terça-feira, 18 de julho de 2017

12 chaves para usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo



“A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”, disse o Papa Pio XII. Conheça aqui 12 chaves para quem usa este objeto religioso.
1. Não é um amuleto
Não é um amuleto nem nenhuma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã. “Perguntas: e se eu quiser morrer com meus pecados? Eu te respondo, então morrerá em pecado, mas não morrerá com teu escapulário”, advertia São Cláudio de la Colombière.
2. Era uma veste
Escapulário vem do latim “scapulae” que significa “ombros” e originalmente era uma veste sobreposta que caia dos ombros, usada pelos monges no trabalho. Os carmelitas o assumiram como mostra de dedicação especial à Virgem, buscando imitar sua entrega a Cristo e ao próximo.
3. É um presente da Virgem


Segundo a tradição, o escapulário, tal como se conhece atualmente, foi dado pela própria Virgem Maria a São Simão Stock em 16 de julho de 1251. A Mãe de Deus lhe disse: “Deve ser um sinal e privilégio para ti e para todos os Carmelitas: Aquele que morrer usando o escapulário não sofrerá o fogo eterno”. Posteriormente, a Igreja estendeu este escapulário aos leigos.
4. É um mini hábito
É como um hábito carmelita em miniatura que todos os devotos podem portar como mostra de sua consagração à Virgem. Consiste em um cordão que se coloca no pescoço com duas peças pequenas de tecido cor de café. Uma das peças fica sobre o peito e a outra sobre as costas e se costuma usar sob a roupa.
5. É sinal de serviço
Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, dizia: “Assim como os homens ficam orgulhosos quando outros usam a sua insígnia, assim a Santíssima Virgem se alegra quando os seus filhos usam o escapulário como sinal de que se dedicam ao seu serviço e são membros da família da Mãe de Deus”.
6. Tem três significados
O amor e o amparo maternal de Maria, a pertença a Nossa Senhora e o suave jugo de Cristo que Ela nos ajuda a levar.
7. É um sacramental
É reconhecido pela Igreja como um sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a viver santamente e a aumentar nossa devoção. O escapulário não comunica graças como fazem os Sacramentos, mas sim dispõe ao amor do Senhor e ao arrependimento se recebido com devoção.
8. Pode ser dado a um não católico
Certo dia, levaram a São Stock um ancião moribundo, que ao recuperar a consciência disse ao santo que não era católico, que usava o escapulário como promessa a seus amigos e que rezava uma Ave Maria diariamente. Antes de morrer, recebeu o batismo e a unção dos enfermos.
9. Foi visto em uma aparição de Fátima
Lúcia, a vidente de Nossa Senhora de Fátima, contou que na última aparição (outubro de 1917), Maria apareceu com o hábito carmelita e o escapulário na mão e voltou a pedir que seus verdadeiros filhos o levassem com reverência. Deste modo, pediu que aqueles que se consagrem a Ela o usem como sinal desta consagração.
10. O escapulário que não se danificou
O Beato Papa Gregório X foi enterrado com seu escapulário e 600 anos depois, quando abriram sua tumba, o objeto mariano estava intacto. Algo semelhante aconteceu com Santo Afonso Maria de Ligório. São João Bosco e São João Paulo II também o usavam e São Pedro Claver investia com o escapulário os que convertia e preparava.
11. Não é qualquer um que o pode impor
A imposição do escapulário deve ser feita preferivelmente em comunidade e que na celebração fique bem expresso o sentido espiritual e de compromisso com a Virgem. O primeiro escapulário deve ser abençoado por um sacerdote e posto sobre o devoto com a seguinte oração.
“Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”.
12. Só se abençoa o primeiro que recebe
Quando se abençoa o primeiro escapulário, o devoto não precisa pedir a bênção para escapulários posteriores. Os já gastos, se foram abençoados, não devem ser jogados no lixo, mas podem ser queimados ou enterrados como sinal de respeito.
Fonte: ACIDIGITAL

sexta-feira, 14 de julho de 2017

São Camilo de Léllis, servia a Cristo na pessoa do doente

Foi brotando em São Camilo de Léllis o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino

Nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes.
São Camilo de LéllisPorém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus.
Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri.
Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado.
São Camilo partiu para o céu em 1614.
São Camilo de Léllis, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

domingo, 2 de julho de 2017

Papa Francisco: O importante é reconhecer os erros com coração humilde

Em um novo Ângelus presidido pelo Papa Francisco, ele falou sobre a importância da missão e comentou que aquele que deixa tudo por Jesus se torna um “embaixador” seu e as pessoas “reconhecem que Jesus está nele”.
Além disso, falou da importância da acolhida e assegurou que “não importa se depois, como toda pessoa humana, tenha os seus limites e também os seus erros”, mas que “tenha a humildade de reconhecê-los”. “O importante é que não tenha um coração duplo, mas um coração simples, unido; que não tenha o pé em dois calçados, mas seja honesto consigo mesmo e com os outros”.
O Papa explicou que o Evangelho do dia apresenta um discurso com o qual “Jesus instrui os doze apóstolos no momento em que, pela primeira vez, os envia em missão aos povoados da Galileia e da Judeia”.
O Bispo de Roma também afirmou que existe “uma reciprocidade também na missão: se tu deixas tudo por Jesus, as pessoas reconhecem em ti o Senhor; mas ao mesmo tempo te ajuda a te converteres cada dia a Ele, a te renovar e purificar dos pactos e a superar as tentações”.
Ao falar do Evangelho, assinalou que, “nesta parte final, Jesus sublinha dois aspectos essenciais para a vida do discípulo missionário: o primeiro, que a sua ligação com Jesus seja mais forte do que qualquer outra ligação; o segundo, que o missionário não leve a si mesmo, mas Jesus e, por meio d’Ele, o amor do Pai celeste”.
Francisco afirmou que “o afeto de um pai, a ternura de uma mãe, a doce amizade entre irmãos e irmãs, tudo isso, também sendo muito bom e legítimo, não pode ser anteposto a Cristo”.
“Não que Ele nos queira sem coração e privados de reconhecimento, ao contrário, porque a condição do discípulo exige uma relação prioritária com o mestre”.
De fato, “quem se deixa atrair por este vínculo de amor e de vida com o Senhor Jesus torna-se um representante seu, um ‘embaixador’ seu, sobretudo, com o modo de ser, de viver. A tal ponto, que Jesus mesmo, enviando os discípulos em missão, diz a eles: ‘Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou’”.
“E aqui, nossa experiência de sacerdotes nos ensina uma coisa muito bonita e uma coisa muito importante: é justamente esta acolhida do santo povo fiel de Deus, é justamente o ‘copo de água fresca’ – do qual fala hoje o Evangelho – dado com fé afetuosa, que te ajuda a ser um bom padre”.
“A Virgem Maria experimentou em primeira pessoa o que significa amar Jesus separando-se de si mesma, dando um novo sentido às ligações familiares, a partir da fé n’Ele. Que a sua materna intercessão nos ajude a sermos livres e alegres missionários do Evangelho”, concluiu.
Texto:  Álvaro de Juana
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12 chaves para compreender o dogma da Santíssima Trindade

