terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Encíclica de Francisco tem a marca da transição do papado

Lumen fidei – a luz da fé. Esse é o primeiro documento do Papa Francisco, uma encíclica que busca recuperar o caráter de luz específica da fé, capaz de iluminar a existência humana.
Uma particularidade do documento é sua autoria. Embora publicada no pontificado de Francisco, a encíclica começou a ser escrita por Bento XVI, hoje Papa emérito. Eis, então, uma novidade para a Igreja: um documento escrito por dois Papas.
Assessor da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, padre Antônio Luiz Catelan Ferreira, comenta que o texto que já estava sendo preparado por Bento XVI, por isso, quando ele renunciou, gerou-se até uma expectativa de qual seria o destino do documento: se seria publicado como uma obra pessoal ou como uma reflexão. Foi, então, que Francisco, com delicadeza, resolveu assumir o texto e o publicou.
Segundo o padre, é possível perceber alguns elementos quando se lê a encíclica. Um deles, é a linguagem típica de Bento XVI; a marca de Francisco está clara mais na introdução e na conclusão.
padre antonio catelan
Padre Antônio Catelan, assessor da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB / Foto: Arquivo
“Eu diria que tem a marca da transição, porque é um documento elaborado por dois Papas, assumido por um. (…) É um texto que, seguramente, mais para o futuro, vai despertar a atenção de muitos estudiosos, vai se descobrir a riqueza maior desse documento”.
Essa duplicidade na escrita reveste o documento de um grande valor histórico, segundo padre Catelan, até mesmo por testemunhar um momento específico da história da Igreja: a transição após a renúncia. Também agrega valor o fato de que Francisco tenha decidido dar continuidade a um projeto pessoal de seu predecessor. De acordo com o sacerdote, isso mostra que a Igreja não é feita de rupturas.
“A Igreja é um organismo vivo, e a sucessão de Papas certamente muda um pouco o estilo, as ênfases, o tom de abordar certos assuntos, mas não é uma nova Igreja. (…) Não tem a Igreja de João Paulo, a Igreja de Bento, a Igreja de Francisco como, às vezes, a gente ouve, sobretudo na mídia, com um menor grau de informação teológica. A Igreja é uma só e o Papa que está à frente é um servidor, é o primeiro dos servidores”.
Padre Catelan explica ainda que, justamente por essas peculiaridades, as características do Papa Francisco não se refletem nesse primeiro documento de forma tão personalizada como acontece em outros textos, como discursos e homilias. “Ele nem teve tempo para imprimir mais o seu caráter ao documento. E acho até que ele quis respeitar o texto feito por Bento do modo como estava”.
A temática da fé é uma das preocupações da Igreja e é abordada de forma diversa pelos Papas. O sacerdote acrescentou ainda que ao convocar a assembleia extraordinária do sínodo sobre a família, o Papa Francisco deu continuidade à grande problemática da transmissão da fé. Isso porque o ambiente familiar é fundamental para a vivência e  a transmissão da fé.

Fonte: Canção Nova

Simpósio abordará os 50 anos da renovação da liturgia

A Congregação para o Culto e a Disciplina dos Sacramentos e  o Ateneu Pontifício promovem, de 18 a 20 de fevereiro, na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, Simpósio sobre os 50 anos da primeira constituição do Concílio Vaticano II, a Sacrosanctum Concilium. Este documento iniciou a reforma da liturgia e foi promulgado pelo papa Paulo VI em 4 de dezembro de 1963.
O tema proposto para o evento,  “Gratidão e empenho por um grande movimento eclesial”,  foi apresentado em coletiva de imprensa, na quinta-feira, 13, no Vaticano. De acordo com o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Antonio Canizares Llover, o encontro será uma oportunidade para continuar a aprofundar a renovação litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II.
Na visão do secretário do dicastério vaticano para o Culto e a Disciplina dos Sacramentos, dom Arthur Roche, não se pode, pensar a Liturgia sem pensar na Igreja inteira. “Certo, os 50 anos daSacrosanctum Concilium convidam a fazer um exame de consciência. O desejo é de poder oferecer nos dias do Simpósio, por meio da escuta, do diálogo, da oração comum, uma experiência de comunhão repleta de agradecida memória e de profético empenho”, afirmou dom Roche.
Participam do Simpósio representantes das Conferências Episcopais, responsáveis pelas comissões litúrgicas, centros de estudo teológico e pastoral, responsáveis e animadores pela Liturgia. Estão convidados sacerdotes, religiosos e leigos de todos os continentes e de ritos Litúrgicos não romanos.
Fonte: CNBB

Carta Circular

Alteração do Clero Diocesano


“Ide, portanto, e fazei que todos os povos se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. (Mt 28,19-20)


Carta Circular 001/2014
Do Bispo Diocesano de Campina Grande - PB
Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Assunto: Comunicação faz

Estimados Padres e Diáconos,
Religiosos e Religiosas,
Fieis dessa Diocese,
Meus irmãos e minhas irmãs.

