocidade do objeto observado. Por exemplo: uma régua de 20 cm, parada, se for medida com uma velocidade próxima à da luz (0,99 da velocidade da luz) terá seu tamanho apenas de 18,9 cm, ou seja, ocupará menos espaço. Einstein mostrou também, no “paradoxo dos gêmeos”, que se dois irmãos gêmeos partirem para uma viagem ao redor da Terra, um com velocidade normal, e outro com velocidade próxima a da luz (0.99 c), quando ambos voltarem, o gêmeo que viajou com velocidade próxima à da luz, chegará com menos idade que seu irmão; isto é, mais novo.
Ora, se o tempo é algo relativo, já nesta vida, na outra será completamente diferente da nossa realidade. Isso explica um pouco como os santos e a Virgem Maria podem atender os pedidos de todos, sem a dificuldade do tempo e do espaço, e sem precisar ter os atributos de Deus. Quem lá chegar verá.
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 2 de março de 2017

Papa Francisco propõe a “bússola do cristão” para a Quaresma

Na homilia da Missa celebrada nesta quinta-feira na Casa Santa Marta no Vaticano, o Papa Francisco destacou três realidades que devem fazer com que os fiéis vivam a Quaresma de maneira cristã: a realidade do homem, a realidade de Deus e a realidade do caminho.
Estas três realidades, disse, constituem “a bússola do cristão” durante este tempo de conversão.
O Papa explicou que a realidade do homem é a capacidade de escolher entre o bem e o mal. “Deus nos criou livres. A escolha é nossa”. Apesar disso, “Deus não nos deixa sozinhos”, pois indica o caminho correto por meio dos Mandamentos.
A segunda realidade, a de Deus, é que Ele se fez homem para salvar todos: “A realidade de Deus é Deus que se fez Cristo, por nós. Para nos salvar. Quando nos distanciamos dessa realidade e nos distanciamos da Cruz de Cristo, da verdade das chagas do Senhor, nos distanciamos também do amor, da caridade de Deus, da salvação e caminhamos numa estrada ideológica de Deus, distante do Deus que veio até nós para nos salvar, do Deus que morreu por nós. Esta é a realidade de Deus”.
O Papa contou uma história ocorrida entre um agnóstico e um crente. “O agnóstico de boa vontade perguntava ao fiel: ‘Mas, como é possível! Para mim, o problema é como Cristo é Deus: Não posso entender isso. Como Cristo é Deus?’. E o fiel respondeu: ‘Para mim, isso não é um problema. O problema seria se Deus não tivesse se tornado Cristo’. Está é a realidade de Deus”.
Nesse sentido, assinalou que as obras de misericórdia se sustentam nessa realidade de Deus. “Deus que se fez Cristo, Deus que se fez carne e este é o fundamento das obras de misericórdia. As chagas de nossos irmãos são as chagas de Cristo, são as chagas de Deus, porque Deus se fez Cristo. Esta é a segunda realidade. Não podemos viver a Quaresma sem esta realidade. Devemos nos converter não a um Deus abstrato, mas a um Deus concreto que se fez Cristo”.
Em terceiro lugar está a realidade do caminho. Francisco indicou que “a realidade do caminho é a de Cristo: seguir Cristo, fazer a vontade do Pai e como Ele pegar as cruzes de cada dia e renegar a si mesmo para seguir Cristo. Não fazer o que eu quero, mas o que Jesus quer. Seguir Jesus”.
“Ele fala que nessa estrada nós perdemos a vida para ganhá-la depois. É perder a vida continuamente, deixar de fazer o que eu quero, perder as comodidades, estar sempre na estrada de Jesus que estava a serviço dos outros, e adorar Deus. Esta é a estrada certa”.
“O único caminho seguro é seguir Cristo crucificado, escândalo da Cruz”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

São Cirilo e São Metódio - Os irmãos missionários

A vontade de amar o povo e a Deus foi o impulso que moveu a evangelização de São Cirilo e São Metódio