Neste domingo, a Igreja celebra a solenidade litúrgica da Santíssima Trindade, mistério central da fé cristã. A seguir, apresentamos 12 dados importantes que deve saber sobre esta celebração:
1. A palavra Trindade nasceu do latim
Provém da palavra “trinitas”, que significa “três” e “tríade”. O equivalente em grego é “triados”.
2. Foi utilizada pela primeira vez por Teófilo de Antioquia
O primeiro uso reconhecido do termo foi o dado por Teófilo de Antioquia por volta do ano 170 para expressar a união das três divinas pessoas em Deus.
Nos três primeiros dias que precedem a criação do sol e da lua, o Bispo vê imagens da Trindade: “Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus, de seu Verbo e de sua Sabedoria” (Segundo Livro a Autólico 15,3).
3. Trindade significa um só Deus e três pessoas distintas
O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC) explica assim: “A Igreja exprime a sua fé trinitária ao confessar um só Deus em três Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo. As três Pessoas divinas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si pelas relações que as põem em referência umas com as outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho” (CCIC, 48).
4. A Trindade é o mistério central da fé cristã
Sim, e o Compêndio explica desta maneira: “O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (CCIC, 44).
5. A Igreja definiu de forma infalível o dogma da Santíssima Trindade
O dogma da Trindade se definiu em duas etapas, no primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.) e no primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.).
No Concílio de Niceia foi definida a divindade do Filho e se escreveu a parte do Credo que se ocupa Dele. Este Concílio foi convocado para fazer frente à heresia ariana, que afirmava que o Filho era um ser sobrenatural, mas não Deus.
No Concílio de Constantinopla foi definida a divindade do Espírito Santo. Este Concílio combateu uma heresia conhecida como macedonianismo (porque seus defensores eram da Macedônia), que negava a divindade do Espírito Santo.
6. A Trindade se sustenta na revelação divina deixada por Cristo
Só se pode provar a Trindade através da revelação divina que Jesus nos trouxe. Não se pode demonstrar pela razão natural ou unicamente a partir do Antigo Testamento. O CCIC explica:
“O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido pela pura razão humana? Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios” (CCIC, 45).
Embora o vocabulário utilizado para expressar a doutrina da Trindade tenha levado um tempo para se desenvolver, pode-se demonstrar os diferentes aspectos desta doutrina com as Sagradas Escrituras.
7. A Bíblia ensina que existe um só Deus
O Fato de que só haja um Deus se manifestou no Antigo Testamento. Por exemplo, o livro de Isaías disse:
“Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meus servos que eu escolhi, a fim de que se reconheça e que me acreditem e que se compreenda que sou eu. Nenhum deus foi formado antes de mim, e não haverá outros depois de mim” (Is 43,10).
 “Eis o que diz o Senhor, o rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro e o último, não há outro Deus afora eu” (Is 44,6).
8. O Pai é proclamado como Deus inúmeras vezes no Novo Testamento
Por exemplo, nas cartas de São Paulo se narra o seguinte: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação (...)” (2Cor 1,3).
“Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos” (Ef 4,5-6).
9. A Bíblia também demonstra que o Filho é Deus
Isto é proclamado em várias partes do Novo Testamento, incluindo o começo do Evangelho de São João:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,1.14).
Também:
“Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,17-18).
10. O Espírito Santo é Deus e assim afirmam as Escrituras
No livro dos Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo é retratado como uma pessoa divina que fala e à qual não se pode mentir:
“Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado” (At 13,2).
“Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus” (At 5,3-4).
11. A distinção de três Pessoas divinas é demonstrada com a Bíblia
A distinção das Pessoas se pode demonstrar, por exemplo, no fato de que Jesus fala ao seu Pai. Isso não teria sentido se fosse uma e a mesma pessoa.
“Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo” (Mt 11,25-27).
O fato de que Jesus não é a mesma pessoa que o Espírito Santo se revela quando Jesus – que esteve operando como Paráclito (em grego, Parakletos) dos discípulos – diz que vai orar ao Pai e que o Pai lhes dará “outro Paráclito”, que é o Espírito Santo. Isso mostra a distinção das três Pessoas: Jesus que ora; o Pai que envia; e o Espírito Santo que vem:
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós” (Jo 14,16-17).
12. O Filho procede do Pai e o Espírito procede do Pai e do Filho
“É certamente de fé que o Filho procede do Pai por uma verdadeira geração. Segundo o Credo Niceno-Constantinopolitano, Ele é “gerado antes de todos os séculos”. Mas a procedência de uma Pessoa Divina, como o termo do ato pelo qual Deus conhece sua própria natureza é propriamente chamada geração” (Enciclopédia Católica).
O fato de que o Filho é gerado pelo Pai está indicado pelos nomes dessas Pessoas. A segunda pessoa da Trindade não seria um Filho se não tivesse sido gerado pela primeira pessoa da Trindade.
O fato de que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho se reflete em outra declaração de Jesus:
“Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15,26).
Isso representa o Espírito Santo que procede do Pai e do Filho (“que vos enviarei”). As funções exteriores das Pessoas da Trindade refletem suas relações mútuas entre si. Também se pode dizer que o Espírito Santo procede do Pai por meio do Filho.
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pe. Aparecido Camargo é eleito Administrador Diocesano de Campina Grande

O Padre Aparecido Francisco Camargo foi eleito administrador Diocesano de Campina Grande. A Decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira durante a reunião do Colégio de Consultores. Pe Aparecido fica na função até a nomeação do próximo Bispo de Campina Grande, feita  pelo Papa Francisco.
 A escolha do Administrador está prevista no Código de Direito Canônico, que orienta que o Colégio de Consultores Diocesano se reúna no prazo de oito dias a contar do dia em que a Diocese entrou no período vacante. No caso, Campina Grande está vacante desde sábado (20), quando Dom Manoel Delson tomou posse como Arcebispo da Paraíba.
 Pe Aparecido Camargo é natural de Itaberaí, estado de Goiás, e tem 60 anos. É pároco na Paróquia de Santa Rosa de Lima, que fica no bairro de Santa Rosa, em Campina Grande. Em julho deste ano, Pe Aparecido completa 30 anos de ordenação sacerdotal.
 O Administrador Diocesano não tem as mesmas funções do Bispo. Ele apenas administra a Diocese e prepara a Igreja Particular para a chegada do próximo Bispo, ato da Sé Apostólica que não tem prazo definido para acontecer.
Autoria: Márcia Marques
Fonte: Blog da Diocese de Campina Grande

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Papa Francisco: Santidade de pastorinhos de Fátima não é consequência das aparições