Em face da necessidade de uma Igreja missionária e diante dos grandes desafios que nos são propostos no cotidiano da vida, decidimos de maneira colegiada definir algumas mudanças em nossa diocese. Levamos em consideração o tempo em que os Párocos e Administradores das Paróquias estão à frente do trabalho, tendo em vista que o Código de Direito Canônico e a Legislação complementar da CNBB (Cânones 519 e 522) determinam a permanência de um Pároco por seis anos em uma Paróquia. Utilizamos esse critério para promover as mudanças que haviam sido anunciadas já há algum tempo.

Nesta data estivemos reunidos com o Conselho Presbiteral da Diocese de Campina Grande e definimos as seguintes transferências e nomeações de Padres para as seguintes Paróquias e ofícios elencados:

àParóquia de Nossa Senhora da Conceição – Catedral Diocesana de Campina Grande (Pe. Luciano Guedes da Silva – Pároco);

àParóquia de Nossa Senhora do Rosário – Bairro da Prata em Campina Grande (Pe. Márcio Henrique Mendes Fernandes – Pároco);

àParóquia de Santo Antonio – Bairro de Santo Antônio em Campina Grande (Monsenhor Lourildo Soares da Silva – Pároco e Pe. José Acírio de Medeiros – Vigário Paroquial);

àParóquia de Nossa Senhora das Graças – Bairro da Liberdade em Campina Grande (Pe. Josandro José de Macêdo Felix – Pároco e Pe. José Aldevan Guedes Pereira – Vigário Paroquial);

àParóquia de Santa Rosa de Lima – Bairro de Santa Rosa em Campina Grande (Pe. Aparecido Francisco Camargo – Pároco);

àParóquia de Nossa Senhora das Mercês – Cuité – PB (Pe. Severino Firmino da Silva – Pároco);

àParóquia de Santa Ana – Soledade – PB (Pe. José Hermes Fernandes de Macêdo – Pároco);

àParóquia de Nossa Senhora da Luz – Pedra Lavrada – PB (Pe. Rômulo Remígio Viana – Pároco);

àParóquia de Nossa Senhora da Conceição – Pocinhos – PB (Pe. Francisco Possiano da Silva – Pároco)

àParóquia de São José – Areial – PB (Pe. Adeildo da Silva Ferreira – Administrador Paroquial);

àParóquia de São José – Juazeirinho – PB (Pe. Raniery Alves dos Santos – Administrador Paroquial);

àNomeação do Pe. Rogério Epifânio Roque como Vigário Paroquial da Paróquia de São Cristóvão constituindo equipe com o Pe. José Vanildo Medeiros – Pároco;

As datas para as referidas transferências e posses serão agendas a partir do dia 12 de maio deste, contando com a minha presença ou do Vigário Geral nas celebrações que marcam o inicio do ministério pastoral dos padres nas referidas paróquias.

Somos agradecidos a Deus pela generosidade e disponibilidade dos Padres que aceitaram novos encargos e da mesma forma pela missão desempenhada até o presente momento. Pedimos aos fieis que acolham estas disposições com o espirito eclesial de abertura às possibilidades que surgem, sabendo que tudo é obra do Espírito Santo em vista da edificação do Reino de Deus.

Pela intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora da Conceição, recebam todos as bênçãos do Deus todo-poderoso que é Pai e que vos ama abundantemente.



Campina Grande - PB, 18 de fevereiro de 2014.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Relembre gestos e atividades marcantes do Papa Francisco

Daqui a exatamente um mês, o Papa Francisco vai completar um ano de pontificado. Para comemorar a data, o webjornalismo Canção Nova inicia, nesta quinta-feira, 13, uma série de matérias especiais recordando momentos marcantes do Papa ao longo desses quase 365 dias como Sucessor de Pedro.
Até 13 de março, você acompanha, diariamente, uma matéria sobre o pontificado de Francisco, passando pelo dia da eleição, suas quebras de protocolo, que surpreenderam o mundo; a relação com os jovens, as mensagens de paz dentre outras atividades e as palavras do Santo Padre. O conteúdo está disponível na categoria “Um ano de Papa Francisco”, no especial papa.cancaonova.com . Acompanhe!
Fonte: Canção Nova

Papa Francisco: Universidades e escolas católicas devem educar com amor e coerência


”A educação católica é um dos desafios mais importantes para a Igreja”, comprometida na nova evangelização em meio de um contexto histórico e cultural em constante transformação, afirmou o Papa Francisco em seu discurso aos participantes na plenária da Congregação para a Educação Católica na Sala Clementina do Vaticano.