Nasceu na Grécia, no ano de 826. Vocacionado em busca da verdade, ele estudou, por amor, filosofia e chegou a lecionar. Um homem dado à comunhão ao ponto de ser embaixador, diplomata junto aos povos árabes. Mas tudo isso que tocava a vida de São Cirilo não preenchia completamente o seu coração, porque ele tinha uma vocação à verdade absoluta e queria se consagrar totalmente a ela, a verdade encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo.
São Cirilo abandonou tudo para viver uma grande aventura santa com seu irmão que já era monge: São Metódio. Juntos, movidos pelo Espírito, foram ao encontro dos povos eslavos, conheceram a cultura e se inculturaram. A língua, os costumes, o amor àquele povo, tudo isso foi fundamental para que São Cirilo, juntamente com seu irmão, para que pudessem apresentar o Evangelho vivo, Jesus Cristo.
Devido inovações inspiradas, eles traduziram as liturgias para a língua dos eslavos. Tiveram de ir muitas vezes para Roma e o Papa, percebendo os frutos daquela evangelização, daquela mudança litúrgica, ele pôde discernir o fruto principal que movia aqueles irmãos missionários era o amor àquele povo eslavo e, acima de tudo, o amor a Deus.
Numa dessas viagens para Roma, São Cirilo tinha um pouco mais de 40 anos e ficou enfermo. O Papa quis ordená-lo Bispo, mas Cirilo faleceu. Mas está na glória intercedendo por nós.
São Cirilo e São Metódio, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova
Foto: Google imagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2017

A Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2017 tem como título “A Palavra é um dom. O outro é um dom”.
Nela, o Santo Padre fala de várias parábolas da Escritura e assinala que “a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir”.
Confira o texto completo da mensagem:
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.
1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.
A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.
2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).
O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.
Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).
O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).
3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.
Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.
Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).
Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.
Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
FRANCISCO
Fonte: ACIDIGITAL

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

São Francisco de Sales, doutor da Igreja

São Francisco é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana

Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.
Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.
Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.
No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.
Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.
Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.
Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.
Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.
São Francisco de Sales, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Hoje é celebrado Santo Antão, ilustre pai dos monges cristãos

Neste dia 17 de janeiro, celebra-se a festa de Santo Antão, também conhecido como Santo Antônio Abade, ilustre pai dos monges cristãos e modelo de espiritualidade ascética.
Seu nome significa “florescente. Nasceu no Egito, por volta do ano 250, de pais camponeses e ricos. Em uma Missa ressoaram nele as palavras de Jesus: “Se quer ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”.
Quando seus pais morreram tinha cerca de 20 anos. Repartiu seus bens entre os pobres e foi fazer penitência no deserto. Ali, passou a ter uma vida de eremita e, mais tarde, viveu junto a um cemitério, refletindo neste tempo sobre a vida de Jesus, que venceu a morte.
“Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que ‘o que não quer trabalhar não tem direito de comer" (2 Ts 3,10). Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres”, afirma Santo Atanásio na biografia que escreveu sobre o santo.
Organizou comunidades de oração e trabalho. Entretanto, optou, novamente, por ir ao deserto, onde integrou sua vida solitária com a direção e organização de um grupo de eremitas que se encontravam nessa área.
Assim, Santo Antão se tornou um dos iniciadores das comunidades de monges na história do cristianismo, que logo foram se expandindo por todo o mundo e que seguem existindo atualmente.
Junto com o Bispo Santo Atanásio, defendeu a fé contra o arianismo, uma heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Além disso, segundo São Jerônimo, o abade Santo Antão foi amigo de São Paulo, o eremita.
“Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado sem cessar. Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim sua memória lhe servia de livros”, destaca Santo Atanásio.
“Todos os aldeões e os monges com os quais estava unido viram que classe de homem era ele e o chamavam ‘o amigo de Deus’, amando-o como filho ou irmão”, acrescenta.
Santo Antão partiu para a Casa do Pai por volta do ano 356, no monte Colzim, perto do Mar Vermelho. É considerado também padroeiro dos tecelões de cestas, fabricantes de pincéis, cemitérios e açougueiros.
Fonte: ACIDIGITAL