Durante a oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a sua peregrinação ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de maio para celebrar os 100 anos das aparições da Virgem e canonizar os pastorinhos videntes Santa Jacinta e São Francisco Marto.
Antes cerca de 25.000 fiéis presentes, o Santo Padre sublinhou: “Em Fátima, quis escolher o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lucia para depositar sua mensagem. Estas crianças a acolheram dignamente, e foram reconhecidas como testemunhas críveis, ao ponto de ser modelos de vida cristã”.
“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. Sua santidade não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de ver Maria”.
“Depois do encontro com a ‘bela Senhora’, rezavam frequentemente o terço, faziam penitência e ofereciam sacrifícios pelo fim da guerra e pelas almas mais necessitadas da divina misericórdia”.
O Pontífice destacou que ao voltar ontem da sua viagem a Fátima, "a nossa oração mariana hoje tem um significado especial de memória e profecia que olha a história com os olhos da fé".
Em seguida, o Pontífice destacou “o momento de silêncio, em contemplação, que viveu na Capela das Aparições”.
“No centro de tudo esteve e está o Senhor Ressuscitado, presente em meio a seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente em meio aos muitos doentes, protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como em todo Santuário mariano”.
Francisco sublinhou e meditou sobre o fato de que Nossa Senhora escolhesse precisamente três crianças, três pastorinhos pobres e analfabetos, para tornar depositários da sua mensagem para toda a humanidade.
O Santo Padre afirmou que a mensagem de Nossa Senhora de Fátima continua plenamente vigente hoje, e insistiu na necessidade da oração nestes dias em que o mundo está sofrendo as consequências do pecado.
Ainda em nossos dias, precisamos muito de orações e penitência para implorar a graça da conversão, assim como o fim das muitas guerras em tantos lugares do mundo, que se estendem sempre mais, assim como o fim dos absurdos conflitos, grandes e familiares, que desfiguram o rosto da humanidade”.
“Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Papa Francisco pede aos rígidos da Lei que imitem Saulo e se deixem guiar por Jesus

Em sua homilia na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco encorajou os “rígidos” que estão na Igreja, mas que são honestos, a imitar o exemplo de Saulo – São Paulo – e se deixar guiar pela mansidão do Senhor.
Como há alguns dias, o Papa desenvolveu sua homilia a partir da leitura do livro dos Atos dos Apóstolos. Especificamente, falou sobre São Paulo, que se converteu em apóstolo do Evangelho depois de ter sido perseguidor dos primeiros cristãos.
Francisco observou que “a primeira vez que aparece o nome de Saulo é na lapidação de Estêvão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista”. Era um “prisioneiro” da rigidez da Lei. No entanto, Saulo “foi honesto”, destacou o Pontífice.
Nesse sentido, contrastou a rigidez com a honestidade. Advertiu contra aqueles que “são os rígidos de vida dupla: mostram-se belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.
“Entretanto, este jovem – Saulo – era honesto. Quando falo disso, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.
Outras pessoas “usam a rigidez para encobrir fraquezas, pecados, doenças de personalidade”. Saulo, crescido nesta rigidez, explicou o Bispo de Roma, não podia tolerar aquela que para ele é uma heresia e, assim, começa a perseguir os cristãos.
Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los como prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.
Saulo, que a partir da sua conversão começa a usar o seu outro nome, Paulo, é exemplo de que “o rapaz rígido, que se fez homem rígido – mas honesto! – se fez criança e se deixou conduzir para onde o Senhor o chamou. A força da mansidão do Senhor”.
A partir desse momento, Paulo começa a anunciar o Senhor até o martírio. “E assim, este homem da própria experiência prega aos outros, de uma parte a outra”. Paulo, pela sua conversão, “é perseguido, com muitos problemas, inclusive na Igreja, também teve que sofrer com o fato que os próprios cristãos brigassem entre si”.
“Mas ele, que tinha perseguido o Senhor com o zelo da Lei, dirá aos cristãos: ‘Com o mesmo que se afastaram do Senhor, pecaram, com a mente, com o corpo, com tudo, com os mesmos membros agora sejam perfeitos, deem glória a Deus’”.
Francisco exortou a Igreja a imitar Paulo, pois ele é o melhor exemplo de como um cristão deve imitar Jesus. O caminho de Saulo é “o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição”.
O Papa concluiu a sua homilia “pedindo a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.
Leitura comentada pelo Papa Francisco:
Atos dos apóstolos 9, 1-20
Naqueles dias, 1Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”
5Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu.
10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”.
15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.
18Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.
Fonte: ACIDIGITAL

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Celebração da Vigilia Pascal na Catedral de Campina Grande