A agenda da plenária está centrada na atualização da Constituição Apostólica Sapientia Christiana, a consolidação da identidade das universidades católicas e a preparação de dois aniversários em 2015: o 50º da declaração conciliar Gravissimum educationis e o 25º da Constituição Apostólica Ex-Corde Ecclesiae, que regula a todas as universidades católicas do mundo.

Francisco propôs aos participantes três aspectos: o valor do diálogo na educação, a preparação qualificada dos formadores e a responsabilidade das instituições educativas:

“Efetivamente –disse referindo-se ao primeiro ponto–, as escolas e universidades católicas são frequentadas por muitos estudantes não cristãos e inclusive não crentes. As instituições católicas oferecem a todos uma proposta educativa que tem como objetivo o desenvolvimento integral da pessoa, que responde ao direito de todo ser humano a ter acesso ao saber e ao conhecimento”.

“Mas, estão igualmente chamadas a oferecer a todos, com pleno respeito à liberdade de cada indivíduo e dos métodos próprios do entorno escolar, a proposta cristã, quer dizer Jesus Cristo como sentido da vida, do universo e da história. Jesus começou a pregar a boa nova na ‘Galileia dos gentios’, uma encruzilhada de pessoas de diferentes raças, culturas e religiões”.

Esse contexto, explicou o Papa, “se assemelha em alguns aspectos ao mundo de hoje. As mudanças profundas que levaram à difusão de sociedades multiculturais requerem dos que atuam no setor escolar e universitário que empreendam itinerários educativos de confronto e de diálogo, com uma fidelidade corajosa e inovadora que saibam promover o encontro entre a identidade católica com as várias ‘almas’ da sociedade multicultural”.

Falando do segundo aspecto, a preparação qualificada dos formadores, o Papa assinalou que “não se pode improvisar” e que “se deve fazer seriamente”. Deste modo recordou que durante o seu encontro com os Superiores Gerais, destacou que a educação nos nossos dias “está dirigida a uma geração que muda, e que, portanto, todo educador –e toda a Igreja que é mãe educadora– estão chamados a ‘mudar' no sentido de ser capazes de comunicar-se com os jovens que têm em frente”.

“A educação é um ato de amor, é dar a vida. E o amor é exigente, pede empregar melhor os recursos, apaziguar as paixões e iniciar um caminho de paciência junto aos jovens. O educador nas escolas católicas deve ser antes de tudo muito competente, qualificado e, ao mesmo tempo, rico em humanidade, capaz de estar entre os jovens com estilo pedagógico para promover seu crescimento humano e espiritual. Os jovens necessitam de qualidade de ensino e os valores não devem ser somente enunciados, mas testemunhados. A coerência é um fator indispensável na educação dos jovens. Coerência! Não se pode fazer crescer, não se pode educar sem coerência: coerência, testemunho”.

O Santo Padre ressaltou que “por isso o educador necessita ele mesmo uma formação permanente. É necessário investir para que os docentes e os dirigentes possam manter a sua profissionalidade em alta e também a sua fé e a força das suas motivações espirituais. E também nesta formação permanente me permito sugerir a necessidade de retiros e exercícios espirituais para os educadores”.

“É belo fazer cursos sobre este aspecto, mas também é necessário fazer os exercícios espirituais, retiros, para rezar! Porque a coerência é um esforço, mas é, sobretudo, um dom e uma graça. E devemos pedi-la!”.

Quanto à responsabilidade das instituições educativas de “expressar uma presença viva do Evangelho no campo da educação, da ciência e da cultura”, o Papa Francisco reiterou a necessidade de que as instituições acadêmicas católicas “não se isolem do mundo, mas saibam entrar com coragem no areópago das culturas atuais e colocar-se em diálogo, conscientes do dom a oferecer a todos”.

“A educação –concluiu– é um grande pátio aberto, onde a Igreja sempre esteve presente com suas próprias instituições e projetos. Hoje temos que fomentar este compromisso em todos os níveis para renovar a tarefa de todos aqueles que estão comprometidos na perspectiva da nova evangelização”.

Fonte: Acidigital