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

3 pilares da autoridade de Jesus explicados pelo Papa Francisco

Em sua homilia na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou quais eram os pilares sobre os quais se sustenta a autoridade de Jesus: sua atitude de serviço com as pessoas, sua proximidade com o povo e a sua coerência.
Estas características de Jesus, disse o Papa, se contrapunha à atitude dos fariseus e doutores da lei, que careciam de autoridade ante o povo, precisamente pelo seu comportamento hipócrita e principesco.
1. O serviço
Segundo informou a Rádio Vaticano, em sua homilia o Santo Padre explicou que “Jesus servia às pessoas, explicava as coisas para que as pessoas entendessem bem: estava a serviço das pessoas. Havia um comportamento de servidor e isto Lhe dava autoridade”.
“Ao invés, os doutores da lei que as pessoas... sim, escutavam, respeitavam, mas não reconheciam que tivessem autoridade sobre eles, estes tinham uma psicologia de príncipes: ‘Somos os mestres, os príncipes, e nós ensinamos vocês. Não serviço: nós mandamos, vocês obedecem”. E Jesus nunca se fez passar por um príncipe: era sempre servidor de todos e isto é o que Lhe dava autoridade”.
2. A proximidade
O Pontífice destacou que “Jesus não era alérgico às pessoas: tocava os leprosos, os doentes..., não lhe dava repugnância”. Enquanto os fariseus desprezavam “as pobres pessoas, ignorantes”.
Estes fariseus e doutores da lei “eram distantes das pessoas, não eram próximos; Jesus era muito próximo das pessoas e isso dava autoridade. Os distantes, aqueles doutores, tinham uma psicologia clericalista”.
Em seguida, Francisco mencionou o exemplo de um de seus predecessores: “Eu gosto tanto quando leio a proximidade às pessoas que tinha o Beato Paulo VI; no número 48 da Evangelii Nuntiandi se vê o coração do pastor próximo: ali está a autoridade daquele Papa, a proximidade”.
Evangelii Nuntiandi é uma exortação apostólica de 1975, escrita pelo Papa Paulo VI, sobre a evangelização no mundo contemporâneo, que mantém sua vigência até hoje.
No número 48 deste documento, o Papa Paulo VI faz uma profunda reflexão sobre a religiosidade popular e suas expressões, explicando também a sua importância e os seus desafios.
Paulo VI assinala, entre outras coisas, que “deve ser sensível em relação a ela, saber aperceber-se das suas dimensões interiores e dos seus inegáveis valores, estar-se disposto a ajudá-la a superar os seus perigos de desvio. Bem orientada, esta religiosidade popular, pode vir a ser cada vez mais, para as nossas massas populares, um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo”.
3. A coerência
Por último, o Papa Francisco contrapôs a coerência de Jesus com a hipocrisia dos fariseus: “Jesus vivia o que pregava. Havia como uma unidade, uma harmonia que fazia o que pensava e mostrava uma harmonia plena entre aquilo que pensava, sentia e fazia”.
“Ao invés – prosseguiu o Pontífice –, essas pessoas não eram coerentes e sua personalidade era dividida a ponto que Jesus aconselhava seus discípulos: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Diziam uma coisa e faziam outra. Incoerência. Eram incoerentes”.
“E o adjetivo que Jesus usa muitas vezes é hipócrita. E dá para entender que quem se sente príncipe, que tem uma atitude clericalista, que é um hipócrita, não tem autoridade! Jesus, ao invés, tem a autoridade que o povo de Deus sente”, concluiu Francisco.
Evangelho comentado pelo Papa Francisco em sua homilia:
Marcos 1, 21-28
21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”!
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.
Fonte: ACIDIGITAL