Vigília Pascal é marcada por emoção e renovação da fé para centenas de fiéis presentes na Catedral Diocesana.
A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na noite desse sábado, 15, a Vigília Pascal. A Missa foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, pelo Pároco Luciano Guedes e pelo Vigário Van Victor.
A leitura da Palavra, por ocasião da Vigília Pascal, foi composta por quatro reflexões. Na primeira leitura sobre o livro do Gênesis entendemos como Deus Criou o mundo e todas as criaturas existentes, fazendo do homem sua imagem e semelhança. Em uma segunda leitura, ainda do livro do Gênesis, conhecemos a prova que Deus aplicou sobre a fé de Abraão, que pediu para que sacrificasse seu único filho, Isaac. Daí compreendemos a dimensão da obediência de Abraão à Deus.
Na leitura do livro do Êxodo conhecemos a marcha dos filhos de Israel pela busca da libertação dos domínios egípcios, povos esses que estavam escravizados, e Moisés, ao comando de Deus, os libertou das amarras dos egípcios. Na última leitura ouvimos sobre a carta de São Paulo aos Romanos que descreve o sentido do Batismo, o significado desse sacramento que feito em Jesus, nos torna assim como Cristo, um ressuscitando para uma vida nova.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e área internaO Evangelho de Mateus nos revelou, como o anjo do Senhor avisou a Maria Madalena e a outra Maria sobre a ressurreição de Jesus. Momento que encheu de alegria as mulheres e os discípulos. Cumprindo-se assim, o que Cristo já havia anunciado.
Na homilia, o Arcebispo Eleito Dom Delson iniciou seu discurso com a frase: Alegrai-vos no Senhor! Essa é a noite da nossa grande alegria. Deixando claro que Deus faz maravilhas do nada, assim como a aliança traçada entre Deus e Abraão fincada na confiança, esse é um momento de renovação da nossa fé. "Deus foi agindo ao longo da história, enviando seus profetas e criando alianças para realizar seus planos de amor na vida do seu povo. A ressurreição de Jesus é o símbolo definitivo de Deus, Fonte eterna de vida" completou Dom Delson.
A Vigília Pascal, para além da continuação da trajetória da morte de Jesus, detém o poder de renovar nossas forças diante de todas as aprovações que enfrentamos ao longo desse período quaresmal. Deus nos faz nova criatura, transformando tudo em graça. Que possamos, a partir desse momento Pascal, confiar naquele que criou o mundo e enviou seu filho para entregar-se por nós.
A imagem pode conter: 2 pessoas, área internaNa ocasião foram batizados quatro jovens: Airlla Souza, Luís Flávio da Silva, Mércio Francklin e Washington Almeida. Com o sacramento do Batismo sobre cada um deles, toda a igreja presente assumiu o compromisso de caminhar na fé católica, lutando pela caridade e pelo amor. O reflexo mais puro da fé é humanizar a cada um, seguindo os ensinamentos que o Senhor nos deixou.
A lição que herdamos de todo esse período de reflexão, em especial depois da Vigília Pascal, é que independente das tormentas que enfrentamos, Deus estava ao nosso lado, alimentar a fé no Criador é um tarefa árdua que exige renúncia aos nossos vícios, autocrítica para modificarmos nossa visão sobre o mundo, e principalmente, enxergar no nosso semelhante o Jesus ressuscitado. Assim, conseguiremos viver uma verdadeira Páscoa.
Texto : Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Fotos: Pascom Catedral

Catedral de Nossa Senhora da Conceição reúne milhares de fiéis na celebração da Páscoa do Senhor

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na manhã desse domingo, 16, a tradicional Missa de Páscoa. A solenidade foi presidida pelo Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Manoel Delson, concelebrada pelo Pároco Luciano Guedes, Monsenhor Antônio Apolinário e o Vigário Van Victor.
O Evangelho de João 20, 1-9 nos descreveu:
1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé e casamento
3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 E o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Na homilia, Dom Manoel Delson falou que o verdadeiro sentido da Páscoa ultrapassa o entendimento humano, exige de cada cristão uma nova forma de viver, procurando nos direcionamentos da fé seguir o que Jesus nos pede, ser caridosos, ter humildade e buscar sempre o amor. O modelo de vida que devemos seguir deve ser baseado na figura do Cristo ressuscitado, nos rendendo na graça de Deus para sermos transformados.

Texto e foto: Pascom Catedral 

sábado, 15 de abril de 2017

Celebração da Paixão de Cristo e Procissão do Senhor Morto Marcaram a Sexta-feira Santa na Catedral Diocesana

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição realizou na tarde dessa Sexta-feira Santa, 14, a celebração da Paixão de Cristo. O momento foi conduzido pelo Administrador Diocesano, Dom Manoel Delson, pelo pároco Luciano Guedes e pelos Vigários Van Victor e Mons. Antônio Apolinário.

Na primeira leitura as palavras do profeta Isaías que descreveu o sofrimento do filho de Deus. A segunda leitura da carta de São Paulo aos Hebreus demonstra como Jesus pode ser visto, sendo Cristo o sacerdote que entrou no céu e se compareceu de nossas fraquezas.

O Evangelho de João revelou como aconteceu a Paixão de Cristo, desde a traição de Judas até as imolações que Jesus entregou ao ser entregue aos soldados romanos. O sacrifício da crucificação é discorrido acompanhando o sofrimento de Jesus.

Na homilia, Dom Manoel Delson lembrou da atitude única de Jesus para nossa salvação e que devemos acolher essa ação em nossos corações. A morte do filho de Deus tem outro significado, além do nosso entendimento, isso porque Jesus assumiu a condição humana e enfrentou todo o sofrimento para resgatar seu povo, derramando o seu sangue na Cruz.

A meditação dessa Sexta-feira Santa nos propõe a dimensão do gesto de Jesus, para que assim tenhamos gratidão pelo Salvador. Considerando a Quaresma uma oportunidade para que nos tornemos discípulos com compaixão, caridade, perdão e amor. "O nosso coração deve se tornar mais conciliador, somente assim a morte de Jesus não terá sido um ato sem efeito, correspondendo à essa dádiva permitindo que a luz do crucificado ocupe nossas vidas", disse Dom Delson. 

Na ocasião, o Administrador Diocesano abriu um paralelo entre a traição de Judas contra Cristo para criticar o atual cenário político brasileiro, que está inundado de corrupção em todos os níveis de poder, o que demonstra claramente a traição daqueles que receberam um voto de confiança do povo para governar com justiça e decência. Entretanto, as últimas notícias contra os representantes políticos foram assustadoras do ponto e vista moral e cristão. "Não podemos baixar a cabeça e concordar com essas atitudes, a igreja alerta para que façamos uma escolha correta", completou Dom Manoel Delson.

A celebração foi encerrada com a procissão da imagem Senhor Morto pelas ruas adjacentes da Catedral, momento de tradição e fé que os católicos campinenses seguem reproduzindo todos os anos, como ato Penitencial pela doação de Cristo ao seu povo. 

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Fotos: Pascom Catedral

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebra Missa de Ramos dando início a Semana Santa



A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição celebrou na noite desse domingo, 09, a tradicional Missa de Ramos presidida pelo Pároco, Pe. Luciano Guedes. Esse momento marca a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém e inicia a Semana Santa vivida pelos católicos de todo o mundo.
No Evangelho de Mateus descreveu-se a Paixão de Jesus Cristo desde a traição de Judas, que dentre os 12 discípulos, teve essa conduta pela recompensa de 30 moedas. Relata-se também, nessa passagem da sagrada escritura os preparativos para a Páscoa e a última ceia de Jesus antes de ser entregue aos fariseus. O dilema vívido por Pedro diante a sua negação como seguidor de Cristo, o flagelo de Jesus e a atitude do Governador Romano, Poncio Pilatos, que lavou as mãos diante da escolha do povo para que Cristo fosse crucificado ao invés de Barrabas. 
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé e plantaNa homilia, padre Luciano Guedes destacou a importância da semana que segue, recordando que a narração da paixão de Cristo diminui a nossa fraqueza porque não é um fato isolado de dois mil anos atrás, essa trajetória fala da história de cada pessoa. O pároco lembrou que drama da Paixão é o drama da humanidade, que consiste em muitas contradições.
Por meio da leitura do Santo Evangelho escrito por Mateus, entendemos que a cortina se rasga porque a esfera de Deus não pode se comprometer com as traições humanas. Dizemos que Jesus é o messias e o salvador porque ele realizou tudo o que nós não fizemos. "Os ramos apresentados nessa Santa missa é um sinal que reconhecemos Jesus como senhor. A Semana Santa deve servir para que nos questinemos sobre quem somos de verdade e qual personagem da narrativa da Paixão se assemelha a cada um de nós", disse padre Luciano Guedes.
A celebração de Ramos apresenta um duplo mistério, a contradição humana que reconhece e ama Jesus Cristo, mas também expõe a capacidade que temos de traí-lo e crucificá-lo. Entretanto, quem olha para Jesus aprende aprende a ter misericórdia diante das incertezas humanas, cheias de luz e trevas. Na Semana Santa devemos buscar com piedade o espírito da conversão.

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)
Foto: Pascom Catedral

terça-feira, 4 de abril de 2017

Caminhada Penintencial para Lagoa Seca reúne milhares de fiéis

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição realizou na manhã desse domingo, 02, a 19a Caminhada Penitencial, esse momento acontece durante a Quaresma em que os fiéis vão em direção ao Convento Ipuarana na cidade de Lagoa Seca. A celebração teve início às 5h30 com a Missa celebrada pelo pároco, Padre Luciano Guedes.

No Evangelho de João fomos lembrados dos milagre de Jesus que ressuscitou Lázaro que já estava morto há quatro dias, então Cristo pedindo que removessem a pedra do túmulo de Lázaro, fez uma oração a Deus e chamou Lázaro para fora.

Na homilia, Padre Luciano Guedes lembrou aos fiéis o sentido da Via Sacra, que significa Caminho Sagrado, trajeto que todos fariam em direção ao Convento Ipuarana. "Que nessa caminhada Jesus possa nos dar a contemplação, abrindo os caminhos para a vida", disse o pároco.

A Caminhada Penitencial agrega durante o percurso, os pedidos do povo que vão sendo apresentados, com uma prece em especial, para que renunciemos a tudo o que representa a morte, a escravidão e o pecado. 

Durante o trajeto da Catedral até o Convento Ipuarana, os fiéis cantaram e rezaram às estações da Via Crucis, remontando o caminho de Jesus no calvário. Tornando-se assim um pedido da alma de cada Cristão, com os corações penitentes buscam a Deus.

A Caminhada Penitencial foi encerrada no Convento Ipuarana Com a Bênção do Arcebispo eleito da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson. O Padre Luciano Guedes agradeceu o empenho das pastorais, da Polícia rodoviária Federal, da STTP e a todos colaboradores.

Na oportunidade os fiéis rezaram por Dom Manoel Delson, que vai seguir na evangelização na arquidiocese da Paraíba, na capital Paraíba. "Já sinto muita saudade, porque todos os anos em que estive à frente da diocese de Campina Grande estive presente em todas as caminhadas, minha relação com Campina Grande sempre foi muito boa, aprendi a amar essa cidade e agradeço todo o afeto de todos os fiéis", disse o Bispo.

Texto: Fernando Nascimento (Pascom Catedral)


Fotos: Pascom Catedral 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Diocese de Campina Grande promove neste domingo a 19ª Caminhada Penitencial, até Lagoa Seca


A Diocese de Campina Grande promoverá neste domingo (2), a 19ª Caminhada Penitencial, que será realizada pela Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, localizada na Avenida Floriano Peixoto, no centro de Campina Grande, com a participação das demais paróquias da Diocese.

De acordo com os organizadores, o ato, cujo início está previsto para as 5h30 da manhã com uma missa na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, faz parte das celebrações do período da Quaresma. A missa será presidida pelo pároco da Catedral, Pe. Luciano Guedes, com cobertura da Pastoral da Comunicação (Pascom) da paróquia.

Após a santa missa, por volta de 6h15, terá início a caminhada, com os fiéis saindo da Catedral até o Convento Ipuarana, em Lagoa Seca. Durante a caminhada, , haverá a reza da via sacra, que terá como tema não só a Quaresma, mas a Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”. Os organizadores esperam uma participação maciça de fiéis, já que as paróquias da diocese e todo o povo de Deus são convidados.

A caminhada constitui-se num ato público de fé, testemunho vivo da vitalidade da Igreja de Cristo que brota do seu lado aberto pela lança na cruz, da água e do sangue que purificam e dão vida nova a todos os que creem. Ato de fé que reúne e congrega toda a comunidade católica em torno do sentido mais profundo e espiritual da quaresma: conversão, oração e penitência em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e texto
“A Caminhada Penitencial a cada ano, tornou-se para o povo católico de Campina Grande uma expressão bonita de preparação para a Páscoa. Nos passos de Jesus Cristo, celebremos os desafios e as esperanças próprias de quem compreende a vida como um caminho até chegar o céu”, disse Pe. Luciano. 

Na organização e segurança da caminhada, a Diocese contará com o apoio dos Soldados do Exército Brasileiro para organizar os caminheiros, com a ajuda de uma corda que limitará o povo em apenas uma das faixas da rodovia; além de Agentes da CPTRAN, da ROTAM, da STTP e também o apoio da Polícia Rodoviária Federal – PRF, com suas viaturas, motos e cones sinalizadores, no intuito de garantir que o acesso dos automóveis que circulam de Campina Grande ao Brejo e do Brejo à Campina Grande não seja interrompido.

De acordo com a comissão organizadora, este ano não teremos a distribuição de água. Assim pedimos a cada um que leve sua garrafinha. 

O Bispo de Campina Grande, Dom Manoel Delson, acompanhará toda a caminhada, encerrando o evento com a concessão da bênção aos participantes.

Aurea Ramos Araujo 
Pascom – Catedral

terça-feira, 14 de março de 2017

Como Maria pode ouvir nossas orações?

Algumas pessoas se perguntam como a Virgem Maria e também os santos podem ouvir as nossas orações e a de tantas pessoas, ao mesmo tempo e no mundo todo, e atender a todos simultaneamente. Será que eles são como Deus, onipotentes ou oniscientes?
Não! Nada disso! Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas ela e os santos estão em comunhão com Deus; então, participam desses dons divinos, mesmo sem os ter naturalmente. Participam deles pela graça. Como assim? É por meio de Jesus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos, pois para o Senhor nada é impossível.
Outra coisa importante é saber que, na eternidade, não há mais o tempo como na vida terrena. Na eternidade, ele não existe. É por isso que o teólogo Karl Ranner disse: “Deus é um instante que não passa”. Para Ele não há passado, presente nem futuro como para nós; para Ele tudo é só presente. O tempo faz existir o passado e o futuro, mas quando ele não existe, há só presente.
Isso significa que, em Deus, Nossa Senhora e os santos não precisam de tempo para atender muitas pessoas que lhes pedem ajuda. Na Terra, se você quiser atender, por exemplo, dez pessoas, com dez minutos para cada uma, vai precisar de cem minutos, mas, na eternidade, isso não é necessário, porque não existe o tempo. Todos são atendidos no mesmo instante, algo que equivale a gastar, na Terra, os cem minutos.
Como Maria pode ouvir as nossas oraçõesMesmo na Terra o tempo é relativo. Albert Einstein, Prêmio Nobel de Física, mostrou, com a “Teoria da Relatividade”, que o tempo de duração de um fenômeno e também o espaço que ele ocupa dependem da velocidade do objeto observado. Por exemplo: uma régua de 20 cm, parada, se for medida com uma velocidade próxima à da luz (0,99 da velocidade da luz) terá seu tamanho apenas de 18,9 cm, ou seja, ocupará menos espaço. Einstein mostrou também, no “paradoxo dos gêmeos”, que se dois irmãos gêmeos partirem para uma viagem ao redor da Terra, um com velocidade normal, e outro com velocidade próxima a da luz (0.99 c), quando ambos voltarem, o gêmeo que viajou com velocidade próxima à da luz, chegará com menos idade que seu irmão; isto é, mais novo.
Ora, se o tempo é algo relativo, já nesta vida, na outra será completamente diferente da nossa realidade. Isso explica um pouco como os santos e a Virgem Maria podem atender os pedidos de todos, sem a dificuldade do tempo e do espaço, e sem precisar ter os atributos de Deus. Quem lá chegar verá.
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 2 de março de 2017

Papa Francisco propõe a “bússola do cristão” para a Quaresma

Na homilia da Missa celebrada nesta quinta-feira na Casa Santa Marta no Vaticano, o Papa Francisco destacou três realidades que devem fazer com que os fiéis vivam a Quaresma de maneira cristã: a realidade do homem, a realidade de Deus e a realidade do caminho.
Estas três realidades, disse, constituem “a bússola do cristão” durante este tempo de conversão.
O Papa explicou que a realidade do homem é a capacidade de escolher entre o bem e o mal. “Deus nos criou livres. A escolha é nossa”. Apesar disso, “Deus não nos deixa sozinhos”, pois indica o caminho correto por meio dos Mandamentos.
A segunda realidade, a de Deus, é que Ele se fez homem para salvar todos: “A realidade de Deus é Deus que se fez Cristo, por nós. Para nos salvar. Quando nos distanciamos dessa realidade e nos distanciamos da Cruz de Cristo, da verdade das chagas do Senhor, nos distanciamos também do amor, da caridade de Deus, da salvação e caminhamos numa estrada ideológica de Deus, distante do Deus que veio até nós para nos salvar, do Deus que morreu por nós. Esta é a realidade de Deus”.
O Papa contou uma história ocorrida entre um agnóstico e um crente. “O agnóstico de boa vontade perguntava ao fiel: ‘Mas, como é possível! Para mim, o problema é como Cristo é Deus: Não posso entender isso. Como Cristo é Deus?’. E o fiel respondeu: ‘Para mim, isso não é um problema. O problema seria se Deus não tivesse se tornado Cristo’. Está é a realidade de Deus”.
Nesse sentido, assinalou que as obras de misericórdia se sustentam nessa realidade de Deus. “Deus que se fez Cristo, Deus que se fez carne e este é o fundamento das obras de misericórdia. As chagas de nossos irmãos são as chagas de Cristo, são as chagas de Deus, porque Deus se fez Cristo. Esta é a segunda realidade. Não podemos viver a Quaresma sem esta realidade. Devemos nos converter não a um Deus abstrato, mas a um Deus concreto que se fez Cristo”.
Em terceiro lugar está a realidade do caminho. Francisco indicou que “a realidade do caminho é a de Cristo: seguir Cristo, fazer a vontade do Pai e como Ele pegar as cruzes de cada dia e renegar a si mesmo para seguir Cristo. Não fazer o que eu quero, mas o que Jesus quer. Seguir Jesus”.
“Ele fala que nessa estrada nós perdemos a vida para ganhá-la depois. É perder a vida continuamente, deixar de fazer o que eu quero, perder as comodidades, estar sempre na estrada de Jesus que estava a serviço dos outros, e adorar Deus. Esta é a estrada certa”.
“O único caminho seguro é seguir Cristo crucificado, escândalo da Cruz”, concluiu.
Fonte: ACIDIGITAL